Esqueça os destinos de sempre: estes 10 lugares vão dar que falar em 2027
Nem Roma, nem Paris, nem Santorini. No próximo ano, diga adeus à confusão. Se quer viajar sem encontrar multidões, estes 10 destinos são apostas a considerar.

Paris, Roma, Barcelona ou Banguecoque? Se já conhece os destinos que aparecem todos os anos nas listas de viagens, talvez esteja na altura de olhar para o mapa com outros olhos.
A pensar precisamente nisso, a Intrepid Travel, uma empresa australiana especializada em viagens de aventura e experiências em pequenos grupos, reuniu dez lugares menos procurados que estão a ganhar condições para receber mais visitantes. Tudo pensado para que 2027 seja recheado de novas aventuras.
Não, a ideia aqui não é encontrar destinos completamente secretos. Afinal, uma lista publicada na internet tem precisamente o efeito contrário. O objetivo da “Not Hot List” é chamar a atenção para regiões que continuam fora dos grandes circuitos turísticos, mas que têm natureza, património, cultura e novas razões para serem descobertas.
E como é que se chega a esta lista? A seleção é feita tendo em conta três fatores: o número relativamente reduzido de visitantes face a destinos semelhantes, a capacidade existente para receber mais turistas de forma responsável e a existência de novas iniciativas, melhorias de acessibilidade ou acontecimentos que tornam 2027 particularmente interessante para uma visita.
Pronto para conhecer o top 10 dedestinos menos conhecidos do mundo para fugir ao turismo de massas em 2027?
1. Reserva Nacional de Samburu, Quénia
A compilação começa em África, mas longe dos circuitos mais concorridos dos safaris quenianos. A Reserva Nacional de Samburu, no norte do Quénia, é atravessada pelo rio Ewaso Ng’iro, essencial para a vida selvagem numa paisagem muito mais seca e acidentada do que aquela que muitos associam aos safaris africanos.

Além de elefantes, leopardos, leões e girafas, Samburu é conhecida por espécies menos comuns, como a zebra-de-Grevy, a girafa reticulada, a avestruz-somali, o órix-beisa e o gerenuk.
Segundo a Intrepid, a reserva recebe apenas uma fração dos visitantes de destinos quenianos mais conhecidos, o que ajuda a explicar a aposta neste território como alternativa aos safaris mais concorridos.
2. Mestia, Geórgia
Nas montanhas do Cáucaso, Mestia parece pertencer a outro capítulo da Europa. A localidade situa-se na região histórica de Svaneti e é uma das principais pontas de partida para quem quer conhecer esta zona montanhosa da Geórgia.
Aliás, Mestia está mesmo a ser apresentada para 2027 como uma porta de entrada para atividades ao longo de todo o ano, incluindo trekking, neve e outras experiências de natureza. Ainda assim, o acesso continua a exigir alguma paciência: a estrada que liga Zugdidi a Mestia percorre cerca de 136 quilómetros pelo vale do Enguri e, no inverno, as condições meteorológicas podem alterar os tempos de viagem.
3. Terras Altas do Norte, Jordânia
A Jordânia é muito mais do que Petra e Wadi Rum. Nas Terras Altas do Norte, sobretudo na região de Ajloun, o cenário muda para colinas verdes, florestas, aldeias e olivais.

A região tem vários percursos pedestres e permite dar a conhecer uma faceta mais rural do país, longe dos circuitos turísticos mais conhecidos. Para 2027, a Intrepid Travel está a apostar numa nova viagem que inclui esta zona.
4. Whitehorse, Yukon, Canadá
Montanhas, rios, florestas e enormes espaços naturais fazem de Whitehorse uma escolha para quem prefere natureza em vez de cidades cheias de turistas. A capital do território canadiano de Yukon é também um dos locais procurados para observar a aurora boreal, sobretudo entre o final do verão e o início da primavera.
A cidade funciona como ponto de partida para explorar a região e tem vindo a desenvolver novas experiências ligadas à cultura local, vida selvagem e aventura.
5. Alónissos, Grécia
Esqueça, por agora, Santorini e Mykonos. Alónissos, nas Espórades do Norte, aposta num ritmo bem diferente, com praias, florestas, pequenas povoações e vários percursos pedestres.
A ilha faz parte do Parque Nacional Marinho de Alónissos e das Espórades do Norte, uma área protegida onde vive a foca-monge do Mediterrâneo.
6. Díli, Timor-Leste
Praias tropicais, montanhas e uma história marcada pela presença portuguesa, pela ocupação indonésia e pela independência de Timor-Leste fazem de Díli um destino bastante diferente dos grandes clássicos do Sudeste Asiático.
A melhoria das ligações aéreas é uma das razões que colocam a capital timorense no radar para 2027. Sim, porque, em 2026, a Aero Dili começou a operar uma ligação direta entre Díli e Darwin, na Austrália, facilitando o acesso ao país.
7. Pekoe Trail, Sri Lanka
Em vez de atravessar o Sri Lanka apenas de carro ou comboio, há outra possibilidade: percorrê-lo a pé. O Pekoe Trail estende-se por cerca de 300 quilómetros, divididos em 22 etapas, pelas montanhas centrais do país.

O caminho passa por antigas plantações de chá, florestas, aldeias e pequenas localidades, permitindo conhecer uma zona rural que fica muitas vezes fora dos itinerários tradicionais. Para 2027, a Intrepid Travel acrescentou uma nova viagem dedicada a este percurso.
8. Liepāja, Letónia
Na costa do Báltico, Liepāja prepara-se para ter um ano especialmente movimentado. Em 2027, a cidade será uma das duas Capitais Europeias da Cultura, juntamente com Évora, com centenas de eventos previstos ao longo do ano.
Entre os locais a visitar está uma antiga prisão militar que funcionou até 1997 e que hoje pode ser conhecida pelos visitantes.
9. Carretera Austral, Chile
A Carretera Austral não é propriamente um destino onde se chega e fica tudo feito. A Ruta 7 atravessa mais de 1200 quilómetros da Patagónia chilena, ligando pequenas localidades e passando por montanhas, florestas, rios, lagos, glaciares e áreas protegidas.
É uma viagem pensada para quem gosta de estrada, natureza e alguma aventura. O percurso exige tempo e planeamento, mas permite conhecer uma das zonas mais remotas e selvagens do Chile.
10. Dalsland, Suécia
A fechar a relação está Dalsland, no oeste da Suécia, uma região de florestas, lagos e pequenas localidades. Aqui, o grande atrativo é precisamente a natureza.
Entre as novidades está a Lelångenleden, uma rota de bicicleta com cerca de 180 quilómetros que acompanha, em parte, o percurso de uma antiga linha ferroviária. É uma proposta para quem prefere trocar os pontos turísticos mais concorridos por dias passados ao ar livre.
Referência da notícia
Intrepid. (2026). 2027 Not Hot List.