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Reciclar, reciclar, reciclar!

Em 2018, os portugueses aumentaram a produção de lixo, mas passaram a separá-lo menos. No total o aumento dos resíduos produzidos subiu 2% mas a preocupação com a necessidade de separação dos plásticos, vidros e papel diminuiu.

Lidia Magno Lidia Magno 15 Nov. 2018 - 09:43 UTC
Portugueses fazem mais lixo e estão a reciclar menos.

Portugal não vai cumprir as metas estipuladas pela Comissão Europeia, no que respeita à reciclagem dos resíduos. A Comissão Europeia impôs uma meta de 55% dos resíduos a reciclar em 2025, 60% em 2030 e 65% em 2035, mas este ano os números derraparam o que significa que Portugal pode falhar as metas impostas.

Segundo a Associação Ambientalista Zero, “é impossível cumprirmos as metas para 2020 e muito difícil cumprir as de 2025 que nos exigem mais do dobro do que é a realidade dos nossos números”, alerta Rui Berkemeier.

Portugal está, desde Setembro, na lista negra dos países que estão em perigo de não cumprir as metas da Economia Circular. Por essa razão, técnicos da Comissão Europeia, preparam-se para acompanhar a partir de 2019, em Lisboa, o cumprimento dos objetivos de gestão de resíduos o que inclui assistência técnica, apoio de fundos estruturais e auxílio na partilha de melhores práticas.

Do total do lixo produzido, 83,5% não é reciclado, ou seja, vai para recolha indiferenciada. O Plano Estratégico para os Resíduos Urbanos (PERSU) para 2020, prevê um aumento da taxa de reciclagem do metal, papel, cartão, plástico, vidro, madeira e resíduos biodegradáveis (de 38% para 50%).

O mundo gera 2 mil milhões de toneladas de lixo.

O mundo produz 2 mil milhões de toneladas de lixo por ano

Segundo o relatório “What a Waste: A Global Snapshot of Solid Waste Management to 2050”, publicado há um mês pelo Banco Mundial, o mundo gera 2 mil milhões de toneladas de lixo: 33% deste não são tratados de forma considerada segura em termos ambientais. E espera-se que, em 2050, este tipo de resíduos atinja os 3,4 mil milhões de toneladas.

A Europa, a América do Norte e a Oceânia estão à cabeça no que toca à quantidade de desperdício alimentar. E cerca de um terço dos alimentos produzidos para consumo humano — 1,3 mil milhões de toneladas — é perdido ou deitado fora.

Em termos de reciclagem, Alemanha, Singapura e a Coreia do Sul são os países que mais reciclam, com mais de 60% de resíduos sólidos urbanos reciclados. Seguem-se a Áustria, a Eslovénia e a Bélgica. A Islândia e a Dinamarca reciclam 45 %, a Irlanda e a Austrália 40%, os Estados Unidos 35% e Espanha 30%. Em Portugal, essa percentagem situa-se nos 38%, o que levou a Comissão Europeia um sério aviso a Portugal.

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