StoreWindows10

Grandes tempestades poderão triplicar até final do século

Condições meteorológicas extremas que provocam enormes tempestades, vão triplicar a sua frequência na Europa e América do Norte até final do século, por causa das alterações climáticas de acordo com um estudo recentemente divulgado.

Alfredo Graça Alfredo Graça 05 Dez. 2018 - 06:39 UTC
A consequência destas tempestades junto de cidades e populações pode ser devastadora com o desenrolar de cheias e inundações em grande escala.

Uma investigação conduzida pela Universidade de Exeter no Reino Unido, e liderada por Matt Hawcroft, realizou projeções acerca da frequência de ciclones extra-tropicais, que provocam tempestades impressionantes e ventanias fortes, podendo ser potencialmente prejudicial ao causar danos sociais e económicos.

De acordo com este estudo, que sugere que caso não haja uma redução significativa das emissões de gases com efeito de estufa, estes processos atmosféricos não só vão aumentar de frequência e intensidade, como vão atingir áreas cada vez mais extensas do hemisfério norte. Publicado na revista Environmental Research Letters, o estudo realça que a consequência dessas tempestades junto de cidades e populações "pode ser severa", com a propensão ao desenrolar de cheias e inundações em grande escala.

"São esperadas precipitações extremas cada vez mais frequentes e intensas num clima mais quente", avisa Matt Hawcroft. Os ciclones extra-tropicais exercem uma enorme influência na variabilidade climática de grandes regiões quer da América do Norte quer da Europa e as tempestades mais extremas são potencialmente responsáveis por grandes inundações nas duas regiões do mundo. O que se torna essencial para os governos é conseguir projetar onde e com que frequência essas tempestades vão acontecer. No entanto as atuais projeções ainda são muito incertas.

Através de métodos mais avançados desenvolvidos por esta equipa de investigadores, pode verificar-se no estudo agora publicado a análise de comportamentos de tempestades atuais e futuras, o que lhes permitiu entender alterações na frequência e intensidade dos ciclones com mais consistência. Desta forma, a equipa pôde concluir que o número de ciclones extra-tropicais no hemisfério norte será três vezes superior até ao final do século.

Os trovões são ondas sonoras geradas pelo movimento de cargas elétricas na atmosfera.

Os trovões e as tempestades

Os trovões são ondas sonoras geradas pelo movimento de cargas elétricas na atmosfera. Devido ao aumento da temperatura do ar nas áreas da nuvem por onde o raio passa, os trovões podem ser perigosos especialmente nos locais próximos da sua ocorrência. O ar aquecido expande-se gerando dois tipos de ondas: um que se caracteriza como uma violenta onda de choque supersónico, com uma velocidade várias vezes superior à velocidade do som no ar.

Nas proximidades do local de queda o som é inaudível para o ouvido humano. A segunda, sendo aquela que conseguimos ouvir, é uma onda sonora de grande intensidade que se ouve por distâncias maiores. Os meios de propagação dos trovões são o solo e o ar. A onda sonora do trovão possui frequência, medida em Hertz, que varia de acordo com o meio, sendo maior no solo.

Publicidade