Explosão solar gigantesca pode atingir a Terra

Uma potente explosão solar pode vir a atingir a Terra num futuro próximo. Cientistas alertam que este evento pode acontecer dentro de 100 anos e arrasar com toda a tecnologia presente no nosso planeta.

Alfredo Graça Alfredo Graça 13 Jun. 2019 - 17:36 UTC
Superflare ou explosão solar gigantesca pode interferir gravemente com a Terra.

É basicamente indiscutível que o sol assume um papel de extrema importância para a vida na Terra: sem ele não existiríamos. Assim, da mesma forma que esta enorme estrela possibilitou a nossa existência, pode também acabar com ela, se decidir começar a atuar.

Possivelmente, o nosso caro leitor já deverá ter ouvido falar de erupções solares, muito sucintamente são explosões energéticas que frequentemente se combinam com ejeções de massa que lançam partículas para o espaço. Os seus efeitos podem ser realmente devastadores.

Descoberta impressionante da Astronomia

Os astrónomos que estudam a Via Láctea tem observado nos últimos anos fascinantes exibições pirotécnicas da galáxia: superflares ou explosões/erupções solares. Estes eventos ocorrem quando as estrelas, por motivos que os cientistas ainda não compreendem, expelem enormes explosões de energia que podem ser avistadas a centenas de anos-luz de distância. Até recentemente, os investigadores supunham que estas explosões aconteciam principalmente em estrelas que, ao contrário das que são observáveis a partir do planeta Terra, eram jovens e ativas.

Agora, uma nova investigação revela com maior grau de certeza do que nunca que as superflares podem gerar-se em estrelas mais antigas e mais silenciosas como as nossas, ainda que apenas uma vez a cada poucos milhares de anos. Os resultados servem de alerta para a vida no nosso planeta, afirmou Yuta Notsu, principal autor do estudo e investigador convidado do Laboratório de Física Atmosférica e Espacial CU Boulder.

Segundo o cientista, se uma superflare irrompesse do sol, a Terra iria provavelmente ser apanhada no caminho de uma onda de radiação de alta energia. Tamanha explosão poderia interferir com objetos eletrónicos em redor do globo, provocando um apagão generalizado e curto-circuito dos satélites de comunicação em órbita. De acordo com Notsu:

"O nosso estudo mostra que os superflares são eventos raros... Mas há alguma possibilidade de que possamos experimentar um evento como este nos próximos 100 anos ou mais."

Os cientistas descobriram este fenómeno a partir de uma fonte improvável: o Telescópio Espacial Kepler. A nave espacial da NASA lançada em 2009, procura planetas que circulem estrelas longínquas da Terra. Contudo também descobriu algo peculiar acerca das próprias estrelas. Em raras ocasiões, a luz de estrelas remotas parecia tornar-se súbita e momentaneamente mais brilhante.Os investigadores apelidaram aquelas explosões gigantescas de "superflares" de energia.

Notsu explicou que as labaredas de tamanho normal são comuns no sol. Mas o que os dados do Kepler revelavam parecia ser muito maior, da ordem de centenas a milhares de vezes mais poderosa do que a maior explosão já registada com instrumentos modernos na Terra.

Poderá uma superflare ocorrer no nosso próprio sol?

De acordo com o referido por Notsu: "Quando o nosso sol era jovem, era bastante ativo porque rodava muito rápido e provavelmente expelia chamas mais poderosas. Não sabíamos era se essas grandes explosões ocorrem no sol moderno com frequência muito baixa."

Notsu não sabe quando o próximo grande evento de luz solar vai atingir a Terra. É uma questão de quando, não se. Ainda assim, há tempo para a Humanidade se preparar, protegendo a tecnologia no solo terrestre e em órbita da radiação espalhada pelo Espaço.

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