Super tempestade Ciara vai atingir o Reino Unido

Uma enorme tempestade batizada de Ciara, vai atingir algumas áreas do Norte da Europa, nos próximos dias com elevada intensidade. Que impacto terá na Irlanda, no Reino Unido e no resto da Europa? Fique a saber de tudo connosco.

João Tomás João Tomás 06 Fev. 2020 - 18:57 UTC
Agitação marítima farol
As ondas serão enormes aquando da iminente passagem da super tempestade Ciara no Reino Unido.

O território do Reino Unido e de todos os países do Norte da Europa estão a preparar-se para a chegada de uma das maiores tempestades da temporada: a tempestade Ciara. Esta tempestade de grandes dimensões foi nomeada, na passada quarta-feira, pelo organismo britânico que supervisiona o estado do tempo, o Met Office.

A terceira tempestade da temporada 2019/20 trará, a partir de sexta-feira, ventos de velocidades impressionantes, grandes quantidades de precipitação e forte agitação marítima, equiparados em força a um furacão. Os países mais afetados por este evento serão a França, os Países Baixos, a Bélgica, a Alemanha, a Dinamarca, para além dos já referidos.

O vento soprará forte, com rajadas que podem superar os 150 km/h nalguns locais. Estima-se que a ondulação nas costas inglesas, irlandesas e francesas atinja uns incríveis 20 metros de altura. A precipitação, em forma de chuva e neve, será intensa durante todo o fim de semana. Este sistema de baixas pressões, oriundo de latitudes mais a Norte, vai afetar numa primeira fase, a ilha da Irlanda, e posteriormente todas as ilhas Britânicas, bem como todo o noroeste da Europa Continental.

Potencial destrutivo da Ciara

As autoridades meteorológicas locais, nomeadamente o Met Office (Reino Unido), o Met Éirean (República da Irlanda) e as autoridades da Europa Continental estão a acompanhar com alguma preocupação o desenvolvimento desta tempestade sobre o Atlântico, pois apresenta grandes dimensões e demonstra, numa fase inicial, elevada intensidade. Estão já lançados avisos amarelos para sábado e domingo, tendo em conta a velocidade do vento.

É sobejamente conhecido o potencial destrutivo deste tipo de eventos. Os ventos fortes, capazes de danificar as infraestruturas menos preparadas, podem pôr em risco as atividades económicas e a própria vida humana. Igual efeito têm as fortes chuvas, que quando localizadas em áreas de maior vulnerabilidade causam cheias rápidas, danificando tudo o que estiver no caminho.

Outro aspeto a salientar é a agitação marítima, que pode causar a destruição de infraestruturas junto à costa, bem como ocorrência de inundações em áreas costeiras, já fragilizadas pelo aumento do nível médio das águas do mar e pela ação antrópica. Estes eventos causam ainda perturbações nas redes de transporte e danos severos na rede de abastecimento de energia elétrica.

Recomenda-se assim, que a população residente, bem como a que está afeta à atividade turística, adote medidas de prevenção, de forma a minimizar os efeitos da passagem desta tempestade. Espera-se que esta tempestade perca força a partir do início da próxima semana. Felizmente, este evento de grandes dimensões não vai afetar de forma alguma Portugal continental ou Arquipélagos.

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