Já há data para a próxima frente atlântica que deixará chuva abundante em Portugal, avisa o modelo europeu

O modelo europeu já tem data para a chegada de uma nova frente fria, com chuva em vários distritos, vento forte e agitação marítima. Está aberta a “torneira do Atlântico” para novos episódios de precipitação durante a próxima semana em Portugal.

Nos mapas do modelo Europeu já aparece uma nova frente fria que poderá trazer chuva localmente forte a algumas regiões de Portugal continental. A frente estaria associada a uma depressão muito cavada que, após percorrer o Atlântico, se posicionaria a oeste das Ilhas Britânicas, com um vale depressionário nos níveis médios da troposfera. Tudo parece indicar que a “torneira do Atlântico” se abrirá novamente ao longo da próxima semana.

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O forte contraste de temperatura entre o ar polar contido pela circulação da depressão e uma massa de ar tropical marítima no interior do anticiclone em crista dará origem a um primeiro sistema frontal ativo. De seguida, analisaremos ao detalhe esta nova mudança no estado do tempo, tendo como referência as mais recentes atualizações do modelo ECMWF (o Europeu).

A frente fria chegará nesta data, estando previstas acumulações de até 35 mm em 24 horas

De acordo com o modelo Europeu, a frente fria procedente do Atlântico atingiria Portugal continental a partir das primeiras horas da madrugada de terça-feira, 13 de janeiro, atravessando o nosso país durante o resto do dia e com a distribuição da precipitação a descrever uma trajetória oeste-leste.

O dia de terça-feira (13) poderá terminar com precipitação considerável nos distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra e algumas zonas de Vila Real e Viseu (setores ocidentais) e Guarda (área correspondente à Serra da Estrela).

Em todas estas regiões, preveem-se acumulações entre 10 e 35 mm, com a precipitação a intensificar-se, sobretudo, a partir do início da tarde.

Os valores de precipitação acumulada mais elevados estão previstos para as áreas montanhosas do Alto e Baixo Minho (designadamente a Peneda-Gerês), algumas zonas da Área Metropolitana do Porto e ainda as serras que constituem a Barreira de Condensação e suas zonas adjacentes, distribuídas num eixo norte-sul pelos distritos de Vila Real, Viseu, Porto e Aveiro, como já é habitual em situações de vento de Sudoeste e frentes vindas do Atlântico.

De acordo com a mais recente atualização do modelo Europeu, a próxima frente fria atlântica que trará um novo episódio de chuva abundante a Portugal continental poderá chegar na terça-feira, 13 de janeiro.

Por outro lado, a ‘face oposta da moeda’ está prevista para as regiões a sul do sistema montanhoso Montejunto-Estrela e em particular nos distritos alentejanos, que mal deverão somar mais de 5 mm de precipitação neste dia. Os ventos húmidos e amenos de origem atlântica proporcionarão uma recuperação das temperaturas pelo que uma eventual queda de neve ficaria restrita aos pontos mais elevados da Serra da Estrela.

Nas primeiras horas de quarta-feira (14) espera-se que a precipitação comece a desvanecer-se do país, embora alguns aguaceiros ainda possam permanecer temporariamente na Região Sul.

É importante frisar que ainda antes de chegar ao Continente este sistema frontal passará entre sábado (10) e domingo (11) no Arquipélago dos Açores, onde produzirá chuva, por vezes localmente forte, sobretudo no Grupo Ocidental e nas ilhas mais meridionais do Grupo Central.

Temporal de vento e ondas com altura máxima de 6,5 metros no litoral Norte

À medida que a frente se for aproximando da nossa geografia, o vento Sul/Sudoeste começará a sinalizar a iminente ocorrência de precipitação, intensificando-se e produzindo rajadas até 65 km/h no litoral a norte do Cabo Mondego e nas terras altas do Norte e do Centro, ainda durante a primeira metade do dia.

A partir do início da tarde prevê-se que o temporal de vento se alastre por praticamente todo o país, atingindo, até ao final do dia rajadas na ordem dos 55 a 75 km/h, sobretudo no litoral Norte e Centro, nas terras altas do Centro, algumas zonas do Alentejo e em todo o Algarve.

Além da chuva e do vento, haverá agitação marítima, estando previstas ondas com altura máxima a rondar os 6,5 metros em zonas do litoral Norte.

Quanto à agitação marítima, com a circulação da depressão e da respetiva frente fria, a ondulação começará a ganhar altura de uma maneira significativa ainda na segunda metade de segunda-feira (12).

Na terça (13) as ondas poderão atingir uma altura significativa entre 2,5 e 4 metros ao longo de toda a faixa costeira ocidental de Portugal continental. Ao longo de terça (13) e logo a partir da madrugada, a altura máxima da ondulação poderá ser de 6,5 metros no litoral Norte, podendo alcançar os 5 metros na faixa costeira ocidental do litoral Centro e Sul.