O tempo na segunda quinzena de abril, será “águas mil”?

A primeira metade do mês foi caracterizada pela ocorrência de aguaceiros e trovoadas como protagonistas da situação meteorológica em vastas regiões do país. E nas próximas semanas, como será? Saiba mais connosco, aqui!

Teremos uma segunda metade de abril de tempo muito variável nas várias regiões do país.
Teremos uma segunda metade de abril de tempo muito variável nas várias regiões do país.

Terminamos a primeira quinzena do mês de abril entre nuvens e precipitação, mais abundantes no centro e sul do país, em alternância com outros dias mais estáveis e soalheiros, especialmente na região Norte. A primeira parte do mês decorreu com um panorama meteorológico muito variável, influenciada pela chegada de algumas ‘bolsas’ de ar frio em altitude e depressões. Agora impõe-se a questão, será que esta dinâmica se vai manter nas próximas semanas?

As altas pressões continuam na Europa bem como as ondulações da corrente de jato

Para já, estima-se que a médio prazo não irão ocorrer mudanças significativas na situação sinóptica, pelo que a corrente de jato prosseguirá muito ondulada, o que se manifestará numa sequência alternada de cristas anticiclónicas e bolsas de ar frio em altitude. Em suma, há espaço para um ambiente muito variável, com alternância de dias estáveis e quentes com outros onde os aguaceiros assumirão o protagonismo.

Com base nas previsões a longo prazo do ECMWF, as altas pressões vão manter-se nas redondezas das Ilhas Britânicas e da Europa Central, pelo continuará a predominar o fluxo de leste ou de sul (sudoeste ou sudeste), algo que persiste desde o início da primavera climatológica.

Temperaturas inferiores ao normal nas regiões Centro e Sul

Com esta perspetiva, as temperaturas poderão registar 1 ºC abaixo dos valores médios na metade oriental do país, embora não de forma uniforme, isto é, não abarcará todo o interior do país. O ambiente mais fresco no interior de Portugal continental está previsto somente para as regiões da Beira Baixa, Alentejo, parte do Ribatejo (correspondente ao interior de Santarém), e sotavento algarvio. Ao invés, em toda a região Norte, incluindo a faixa atlântica, Açores e Madeira, prevê-se um ambiente ligeiramente mais quente do que o normal (com anomalia térmica positiva de até +1 ºC), devido aos fluxos de vento que continuarão a ser bombeados. No resto do país (litoral Centro e Sul), estão previstos valores térmicos dentro do habitual para estas datas.

De acordo com o ECMWF, as temperaturas continuarão a normalizar-se com o decurso da segunda quinzena, todavia, no interior Centro e Sul do país vão persistir as anomalias negativas. Em geral, o tempo ficará mais fresco em relação a esta primeira quinzena, sobretudo no interior do país, e em certos pontos as temperaturas mínimas ficarão perto ou abaixo dos 5 ºC.

Aguaceiros e trovoadas numa vasta porção do território

Quanto à precipitação, com a imposição deste padrão estima-se que os aguaceiros e as trovoadas continuem a ser mais prováveis nas regiões Centro e Sul, com destaque na terceira semana para o Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, sendo que na quarta e última semana os acumulados de precipitação serão superiores ao habitual dos valores médios em praticamente todo o país, exceto no extremo norte do país onde se verificarão valores normais. Na quarta semana, os maiores registos terão lugar no distrito de Viseu e em partes dos distritos de Aveiro, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.

Com as altas pressões no norte e no centro do continente europeu, as bolsas de ar frio e as baixas pressões vão continuar a invadir o sul, pelo que a instabilidade será maior na nossa latitude.

Tudo indica que nos últimos dias do mês, estas anomalias de pressão, temperatura e chuva terão tendência a dissipar-se. O mês de maio poderá arrancar com um cenário um pouco mais indefinido.

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