Esta semana em Portugal: montanha-russa térmica e frente fria com chuva

A semana arrancou com temperatura em redor dos 27 ºC nas regiões mais austrais de Portugal, mas, a partir de amanhã serão percetíveis mudanças provenientes do Atlântico. Espera-se chuva? Consulte a previsão!

Portugal; tempo; chuva; meteorologia; temperatura
Semana de sobe e desce da temperatura, com regresso da chuva a algumas regiões de Portugal continental. Onde e quando?

Para trás ficou uma Semana Santa dominada pelo tempo estável, e em geral soalheiro, de norte a sul de Portugal continental, embora com grandes contrastes térmicos entre o dia e a noite que trouxeram dias de “estar-se sempre a colocar e a retirar” camadas de roupa. Estamos agora mais perto do meio do mês de abril, e a verdade é que a chuva generalizada ainda não surgiu esta primavera.

O tempo arrefeceu ligeiramente, sobretudo no Norte

Nesta segunda-feira de Pascoela (10) o tempo arrefeceu em todo o país, com destaque para a Região Norte que registou, inclusive, máximas abaixo dos 20 ºC. O vento passou a soprar moderado a forte de Noroeste e o céu esteve nublado ou muito nublado, com nevoeiros matinais nalguns pontos do litoral. Com o decorrer das horas surgiram abertas, sobretudo no período da tarde, e em regiões do Centro-Sul de Portugal o céu chegou mesmo a limpar.

A temperatura máxima atingiu 27 ºC no Baixo Alentejo (Beja) e Algarve (Faro), ficou abaixo dos 20 ºC no litoral Norte e, no resto do país, variou entre 20 ºC (Vila Real) e 26 ºC (Évora). Apesar da descida térmica, a temperatura atingiu valores acima do habitual para a as datas em todo o país, com os valores diurnos entre 5 e 12 ºC acima da média, sobretudo no interior (NE Transmontano, Beiras Alta e Baixa) e no Sul (Alentejo e Algarve). Houve poeiras na Região Autónoma da Madeira.

Amanhã – terça-feira 11 – a situação meteorológica irá manter-se muito semelhante. O céu estará encoberto em boa parte da Região Norte – onde poderá chuviscar (em particular no Minho e distrito do Porto). No resto da nossa geografia haverá nuvens média ou altas, mas depois o céu terá tendência a limpar. A noite será ligeiramente mais fresca nalgumas áreas do país e durante o dia estará mais calor ou igual, conforme a região.

Na Madeira haverá poeiras até meio do dia de quarta (12). O vento soprará moderado a forte de Nordeste. Também poderão cair alguns aguaceiros na quinta.

De acordo com o nosso modelo de confiança, esta terça (11) a temperatura máxima, no geral, deverá diminuir, sendo que não passará dos 25 ºC/26 ºC nas cidades capitais de distrito onde se prevê os valores mais elevados à escala nacional. Amanhã a temperatura máxima ficará igual em grande parte da Região Norte, exceto no Minho onde descerá. Em grande parte do Alentejo, na Beira Baixa e no Algarve também descerá. Nalguns pontos do Centro deverá subir. Apesar de uma pequena descida térmica, será um dia que trará rasgos da estação do verão em pleno abril, sobretudo quanto mais para Sul se estiver.

O tempo mudará na quarta: vem aí frio e chuva para Portugal

Na quarta-feira (12) o estado do tempo vai alterar-se. Uma massa de ar polar, que será mais notória nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, provocará uma descida generalizada da temperatura. Em grande parte das capitais distritais de Portugal continental espera-se temperatura máxima inferior a 20 ºC, com este limite a ser ultrapassado apenas no Alentejo e Algarve.

Além disso, prevê-se a chegada de uma frente atlântica muito ativa que produzirá chuva generalizada na Região Norte e nos distritos mais setentrionais da Região Centro, embora num regime muito suave e efémero. Avançará de Noroeste para Sudeste até ao Centro do país, enfraquecendo ao longo da trajetória e praticamente se dissipando, dificilmente transpondo a barreira orográfica constituída pelo sistema montanhoso Montejunto-Estrela.

A precipitação ficará retida e concentrada, essencialmente, a norte do supracitado acidente geográfico, tal como tão bem se observa no mapa animado do tweet acima.

Quinta-feira prevê-se fresca ou fria

Para quinta-feira (13) uma outra frente, menos organizada e mais desagregada, ainda poderá produzir aguaceiros muito fracos e dispersos no litoral Norte (Minho e distrito do Porto). No resto de Portugal continental espera-se o domínio de céu nublado ou pouco nublado e nalgumas regiões, em certos momentos, limpo.

Quinta-feira (13) bem fria nalgumas regiões: espera-se descida acentuada da temperatura mínima nalguns pontos do interior Norte e Centro, como nas cidades de Vila Real, Viseu, Bragança e Guarda, o termómetro registará valores entre 3 ºC e -1 ºC. Recomenda-se casacos ou reforço dos agasalhos pela madrugada/manhã e noite!

Em pontos do Douro e da Beira Alta (esta última sobretudo em torno da Serra da Estrela) haverá geadas matinais em áreas de montanha. Há pontos de elevada altitude no país que poderão ficar abaixo de 0 ºC, com o termómetro inclusive a reduzir até aos -3 ºC.

Entre sexta e o fim de semana, que se prevê para Portugal?

Segundo o modelo ECMWF, a reta final da semana será marcada por uma crista anticiclónica que reforçará a sua influência na Península Ibérica, o que se refletirá numa estabilidade generalizada do estado do tempo.

Todavia, prevê-se, para sexta-feira (14) a passagem de uma frente que produzirá chuva nas regiões a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, com destaque, novamente para os distritos de Viana do Castelo, Braga e Porto. Apesar da chuva e do arrefecimento generalizado do tempo, o termómetro voltará a atingir 25 ºC, ou mais, nas regiões mais austrais do nosso território continental.

As perspetivas de chuva generalizada e abundante a curto e médio prazo no país inteiro continuam ausentes dos modelos, no entanto, a longo prazo, começa a observar-se um possível bloqueio escandinavo e descolamentos de ar frio em redor de Portugal e Espanha. A primavera continua a progredir e da chuva nem rasto, sobretudo para as regiões que mais água necessitam. Referimo-nos, claro está, ao Nordeste Transmontano, Sudoeste Alentejano e Algarve, as áreas do país que poderão enfrentar grandes dificuldades no verão, caso não chova.