Uma faixa de poeiras do Saara vai avançar para norte e afetar Portugal

Uma faixa de poeiras do Norte de África deverá atingir Portugal durante o fim de semana, impulsionada por uma depressão isolada, enquanto a entrada de ar mais fresco pelo Atlântico favorecerá uma descida gradual das temperaturas.

Uma faixa de poeiras do Saara deverá atingir Portugal continental durante o próximo fim de semana, associada a uma mudança da circulação atmosférica sobre o Atlântico e o território ibérico.

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A entrada de ar mais fresco pelo Atlântico Norte, pelo oeste de Portugal, ocorrerá em simultâneo com a formação de uma depressão isolada em altitude entre sexta-feira e sábado, um elemento determinante para alterar o escoamento nos níveis médios da atmosfera e transportar partículas minerais desde o Norte de África.

Depressão isolada impulsiona a chegada das poeiras

Até quinta-feira, a presença de poeiras em Portugal deverá ser pouco relevante. A pluma mantém-se afastada do território continental, enquanto a atmosfera continua dominada por tempo estável e temperaturas elevadas no interior. A partir de sexta-feira, a depressão isolada começará a organizar-se, fazendo rodar o fluxo nos níveis médios da atmosfera para sul e sudeste. Este padrão abrirá um corredor favorável ao avanço das poeiras para norte.

A circulação atmosférica deverá favorecer a chegada de poeiras do Norte de África a Portugal durante o fim de semana. A concentração prevista é, contudo, moderada, sendo mais evidente nas regiões do interior.
A circulação atmosférica deverá favorecer a chegada de poeiras do Norte de África a Portugal durante o fim de semana. A concentração prevista é, contudo, moderada, sendo mais evidente nas regiões do interior.

O transporte deverá tornar-se mais evidente entre sábado e domingo. Em Portugal, a chegada das poeiras deverá ser moderada e temporária, sem sinais de um episódio intenso ou generalizado. A presença destas partículas deverá aumentar a turbidez da atmosfera, tornando o céu mais esbranquiçado, reduzindo pontualmente a visibilidade e favorecendo a deposição de poeiras sobre superfícies expostas.

Entrada de ar atlântico marca a mudança do estado do tempo

A mudança de circulação terá também reflexos nas temperaturas. O ar marítimo deverá entrar primeiro pelo litoral oeste, mantendo máximas entre 22 e 27 ºC em várias zonas costeiras. No interior, o calor resistirá durante a fase inicial da transição, com valores ainda próximos de 33 a 36 ºC, antes de a massa de ar mais fresca ganhar terreno ao longo de domingo.

A entrada de uma massa de ar mais fresca deverá provocar uma descida das temperaturas no litoral, enquanto o interior continuará a registar valores elevados, que poderão atingir 34 a 36 ºC durante a tarde de sábado.
A entrada de uma massa de ar mais fresca deverá provocar uma descida das temperaturas no litoral, enquanto o interior continuará a registar valores elevados, que poderão atingir 34 a 36 ºC durante a tarde de sábado.

O vento deverá rodar progressivamente para oeste e noroeste, favorecendo a renovação da massa de ar sobre Portugal. A nebulosidade tenderá a aumentar, sobretudo nas regiões Norte e Centro, acompanhando a aproximação da depressão e a entrada de ar atlântico.

A precipitação prevista para Portugal deverá ser pouco significativa, com acumulados baixos e mais prováveis nas regiões Norte e Centro. No restante território, não se prevê precipitação relevante.
A precipitação prevista para Portugal deverá ser pouco significativa, com acumulados baixos e mais prováveis nas regiões Norte e Centro. No restante território, não se prevê precipitação relevante.

A precipitação prevista deverá ser pouco significativa no território nacional, limitada a aguaceiros fracos e dispersos, enquanto a instabilidade mais ativa ficará concentrada no interior da Península Ibérica.

No início da próxima semana, o reforço da circulação de oeste deverá favorecer a dispersão gradual das poeiras, consolidando um ambiente mais fresco, especialmente no litoral e nas regiões Norte e Centro. A evolução dependerá da posição final da depressão e da intensidade do fluxo associado em Portugal continental.