Forte terramoto atinge as Filipinas, deixando mortos e destruição

O arquipélago das Filipinas foi atingido ontem por um violento terramoto de magnitude 6.6 na escala de Richter. O abalo foi sentido com maior intensidade na Ilha de Mindanao, a segunda maior do arquipélago. Fique a saber tudo connosco!

João Tomás João Tomás 30 Out. 2019 - 11:14 UTC
Destruição provocada pelo sismo de ontem.

A ilha de Mindanao nas Filipinas experienciou ontem um forte sismo de 6.6 na Escala de Richter, atingindo o nível VII de intensidade na escala de Mercalli modificada. O abalo causou pelo menos sete vítimas mortais, centenas de feridos e deixou um rasto de destruição. O epicentro localizou-se a cerca de 14 km a Este da cidade de Bual, na província de Cotabato, a aproximadamente 100 km da maior cidade da ilha, Davao, e a cerca de 972 km a Sul da capital, Manila.

As mortes registadas deveram-se sobretudo, a movimentos de vertente e quedas de rochas, consequências da magnitude e da intensidade do sismo. Para além das vítimas mortais, a violência do sismo destruiu cerca de 1200 habitações, bem como pelo menos 10 estabelecimentos escolares. Fontes locais afirmam que cerca de 90% das habitações da cidade de Tulunan, também na província de Cotabato, estão destruídas. Este evento não motivou, todavia, alerta de tsunami por parte das autoridades filipinas ou americanas que monitorizam as águas do Pacífico.

De salientar ainda que as aulas estão suspensas e os edifícios governamentais encerrados, em toda a ilha de Mindanao para que equipas de engenheiros possam inspecionar as condições estruturais dos estabelecimentos escolares e dos edifícios públicos. Grande parte dos feridos deveu-se ao colapso parcial de instalações escolares. Este já é o segundo grande abalo registado na mesma ilha no espaço de duas semanas. No dia 16, um sismo de magnitude 6.3 na Escala de Richter atingiu a região, provocando entre cinco a sete vítimas mortais e várias centenas de feridos.

O arquipélago filipino, e em particular a Ilha de Mindanao, estão numa área que tem registado aumento da atividade sísmica nas últimas semanas. É uma área propícia à atividade sísmica e vulcanológica, pois é ali que várias placas tectónicas se encontram e também devido à sua proximidade com o Anel de Fogo do Pacífico.

As réplicas e as suas implicações nas áreas afetadas

Ontem registaram-se inúmeras réplicas. Uma das mais fortes registou magnitude de 5.3 na Escala de Richter, estando o epicentro localizado 11 km a Este da cidade de Bagontapay, muito próximo do epicentro do primeiro sismo.

Estas réplicas de maior ou menor intensidade, representam sempre focos de problemas para a população e para as infraestruturas. Nestas áreas em países em desenvolvimento, a vulnerabilidade é elevada já que a qualidade das construções é, em geral, fraca. Isto faz com que o número de vítimas mortais seja sempre potencialmente elevado.

A intensidade, a magnitude, bem como a frequência das réplicas são fatores condicionantes para a recuperação das áreas mais afetadas. Falhas na distribuição de água potável, de alimentos e de medicamentos decorrentes das constantes réplicas podem causar um problema de saúde pública, elevando o número de vítimas mortais.

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