Asteróide pode atingir a Terra em setembro

Um novo asteróide, do tamanho de um campo de futebol, está em marcha próximo ao nosso planeta. De qualquer das formas, a probabilidade de nos acertar é bastante reduzida. Contamos-lhe mais aqui.

Alfredo Graça Alfredo Graça 19 Jun. 2019 - 18:05 UTC
A probabilidade do asteróide colidir com a Terra é de 1 em 7299.


A Agência Espacial Europeia (ESA) atualizou a lista de objetos espaciais que podem colidir com a Terra e em quarto lugar aparece um asteróide de 40 metros de diâmetro que se aproximará do nosso planeta no próximo 9 de setembro. A lista da ESA contém 10 corpos celestes que possuem um risco de colisão com o nosso planeta maior que zero. Mas na realidade, segundo a ESA, a lista de objetos perigosos é de 870.

Neste caso do asteróide de setembro, designado 2006 QV89, a probabilidade de colisão é de 1 em 7.299, realça a ESA. Este objeto rochoso contém 48,5 metros de largura por 109 metros de comprimento. O mais provável é que passe a uns 6,7 milhões de quilómetros de distância da Terra, muito mais longe do que a Lua, que está a 384.400 quilómetros de nós.

Portanto, não há que assustar com estes dados. Não se trata de um acontecimento extraordinário, já que não existem mais asteróides no espaço do que aqueles que sempre houve. Ainda assim, possíveis mudanças no desenvolvimento da trajetória do asteróide podem ocorrer, segundo a ESA, uma vez que como a maioria dos asteróides, estará rodeada de incerteza.

Possível impacto

A ESA sublinha também que, em caso de colisão, o asteróide não seria capaz de eliminar a vida na Terra, mas o seu impacto seria mais poderoso e devastador que o que foi provocado pelo meteorito de Chelyabinsk.

A 15 de fevereiro de 2013, um meteoróide de 17 metros de altura e 15 metros de largura sobrevoou várias províncias russas e a cidade de Chelyabinsk, a sul dos Montes Urais, no momento de entrar na atmosfera terrestre, até colidir a 80 km da cidade.

Entre 4000 Kg e 6000 Kg de meteoritos, incluindo um fragmento de 650 Kg, atingiram a superfície terrestre. O meteorito libertou uma energia bastante potente, trinta vezes superior à da bomba nuclear de Hiroshima, ao explodir aproximadamente a 20.000 metros de altura.

Este incidente provocou mais de 1000 feridos devido à onda expansiva produzida pela explosão subsequente à rutura da barreira de som. Deu origem também a danos materiais em cerca de 7000 edifícios.

Futuras visitas do asteróide 2006 QV89

Num artigo publicado em março, o professor de astrofísica da Universidade do Sul de Queensland, Jonti Horner, indica que a Terra está situada numa linha de fogo de fragmentos de asteróides e cometas, a maioria dos quais queimam-se dezenas de quilómetros acima das nossas cabeças.

De momento, sabe-se que o 2006 QV89, descoberto em 2006 e velho conhecido dos astrónomos, trata-se de um dos asteróides próximos à Terra que atravessam periodicamente o nosso planeta. Após o próximo mês de setembro, o 2006 QV89 voltará a visitar-nos em 2032, 2045 e 2062. Vários telescópios das principais agências espaciais escrutinam constantemente o firmamento para monitorizar a sua evolução.

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