Depois de vários dias mais amenos, as temperaturas deverão recuperar gradualmente em Portugal continental, enquanto a chuva perde expressão e a estabilidade atmosférica se reforça, sobretudo a partir de terça-feira, na maior parte do território.
Ana Palma é meteorologista e climatologista, com formação sólida em ciências do clima, educação ambiental e comunicação científica. É licenciada em Meteorologia, Oceanografia e Geofísica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e mestre em Clima, Recursos Naturais e Riscos pela Universidade de Cabo Verde, no âmbito do Centro Internacional de Investigação Climática e Aplicações (CIICLAA).
O seu percurso profissional conjuga atividade técnica e científica com divulgação e mediação do conhecimento. Desde 2018, exerce funções na Cascais Ambiente como Técnica de Turismo de Natureza. Colaborou com instituições de referência como o Museu Nacional de História Natural e da Ciência, o Pavilhão do Conhecimento – Ciência Viva e várias entidades municipais.
É autora e coautora de publicações científicas e participou com comunicações em congressos nacionais e internacionais. O seu trabalho cruza meteorologia, climatologia, geociências e comunicação de ciência, promovendo a literacia climática e o envolvimento do público.
Depois de vários dias mais amenos, as temperaturas deverão recuperar gradualmente em Portugal continental, enquanto a chuva perde expressão e a estabilidade atmosférica se reforça, sobretudo a partir de terça-feira, na maior parte do território.
A entrada de uma massa de ar mais fresco fará descer as temperaturas este domingo em Portugal continental. Apesar do arrefecimento generalizado, cinco capitais distritais continuarão a destacar-se com máximas próximas dos 30 ºC.
Uma faixa de poeiras do Norte de África deverá atingir Portugal durante o fim de semana, impulsionada por uma depressão isolada, enquanto a entrada de ar mais fresco pelo Atlântico favorecerá uma descida gradual das temperaturas.
O interior de Portugal continuará sob calor muito intenso até 9 de julho, com temperaturas próximas dos 41 ºC, enquanto o litoral começa a beneficiar da influência atlântica e de uma descida gradual dos termómetros.
A atividade elétrica deverá aumentar entre domingo e segunda-feira no interior de Portugal, onde o calor intenso, o ar seco e a possibilidade de trovoadas secas poderão agravar o perigo de incêndio rural existente.
O calor intenso deverá persistir em Portugal nos próximos dias, enquanto um bloqueio anticiclónico favorece o aquecimento da atmosfera e da superfície do Atlântico, reduzindo parcialmente o habitual efeito moderador do oceano sobre o território.
A maioria das bacias hidrográficas mantém reservas acima da média, apesar do início da descida sazonal dos armazenamentos. O verão marca agora o período mais exigente para a gestão da água em Portugal.
Portugal prepara-se para um episódio prolongado de calor, com temperaturas até 43 ºC, noites tropicais e valores muito acima da normal climatológica. O ECMWF prevê que o calor persista, pelo menos, até dia 8 de julho.
Os modelos meteorológicos apontam para o regresso de uma cúpula de calor a Portugal no início de julho. A configuração atmosférica apresenta semelhanças com o episódio de maio, mas o contexto sazonal poderá favorecer temperaturas ainda mais elevadas.
O calor deverá intensificar-se em Portugal continental durante a próxima semana, impulsionado por uma dorsal anticiclónica. Os modelos apontam para máximas de 42 ºC e anomalias térmicas até 14 ºC.
A Madeira e os Açores deverão manter um fim de semana marcado por tempo geralmente estável, mas com períodos de maior nebulosidade e aguaceiros fracos. O ECMWF aponta para precipitação pouco significativa e temperaturas amenas nos dois arquipélagos.
Enquanto os Açores deverão continuar sob influência de uma circulação marítima favorável à nebulosidade e a aguaceiros dispersos, a Madeira deverá manter tempo seco e temperaturas moderadas até ao próximo fim de semana.
Portugal atravessa agora o pico do episódio de tempo quente, com vários distritos sob aviso do IPMA e temperaturas até 42 ºC nalguns locais do interior. A partir de quarta-feira, prevê-se uma descida gradual das temperaturas.
Portugal continental deverá registar uma semana marcada por calor intenso, embora com aguaceiros e trovoadas em várias regiões do interior, devido à instabilidade atmosférica que condiciona o estado do tempo ao longo dos próximos dias.
A mesma configuração atmosférica que irá intensificar o episódio de calor intenso em Portugal continental também favorecerá o desenvolvimento de trovoadas durante várias tardes, atenuando localmente o impacto das temperaturas mais elevadas.
Uma depressão atlântica irá provocar um aumento da chuva e do vento nos Açores a partir de sexta-feira, enquanto a Madeira continuará sob influência da dorsal subtropical, mantendo tempo mais estável e temperaturas amenas persistentes.
Uma massa de ar muito quente deverá provocar vários dias consecutivos de calor intenso em Portugal continental, favorecendo temperaturas excecionalmente elevadas no interior e um forte contraste térmico em relação ao litoral ocidental.
A circulação de norte deverá continuar a influenciar Portugal continental nos próximos dias, antes de uma mudança gradual do estado do tempo prevista para o início da próxima semana, sobretudo nas regiões do litoral ocidental.
Depois de vários meses marcados pela subida das reservas hídricas, maio trouxe os primeiros sinais de descida em várias barragens portuguesas, embora os níveis de armazenamento continuem elevados e acima da média para esta altura do ano.
A corrente de jato polar deverá intensificar-se significativamente entre quarta e quinta-feira sobre a Península Ibérica, favorecendo uma maior influência atlântica em Portugal continental, com mais vento, nebulosidade e temperaturas mais baixas no litoral.