A importância do Dia Mundial da Terra

Comemorou-se ontem, 22 de abril, o 49º Dia Mundial da Terra. Este dia começou a ser celebrado no ano 1970 e visa alertar a população para os riscos que a Terra está a sofrer.

Teresa Abrantes Teresa Abrantes 23 Abr. 2019 - 12:21 UTC
O Dia Mundial da Terra é celebrado todos os anos no dia 22 de abril.

Todos os anos há um tema atribuído ao Dia da Terra. Este ano o tema é: “Proteja nossas espécies”. Foi em 1970 que o senador de Wisconsin, Gaylord Nelson, e o ativista John McConnell pediram separadamente aos americanos que participassem numa manifestação de base para protestar contra os impactos negativos de 150 anos de desenvolvimento industrial e, para sensibilizar a população e os governantes para o estado do ambiente na Terra, e consciencializá-los sobre o nosso papel na proteção do nosso mundo natural.

Como nasceu o Dia Mundial da Terra?

McConnell escolheu o equinócio da primavera, 21 de março de 1970, e Nelson escolheu o dia 22 de abril. Foi este último dia, que se segue ao Dia da Árvore, que cai na última sexta-feira de abril, que ficou marcado para celebrar o Dia Mundial da Terra.

Começou mais como um movimento político, embora hoje se tenha tornado um dia popular para muitas comunidades desenvolverem ações para alertar populações e políticos para o estado atual da Terra, tais como limparem lixo, plantarem árvores ou simplesmente organizarem reuniões para reflexão sobre a natureza e o ambiente.

É difícil acreditar hoje, mas a maior parte das pessoas não estava ciente de algumas questões ambientais graves, tais como a poluição do ar, os depósitos de lixo tóxico, utilização de pesticidas, a perda de vida selvagem, entre outros. O Dia da Terra é agora um evento global a cada ano e estima-se que mais de 1 bilião de pessoas em 192 países participam no que é um dos maiores dias de ação com foco cívico no mundo.

Foi devido a iniciativas destas, criação de um Dia da Terra, bem como outras iniciativas que existem atualmente, que cada vez há mais pessoas a consciencializarem-se da necessidade de serem tomadas medidas individuais de forma a minimizar os riscos que a nossa Terra está a sofrer.

Alguns números preocupantes

Após o ano de 1970, de acordo com uma publicação do “American Museum of Natural History”, a população da Terra cresceu em 4 biliões de pessoas; produz-se mais do que o suficiente para alimentar toda a humanidade, mas a comida não é distribuída uniformemente, um terço da comida produzida é perdida ou desperdiçada.

Um quarto dos recifes de corais já têm danos irreversíveis.

Segundo dados publicados pela Associação Zero, e atendendo ao tema deste ano, “Proteja nossas Espécies”, que visa proteger espécies ameaçadas de extinção, desde 1970, em cerca de 50 anos, desapareceram 40% dos animais na Terra e há elevado risco de extinção de várias espécies.

As populações de animais marinhos também caíram 40% e das 11 mil espécies de aves no mundo mais de 4400 estão em declínio. Em 50 anos as populações de animais nos ecossistemas de água doce reduziram 75%, assim como os insetos nalguns locais do mundo. O mundo está agora perante a maior taxa de extinção, desde os dinossauros, há mais de 60 milhões de anos.

Outro dado bastante preocupante é o facto de 25% dos recifes de coral terem já danos irreversíveis. Segundo a mesma fonte, estima-se que 83% da superfície terrestre tem sofrido o impacto do Homem, desde o desaparecimento de animais ao desgaste dos recursos do planeta. A influência crescente da atividade humana na Terra e na atmosfera global tem contribuído para a existência destes números preocupantes. É urgente que o Homem viva em harmonia com a Terra.

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