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As cores da Atmosfera aos nossos olhos!

O que os olhos vêem, nem sempre reflete o que é totalmente visto. Exemplo disso é a luz que vemos quando olhamos o Sol, e que nos parece branca, mas na verdade é uma mistura de várias cores!

Mónica Barbosa Mónica Barbosa 18 Out. 2018 - 12:17 UTC
A luz branca que passa através de gotículas de água em suspensão na atmosfera, é decomposta em vários comprimentos de onda, resultando no arco-íris!

O que vemos é um tipo de radiação, a qual corresponde à energia que a estrela liberta e que se propaga pelo vácuo do espaço sob a forma de onda magnética – esta directamente relacionada com três variáveis - a velocidade, a frequência e o comprimento.

Ora, os corpos celestes emitem radiação eletromagnética, de todos os comprimentos de onda, e ao mesmo tempo, contudo, os nossos olhos só conseguem perceber a parte do espectro que é chamada de luz visível. E, a parte visível do espectro varia, do violeta, com um comprimento de onda de cerca de 380 nanómetros até ao vermelho (com cerca de 720 nm), e entre esses comprimentos de onda, temos o índigo, azul, verde, amarelo e o laranja.

Por outro lado, o vácuo do espaço não permite o espalhamento da luz, mas admirado de lá, o planeta apresenta uma cor azul. E isso acontece por culpa da atmosfera e do chamado efeito dominante, devido à maior absorção de longos comprimentos de onda pelos oceanos, que cobrem cerca de 71% da superfície do planeta, daí ser conferida a cor azul à Terra, quando vista do espaço!

A luz que o Sol nos oferece ao acordar ou adormecer?

E então, porquê que o céu é azul?

A razão tem a ver com o chamado “espalhamento da luz”. Isto é, a luz emitida pelo Sol, ao atravessar a atmosfera, é espalhada pelas pequenas partículas que se encontram em suspensão nela, em função dos diferentes comprimentos de onda de cada cor, e por isso, com diferente intensidade.

A cor do céu está assim relacionada com as condições climáticas, ao longo do ano, e inclusive durante o mesmo dia! Tem a ver com o teor de humidade (vapor de água na atmosfera), assim como, com a formação de nevoeiros, variáveis que fazem a cor do céu mudar. Considerar que as moléculas de oxigénio e azoto constituintes da atmosfera, também explicam o espalhamento da luz solar.

E deste modo, num dia “luminoso”, sem nuvens, o céu veste-se de azul porque as moléculas que compõem a atmosfera espelham mais o comprimento de onda correspondente ao azul. Por exemplo, no Monte Everest, o ponto mais elevado do planeta, onde a densidade do ar é muito pequena e há poucas moléculas para espalhar o azul, lá, o céu tem a cor azul mais escura.

E porque o vemos laranja duas vezes por dia?

Ao amanhecer e ao entardecer, a luz proveniente do Sol é recebida num ângulo rasante, e por isso tem de atravessar uma camada de ar bem mais espessa, isto é, à medida que a radiação solar atravessa a atmosfera, a sua intensidade diminui progressivamente (depleção), dá-se uma atenuação progressiva devido a fenómenos de absorção, reflexão, difusão ou dispersão. Assim como, por o Sol se pôr sobre o mar, tem igualmente de ser considerada a presença de partículas de sal no ar, as quais são eficazes espalhadores! Isto é, as cores com comprimentos de onda maiores, como o vermelho e o laranja, são as últimas a serem difundidas, sendo visíveis mesmo depois de atravessarem a atmosfera.

E o resultado deste mecanismo faz o Sol aparecer nas cores amarelo, laranja e até mesmo vermelho, em vez da sua “usual” cor branca, que cega, de tão intensa, proporcionando-nos assim, deslumbrantes pores-do-sol e auspiciosas auroras!

Cada um, de acordo com a constituição das suas atmosferas (ou ausência delas), todos os planetas do sistema solar apresentam céus com diferentes cores. Ora, e aqui reside a determinante importância da nossa Atmosfera, que para além de “manto protector”, garante a atribuição da designação Planeta Azul, o mais vivo de todos!

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