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Previsões Meteorológicas – incerteza e predictabilidade?

A curiosidade pelo estado de tempo que se vivenciará ao longo de cada dia, é um interesse transversal a todos nós pelas mais variadas razões, sejam sociais, lúdicas, relacionadas com actividades agrícolas e/ou piscatórias, por trabalho, ou tão simplesmente para vestir de acordo.

Mónica Barbosa Mónica Barbosa 16 Ago. 2018 - 16:36 UTC
A preocupação e curiosidade com as questões que envolvem o estado do tempo e as previsões meteorológicas remontam à Antiguidade.

O termo meteorologia provém do grego meteoros, μετέωρος, e significa suspenso no ar "elevado; alto (no céu)", sendo imperioso distinguir Meteorologia de Climatologia. A Meteorologia, enquanto estudo dos fenómenos atmosféricos e a sua variação temporal, é a ciência que estuda a atmosfera do planeta com enfoque na descrição e previsão dos padrões de tempo e clima. Por seu lado, a Climatologia investiga fenómenos atmosféricos do ponto de vista das suas propriedades estatísticas (médias e variabilidade), a fim de caracterizar o clima, em função da localização geográfica, estação do ano, hora do dia, etc.

Ou seja, a Meteorologia, no seu sentido mais amplo, é uma ciência extremamente vasta e complexa, considerando que o seu objecto de estudo é a atmosfera, uma área extensa, de grande variabilidade de compostos, e onde ocorrem eventos por consequência de variáveis físicas, químicas e processos termodinâmicos.

Ao longo dos tempos, foram sendo diversas a técnicas de previsão meteorológica. Os babilónios observavam os padrões das nuvens e recorriam à astrologia, para preverem o estado do tempo. Já os chineses elaboraram um calendário solar e faziam observações da natureza, de modo a conseguirem uma previsão mais precisa. Por outro lado, nos países islâmicos, era utilizado o astrolábio e técnicas de observações dos ventos para definir as tendências climáticas.

Referir que, no mundo ocidental, datam de meados do séc.IV a.C., o estudo e análise ao ambiente atmosférico, quando o filósofo grego Aristóteles, reuniu todo o conhecimento existente sobre o clima, considerando variáveis como as nuvens, a chuva, a neve, o vento, entre outros, na sua obra "Meteorologica", conseguindo assim tirar o tema da obscuridade mitológica, e tendo a sua explicação filosófica e especulativa acerca de eventos e fenómenos atmosféricos, sido considerada ao longo de cerca de 2 mil anos.

Uma previsão do estado do tempo mais precisa e sistemas de alertas mais eficazes, possibilitam uma melhor preparação para lidar com eventos naturais extremos.

Progressos, com riscos?

Com o advento das tecnologias de informação e comunicação, houve uma optimização do intercâmbio de dados meteorológicos, decorrentes do avanço e actualização dos instrumentos meteorológicos e das fontes de informação, o que possibilitou a disseminação da informação meteorológica de forma rápida e eficaz, com relevante destaque para o papel dos media, salvaguardando contudo, o potencial efeito do fenómeno da desinformação pela "fome" das audiências.

Prever o estado do tempo, não é missão fácil!Trata-se de determinar os estados futuros da atmosfera, a partir de um estado conhecido num dado instante. Assenta em métodos aproximados, baseados em dados de observações de superfície, de altitude, de satélites, de radar, e na análise de modelos numéricos que constituem uma representação mais ou menos elaborada da atmosfera real e dos processos que nela ocorrem.

A ciência da previsão do estado do tempo constitui assim um dos maiores desafios colocados ao Homem, considerando que a capacidade de prever o tempo, contribui para a preservação de vidas e bens, e para a melhoria da qualidade de vida da humanidade!

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