Fim de agosto ventoso e fresco. Setembro começa com descida acentuada da temperatura e mar agitado em Portugal

O último dia de agosto trouxe nuvens, vento e descida das temperaturas em Portugal Continental. A entrada de setembro será marcada por ambiente ainda mais fresco, com descidas até 6 ºC em 48 horas em várias capitais de distrito, noites frias e mar muito agitado.

O fim de agosto de 2025 confirma-se como um período marcado por instabilidade meteorológica pouco habitual para esta época do ano. Após a influência do ciclone extratropical Erin, que trouxe precipitação ao Norte e Centro e agitação marítima significativa, outra depressão cavada instalou-se junto ao Atlântico Norte, afetando o tempo em Portugal Continental.

O domingo, 31 de agosto, apresenta céu muito nublado no Norte e Centro, com chuvisco ou chuva fraca durante a madrugada e manhã, mais persistente no litoral minhoto e duriense, alternando com períodos de abertas durante a tarde. O vento sopra durante o dia moderado a forte, com rajadas entre 30 e 45 km/h, e até 70 km/h nas terras altas do Norte e Centro. O mar mostra-se agitado, com ondas entre 2 e 3 metros na costa ocidental, enquanto no Algarve a ondulação é mais baixa, inferior a 1 metro.

Temperaturas descem significativamente neste domingo, mas tendência acentua-se na segunda-feira

O fator mais relevante é a descida da temperatura. Este domingo registam-se máximas claramente abaixo do normal em várias regiões. Viana do Castelo não vai além dos 20 ºC, Braga atinge 23 ºC, Porto e Vila Real 21 ºC, Viseu 22 ºC, Bragança 24 ºC, Guarda 19 ºC e Aveiro 23 ºC. Mesmo Coimbra e Leiria não chegam aos 25 ºC. Em muitas destas cidades, a sensação é de um ambiente tipicamente outonal, contrastando com os valores de agosto que ainda há poucos dias se aproximavam dos 30 ºC.

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A entrada em setembro trará um reforço desta tendência. A segunda-feira, 1 de setembro, será dominada por céu nublado de manhã no Norte e Centro, com chuvisco ocasional no litoral, em especial no Minho e Douro Litoral, mas durante a tarde prevê-se maior presença de sol. Apesar de algumas abertas, as temperaturas continuarão a descer, com valores máximos que não irão além dos 25 ºC na maioria do território. No Norte, os termómetros deverão oscilar entre 18 ºC e 22 ºC, no Centro entre 22 ºC e 25 ºC e no Sul entre 25 ºC e 27 ºC.

As capitais de distrito do interior serão as mais afetadas pela descida térmica: Bragança passará para 22 ºC, Guarda para 17 ºC, Évora e Beja para 28 ºC e Faro para 27 ºC. Em apenas 48 horas, a diferença chega a 6 ºC em várias cidades, confirmando o impacte da massa de ar polar que avança de oeste para leste. Nas terras altas de Viana do Castelo e Vila Real, as máximas não ultrapassarão os 15 ºC.

Temperaturas máximas descem em setembro. Dia 1 com máximas inferiores ou iguais a 27 ºC.
Temperaturas máximas descem neste início de setembro, não indo além dos 27 ºC no sul do país.

As noites também serão mais frias, fruto da massa de ar polar e do prolongamento gradual das horas de escuridão. Já na madrugada de terça-feira, 2 de setembro, espera-se que algumas capitais de distrito registem valores iguais ou inferiores a 10 ºC. Bragança e Viseu ficarão pelos 10 ºC, enquanto a Guarda descerá até 8 ºC.

Outras cidades também terão mínimas frescas, como Vila Real e Portalegre (11 ºC) e Braga e Viana do Castelo (12 ºC). Lisboa e Faro manter-se-ão mais amenas, com 17 ºC, mas no geral a maioria das cidades do litoral oscilará entre 13 ºC e 16 ºC. Este contraste marcará o início de setembro com um caráter mais outonal no interior e fresco no litoral, embora com noites mais suaves junto à faixa costeira sul.

Apesar das características outonais nos próximos dias, prevê-se “montanha-russa” para setembro

Outro ponto de destaque será o vento e a agitação marítima. Na segunda-feira, prevê-se vento de noroeste moderado a forte em várias regiões, intensificando-se no litoral e nas terras altas, o que agravará o estado do mar.

Na costa ocidental portuguesa, as ondas poderão atingir 4 a 5 metros, situação que deverá motivar avisos meteorológicos e exige cautela redobrada junto ao litoral, onde as autoridades recomendam manter distância da rebentação. A presença de depressões cavadas a norte da Península está também a influenciar o Atlântico europeu, com perturbações esperadas em França e recordações recentes do temporal severo que atingiu Itália na sequência da passagem do ex-furacão Erin.

Apesar do ambiente fresco e do “cheiro a outono” que marca o arranque de setembro, os meteorologistas alertam que o verão ainda não terminou. Nos próximos dias, poderá haver nova recuperação das temperaturas, com risco de episódios de calor na primeira semana do mês.

Este sobe e desce térmico deverá continuar, numa verdadeira “montanha-russa” atmosférica marcada pela alternância entre vales depressionários e incursões subtropicais, mantendo também elevado o risco de incêndios florestais em períodos de maior calor e vento.