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Picadas de insetos: Oh, que chatice!

O verão chegou mas os insetos também! Uma picada de inseto pode ser simplesmente incómoda ou tornar-se um caso clínico. Saiba como prevenir-se em caso de picada, que repelentes utilizar e os cuidados a ter para evitar futuras comichões.

Alfredo Graça Alfredo Graça 05 Jul. 2018 - 11:21 UTC
A alergia a insetos é conhecida desde sempre, 95% das vezes é causada por abelhas ou vespas.

Os insetos, por muito pequenos e pouco engenhosos que sejam, são muito capazes de nos conseguir incomodar.Uma picada só… e ganhamos direito a uma incómoda comichão, nos casos mais graves podemos mesmo chegar a ter uma reação alérgica severa. Normalmente, para a maioria de nós, o resultado é simples: uma picada é apenas sinónimo de inchaço e prurido.

Como tratar as picadas

Em casos excecionais, as reações alérgicas às picadas são por vezes graves e até potencialmente fatais. Nem sempre é possível recorrer à prevenção mas existem exames que nos podem ajudar a conhecer as nossas alergias. Quando perante uma situação destas, a pessoa deve ter consigo um kit de emergência, específico para tratar a sua picada, caso a alergia se desenvolva.

No caso de uma picada, a pessoa pode começar a sentir uma reação local extensa, quando os sinais inflamatórios, a vermelhidão e o inchaço, se estendem por uma área superior a 10 cm de diâmetro, o melhor mesmo é procurar rapidamente cuidados médicos.As abelhas, vespas, mosquitos, moscas, pulgas e percevejos podem provocar reacções, geralmente locais, resultantes da mordedura e não da picada. Por norma, a reação local regride espontaneamente. Mesmo assim, se aplicarmos compressas frias ou gelo, o que ajuda logo reduzir o inchaço.

Tomando anti-histamínicos orais para aliviar a comichão e a aplicação de corticóides locais ou orais durante 3 a 5 dias ajuda a reduzir os sinais inflamatórios.

Aprenda a evitar picadas

Para evitar ficar na mira dos insetos há quem use velas, incensos e aromatizadores que resulta no “desnortear” de alguns insetos, diminuindo o risco de picada. Não oferecem contudo, uma proteção tão eficiente contra as picadas quanto os repelentes que se aplicam sobre a própria pele.

No caso de picada, a pessoa pode sentir na pele uma reação local como a vermelhidão e inchaço.

Os repelentes naturais, que podem basear-se em determinadas ervas, em frutas cítricas como o limão, em óleos como os de citronela, coco ou até soja, são soluções que o ser humano tem utilizado ao longo de séculos. Podem ser eficazes, mas à falta de soluções, muitas vezes basta termos algum cuidado.

É aqui que entra a questão do clima: em lugares quentes e húmidos, os insetos e respetivas picadas proliferam; mas evitar usar luzes à noite em áreas abertas também evita o aparecimento destes “amigos desagradáveis”.

Para os alérgicos

De acordo com a Sociedade Portuguesa de Alergologia, na maioria dos casos os insetos picam quando se sentem em perigo, tornam-se mais agressivos durante o verão por causa dos cheiros intensos ou perfumados. Assim, recomendamos que:

  • Nunca ande descalço, especialmente em relvados.
  • Evitar perfumes ou cosméticos com cheiros ativos em meio rural ou no campo.
  • Evitar locais onde existem estes insetos: árvo­res de fruto, troncos caídos - onde as vespas costumam construir os ninhos.
  • Usar capacete e luvas para andar de bicicleta ou motociclo.
  • Evitar movimentos bruscos quando abelhas ou vespas se aproximam (não enxotar). Se for atacado, proteger a cara com os braços ou com uma peça de vestuário.
  • Ter cuidado ao praticar desportos ao ar livre, porque o suor atrai estes insetos.
  • Ter cuidado ao fazer jardinagem: manter os braços, cabeça e corpo o mais cobertos possível.
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