A importância do ciclo do carbono

O carbono (C) é um dos elementos mais abundantes do Universo, a seguir ao hidrogénio (H), ao Hélio (He) e ao oxigénio (O), e é o pilar da vida, tal como a conhecemos. Descubra mais aqui!

Joana Campos Joana Campos 16 Nov. 2019 - 19:00 UTC
As plantas absorvem a energia solar e CO2 da atmosfera.

Existem duas formas de carbono. Uma orgânica, que está presente nos organismos vivos e mortos, não decompostos, e outra inorgânica, que está presente nas rochas. Este gás é emitido para a atmosfera através da respiração, decomposição e combustão, sendo retirado pela fotossíntese.

No planeta Terra, o carbono circula pelos oceanos, pela atmosfera, pelos solos e o seu interior, num grande ciclo biogeoquímico. Este pode ser dividido em dois pequenos ciclos: o biológico, que é mais rápido, e o geológico que é mais lento. No ciclo biológico, é possível ter uma renovação total do carbono atmosférico em 20 anos. Este processo ocorre na medida em que as plantas absorvem a energia solar e o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera. Isso gera oxigénio e açúcares, como a glicose, pelo processo de fotossíntese, que é o principal alicerce para o crescimento das plantas. Por sua vez, os animais consomem a glicose durante o processo de respiração, emitindo novamente o dióxido de carbono.

Quanto ao ciclo geológico, é importante referir que 99% do carbono está presente na litosfera, e que grande parte deste está sob forma inorgânica, armazenado em rochas sedimentares, nos depósitos de combustíveis fósseis. Aqui, o carbono é sedimentado e comprimido sob as placas tectónicas, em que quando se dá a subducção, as rochas sedimentares são sujeitas a grandes pressões e temperaturas debaixo da superfície da Terra, fundindo parcialmente e reagindo com outros minerais, libertando CO2. Assim, existe um ciclo entre a crosta terrestre (litosfera), os oceanos (hidrosfera) e a atmosfera.

Curiosidades

Os oceanos são grandes depósitos de dióxido de carbono e realizam uma troca constante com a atmosfera. A concentração do carbono na atmosférica é a menor, pois a maior parte está nos oceanos e na crosta terrestre, sendo que a vida nos oceanos consome grandes quantidades de CO2. As baixas temperaturas no oceano aumentam a absorção do CO2, enquanto que as temperaturas mais altas podem causar a emissão do mesmo.

O Efeito de Estufa é um sintoma do ciclo do carbono, visto que este é uma forma que a Terra tem para manter sua temperatura constante. Os incêndios e a queima de combustíveis fósseis, aceleram todo este ciclo.

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