Impactos das alterações climáticas segundo a ONU

O Secretário-geral das Nações Unidas, alertou todos os países para as consequências devastadoras dos impactos das alterações climáticas e pediu a cada um, para tomarem decisões e ações concretas, sobre o que considerou ser o "assunto mais importante do mundo".

Lidia Magno Lidia Magno 09 Dez. 2018 - 11:00 UTC

Cimeira do Clima COP24 decorre em Katowice.

No discurso de abertura da Cimeira do Clima COP 24, que decorre na Polónia, o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres pediu a governos e investidores que "apostem na economia verde e não no cinzento da economia carbonizada". Guterres considerou que os impactos climáticos são devastadores e que os países continuam sem fazer o suficiente para prevenir perturbações no clima, que são irreversíveis e catastróficas.

O Secretário Geral da ONU afirmou que é preciso transformar toda a economia energética global, de modo a que possam ser contidos os efeitos das alterações climáticas, o que significa uma alteração total, com uma oportunidade económica única de construir um novo tipo de economia, nomeadamente eliminando os combustíveis fósseis.

As metas que devem ser estabelecidas até 2030 são claras: é preciso baixar em 45% (em relação à percentagem de 2010) as emissões de gases com efeito de estufa, para que em 2050, seja possível atingir a neutralidade carbónica e evitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus centígrados.

Objetivo: fontes energéticas 100% renováveis.

O que Portugal está a fazer?

A posição portuguesa, decorre do recém aprovado Roteiro para a Neutralidade Carbónica (RNC), apresentado este mês, pelo ministro do Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, que estará durante a próxima semana a participar nos trabalhos da Cimeira do Clima COP24.

Portugal tem traçado um plano de redução de emissões de carbono, até 2050, que chama todas as áreas a contribuir: Energia, Agricultura, Transportes, Resíduos, Florestas e outras, são chamadas a concretizar a sua quota-parte deste plano, de forma a atingir a neutralidade carbónica em Portugal, daqui a 30 anos.

A redução de emissões, plasmada no RNC, passa pela electrificação total da mobilidade e pelo incentivo do uso do transporte coletivo. Passa também pela redução dos bovinos na agricultura, responsáveis por 6%, de um total de 10% de C02, emitidos para a atmosfera. Passa ainda pela total transformação do fornecimento energético, que deverá ser obtido, na sua totalidade (100 %) através de energias renováveis.
Até 14 de dezembro, cerca de 30.000 delegados de 197 países estarão numa maratona de negociações para encontrar regras concretas em cada país, de forma a aplicar o acordo de Paris, celebrado em 2015.

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