Frente atlântica com chuva e frio aproxima-se: Algarve poderá ser a região mais afetada na primeira semana de março

Depois de um fim de semana estável, uma frente fria atlântica vai trazer chuva, trovoadas e formação de uma gota fria. O Algarve poderá a região mais afetada, estimando-se acumulados de chuva significativos até ao final da semana.

Este sábado e domingo ainda serão marcados por tempo estável, sob influência anticiclónica. Esperam-se boas abertas, especialmente no Algarve, Alentejo e região de Lisboa, com temperaturas máximas agradáveis entre os 18 e 20 ºC no Sul.

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No entanto, o céu limpo e o vento fraco favorecerão um acentuado arrefecimento noturno, sobretudo no Interior.

Segunda-feira chega a frente fria e forma-se uma gota fria

A mudança começa na madrugada de segunda-feira, com a aproximação de uma frente fria associada a uma depressão posicionada a norte da Europa. A chuva pré-frontal será inicialmente fraca no litoral, mas a entrada de ar mais frio em altitude irá destabilizar a atmosfera.

Frente fria atlântica aproxima-se do território com chuva pré-frontal fraca no litoral. A entrada de ar frio em altitude favorece a formação de uma gota fria a sul da Península Ibérica.
Frente fria atlântica aproxima-se do território com chuva pré-frontal fraca no litoral. A entrada de ar frio em altitude favorece a formação de uma gota fria a sul da Península Ibérica.

Esse ar frio favorecerá a formação de um núcleo depressionário a sul da Península Ibérica, a chamada “gota fria”, que intensificará a instabilidade.

Uma gota fria forma-se quando uma massa de ar mais frio em altitude se separa da circulação principal da atmosfera e fica “isolada” sobre uma determinada região. Esse ar frio em camadas altas, ao sobrepor-se a ar mais ameno à superfície, aumenta a instabilidade da atmosfera. Como resultado, formam-se nuvens mais desenvolvidas, aguaceiros intensos e, por vezes, trovoadas. Por estar isolada e deslocar-se lentamente, pode provocar chuva persistente na mesma região durante várias horas ou dias.

O período mais intenso poderá ocorrer entre as 18h e as 20h de segunda-feira, especialmente no Algarve.

Instabilidade atinge o pico no Algarve entre as 18h e 20h. Acumulados horários podem atingir 8 mm em Sagres, com possibilidade de aguaceiros fortes e trovoadas.
Instabilidade atinge o pico no Algarve entre as 18h e 20h. Acumulados horários podem atingir 8 mm em Sagres, com possibilidade de aguaceiros fortes e trovoadas.

Em Sagres, os acumulados horários poderão atingir os 8 mm, com possibilidade de aguaceiros fortes e trovoadas localizadas.

Instabilidade concentra-se no Sul

Na terça-feira, o núcleo depressionário mantém-se suficientemente próximo para continuar a gerar instabilidade, mas já mais concentrada no Algarve e Baixo Alentejo. O Centro e Norte do país deverão apresentar melhoria gradual, com diminuição da precipitação e aumento de períodos de abertas.

Núcleo depressionário mantém-se a sudoeste. Instabilidade concentra-se no Algarve e Baixo Alentejo, enquanto Norte e Centro começam a estabilizar.
Núcleo depressionário mantém-se a sudoeste. Instabilidade concentra-se no Algarve e Baixo Alentejo, enquanto Norte e Centro começam a estabilizar.

O Sul continuará sob circulação ciclónica ativa, podendo ainda ocorrer aguaceiros intermitentes.

Semana termina com regime instável

Entre quarta e sexta-feira, o domínio ciclónico permanece sobre a região, embora menos organizado. A precipitação tornar-se-á mais irregular e esporádica, mas a atmosfera continuará instável.

Acumulados totais entre segunda e sexta-feira mais expressivos no Algarve (40–60 mm localmente). Costa Norte e Centro também apresentam valores relevantes.
Acumulados totais entre segunda e sexta-feira mais expressivos no Algarve (40–60 mm localmente). Costa Norte e Centro também apresentam valores relevantes.

Os acumulados totais de chuva entre segunda e sexta-feira serão mais expressivos no Algarve, onde poderão ultrapassar os 40 a 60 mm em alguns pontos. Ainda assim, a costa Norte e Centro também merecem atenção, com valores significativos em áreas como Porto, Aveiro e Coimbra.

Assim, a primeira semana de março deverá ser marcada por instabilidade persistente, com maior impacto no Sul do país, particularmente na região algarvia.