O tempo na segunda quinzena de agosto

Em geral estas próximas duas semanas vão caracterizar-se pela estabilidade, apenas interrompida em parte do litoral Oeste e Trás-os-Montes e Alto Douro com a passagem de uma frente fria. Confira a previsão!

Alfredo Graça Alfredo Graça 15 Ago. 2019 - 12:26 UTC
Na segunda quinzena de agosto o tempo vai aquecer e estabilizar. Altura ideal para ir à praia e ao mar!

Como já é hábito referirmos, nas previsões a médio/longo prazo não falamos realmente de prognósticos do tempo, mas sim das tendências que os mapas meteorológicos nos vão revelando. E, de momento, surge a real possibilidade da segunda quinzena do mês ser mais quente, seca e de céu limpo relativamente aos primeiros quinze dias. À exceção de um episódio de instabilidade atmosférica cuja ocorrência não deverá tardar muito...

Ainda continuamos com poucas horas de noite, pelo que o calor acumulado durante o dia não tem tempo de se dissipar. Isto, juntamente com uma altura do Sol ainda elevada, faz com que a probabilidade de entrada de frentes frias seja praticamente eliminada. Quanto muito as frentes atlânticas vão ‘passar ao de leve’ no litoral Oeste e no Norte português, junto da fronteira com a Galiza. Por outro lado, os dias de calor continuarão a ser notícia nas próximas semanas.

Episódio chuvoso e instável no próximo domingo?

Até dia 17, o panorama meteorológico não vai mudar muito, predominando em território português céu parcialmente nublado ou limpo, tempo estável, quente e seco, por vezes em alguns locais com alguma humidade associada que dará a sensação de ‘abafado’. As temperaturas estarão em geral dentro dos valores de referência para estas datas, exceto na região da Beira Baixa (Castelo Branco) e Alentejo (Portalegre, Évora e Beja), distritos onde o aviso amarelo foi decretado pelo IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera) devido à persistência de valores elevados de temperatura máxima.

Para o dia 18 (próximo domingo) contudo, a situação altera-se de forma radical. Para além da acentuada descida das temperaturas (máximas e mínimas), a nebulosidade espessa e compacta irá perdurar e associada a ela, virá uma frente fria desde o Atlântico que descarregará aguaceiros de fraca intensidade sobre a região do Litoral Oeste, entre Viana do Castelo e Lisboa e vários pontos da região de Trás-os-Montes e Alto Douro. De momento o modelo Europeu de previsão (ECMWF) aponta a 90 % de probabilidade para que tal ocorra. Situação que será atualizada na previsão para o fim de semana.

Esta será mesmo uma situação excecional visto que a partir do dia 19, a nebulosidade e a frente fria já se terão dissipado e as altas pressões tomarão as rédeas do tempo em território português novamente, com subida ligeira das temperaturas. No dia 20, a temperatura máxima voltará a registar um aumento dando início aquele que parece ser o período mais quente do mês, nomeadamente entre terça-feira 20 e domingo 25 de agosto. Nos dias mais quentes a temperatura máxima será de 38 ºC em Castelo Branco, 39 ºC em Santarém, 39 ºC em Évora e 39 ºC em Beja.

A partir de dia 26, a incerteza prevalece

Com uma incerteza ainda maior, tudo parece indicar que os últimos seis dias do mês serão de estabilidade generalizada, provavelmente só interrompida pela passagem efémera de alguma frente fria no Noroeste Minhoto, litoral Oeste e/ou Nordeste Transmontano, com a devida nebulosidade e aguaceiros dispersoso associados.

As temperaturas vão continuar a ser elevadas no interior Norte, Centro e Sul de Portugal, bem como na maioria da região do Algarve mesmo que longe de alcançar valores extremos como em outros verões. Possivelmente tal possa acontecer no início do mês de setembro, mas ainda faltam imensos dias para darmos credibilidade e fiabilidade aos modelos meteorológicos.

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