Avião chileno desaparece a caminho da Antártida

Partiu do sul do Chile em direção a uma base chilena no continente Antártico na última segunda-feira. O regresso estava planeado para hoje, mas na viagem de ida foi dado como desaparecido. Acompanhe os desenvolvimentos connosco!

João Tomás João Tomás 11 Dez. 2019 - 12:02 UTC
Aeronave idêntica à que desapareceu durante o dia de ontem.

Um avião com 38 passageiros a bordo, pertença da Força Aérea do Chile, partiu da cidade de Punta Arenas, com destino à Base Eduardo Frei Montalva na Antártida. Das 38 pessoas que seguiam naquele avião, 17 são tripulantes sendo os restantes 21 passageiros.

O Hércules C-130 da Força Aérea do Chile (FACh) descolou às 16h55, hora local (19h55 em Portugal continental), e devia ter aterrado na base Antártica pelas 19h17. O contacto via rádio perdeu-se logo depois das 18h, quando o avião estava a cerca de 700 km do local de partida e a cerca de 500 km do destino.

Segundo informações veiculadas pela FACh, o voo tinha como objetivo dar apoio logístico a esta base na Antártida, localizada na Ilha do Rei George. Dos 38 passageiros, 3 eram civis. Dois deles eram engenheiros responsáveis pela manutenção dos oleodutos que abastecem a base. O terceiro era um jovem universitário que, pelo seu desempenho académico, tinha ganho uma bolsa de estudo sobre novas formas de energia.

Avião considerado perdido

Até hoje, ainda não há sinais do avião ou dos seus passageiros e as autoridades chilenas dão a aeronave militar como perdida. Acreditam que se despenhou, face a ter esgotado a sua autonomia de voo durante a madrugada de terça-feira. Este modelo de avião militar é muito comum em vários países (Portugal inclusive), e é conhecido pela sua fiabilidade. Este avião em específico, construído em 1978, fazia aquela rota uma vez por mês sem registo de ocorrências.

A área onde as autoridades acreditam que se terá despenhado, o Mar de Drake, é bastante inóspita por várias razões. A principal a salientar é relativa à junção do Oceano Pacífico com o Atlântico, que cria condições de ondulação e de instabilidade climática muito fortes.

A FACh, a Marinha Chilena, unidades estrangeiras do Uruguai, Argentina e Brasil e ainda três satélites internacionais estão a ajudar nos esforços para localizar a aeronave sinistrada. Apesar de, segundo as autoridades, as condições de voo serem ótimas aquando da descolagem, as buscas foram dificultadas ontem devido à fraca visibilidade e à ondulação que variava entre os dois e os seis metros.

A probabilidade de encontrar sobreviventes é cada vez mais reduzida, apesar da convicção das autoridades em resgatar os 38 passageiros deste malogrado voo. De salientar que esta tragédia acontece num momento de turbulência para o Chile e para o seu Governo, que tem enfrentado nos últimos dois meses uma crescente onda de descontentamento motivando tumultos graves na capital, Santiago, e nas maiores cidades do país.

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