O tempo vai mudar: vento e muita chuva pelo menos até Domingo de Ramos

Não se deixe enganar: este tempo foi ‘sol de pouca dura’. A instabilidade meteorológica volta a Portugal. O que poderá acontecer até ao Domingo de Ramos? Contamos-lhe tudo aqui!

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Flor amarela à chuva
Se não fosse o coronavírus, neste Domingo de Ramos estaríamos preocupados com a chuva que vai cair.

O tempo vai alterar-se significativamente ao longo dos próximos três dias. Não se deixe iludir pelo sol que esteve ontem e hoje. Tal como referimos na previsão mensal, o padrão climático húmido e fresco tinha elevada probabilidade de persistir nos primeiros dias de abril. Apesar deste pequeno interregno soalheiro e estável de 48 horas, face a uma semana que começou muito fria, chuvosa e com metade do interior de Portugal continental coberto de neve, a primavera de 2020 prossegue imparável na sua variabilidade meteorológica.

E este fim de semana, não será exceção. Nos últimos dias o Arquipélago dos Açores tem sido invadido por um temporal de vento e chuva. Agora, essa instabilidade vai expandir-se desde as Ilhas até ao continente luso. A depressão subtropical oriunda de noroeste influenciará as condições atmosféricas nas próximas 72 horas, com o Domingo de Ramos claramente a ser a jornada mais adversa do fim de semana. Predominará a instabilidade em toda a geografia continental e insular, sem exceções.

Domingo de Ramos afetado por tempo adverso

Apesar de não podermos sair à rua, devido à difícil situação pandémica provocada pela disseminação do novo Coronavírus, o tempo pode continuar a ser apreciado desde a sua varanda ou jardim, se os tiver. O sol e o calor que prevaleceram ontem e hoje em grande parte do país, vão rapidamente dar lugar à chuva, com períodos por vezes fortes e persistentes. Nesta altura do ano a precipitação será importante e bem-vinda, sobretudo para as atividades agrícolas que, mesmo com a pandemia em curso não podem parar devido à sua relevância alimentar e socio-económica.

Sábado começará sem qualquer precipitação à escala continental, mas ao longo do dia veremos a nebulosidade a adensar-se no firmamento, abrindo caminho para a mudança do tempo. Quase como se fosse ‘a calma antes da tempestade’. Apesar do regresso iminente da chuva e do vento, nem tudo será desagradável, pelo menos para quem gosta de calor. As temperaturas continuarão amenas, e apesar da chuva abundante de domingo, as mínimas vão subir nesse dia. Este é o resultado de uma depressão de carácter subtropical.

Assim, a sensação de calor persistirá, mesmo que com tempo mais húmido. Os termómetros vão registar máxima de 16 ºC no distritos de Viana do Castelo, Porto e Braga, 17 ºC em Ponta Delgada, 18 ºC em Lisboa, 19 ºC nos distritos de Beja e Faro, 20 ºC em Leiria e 21 ºC no Funchal no Domingo de Ramos. As mínimas oscilarão entre 6 ºC e 18 ºC em toda a geografia portuguesa.

Choverá depois do Domingo de Ramos?

No dia em que se assinala o início da Semana Santa, lamentavelmente atormentada neste ano de 2020 pela infeliz disseminação da Covid-19, o vento soprará com maior intensidade do quadrante Sul. Será moderado, por vezes forte alcançando rajada máxima de 60 km/h no litoral ocidental, e de até 85 km/h nas terras altas do Norte e do Centro. Não se iluda, o país será coberto pela precipitação de norte a sul, e nem mesmo as Ilhas escapam. Os territórios que, segundo o modelo ECMWF, vão somar os maiores acumulados serão as regiões do Minho, Douro Litoral, Beira Interior e arquipélago da Madeira.

Na segunda-feira a instabilidade vai continuar. Apesar do provável abrandamento da precipitação, persistirão os períodos de céu nublado, com aguaceiros dispersos na região Norte. O interior poderá registar trovoada e queda de granizo, sobretudo no distrito de Castelo Branco. Pelo menos, por agora é o que prevê a cartografia do modelo Europeu. Resta esperar pelas próximas atualizações. Até lá, sobra-nos contemplar a primavera e o tempo desde a janela ou varanda das nossas casas.