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150 mil euros para proteger espécies marinhas ameaçadas

A iniciativa da Fundação Oceano vai pela segunda vez, escolher projetos de preservação de espécies marinhas ameaçadas ou em perigo de extinção como o tubarão-branco e o peixe-lua.

Lidia Magno Lidia Magno 14 Jun. 2018 - 17:50 UTC
Candidaturas abertas até 13 de julho, para projetos de conservação de espécies marinhas. Foto por GEORGE DESIPRIS de Pexels

É a segunda edição da iniciativa da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa, desta vez sob o tema “Espécies Marinhas Ameaçadas da Ciência para a Consciência” e tem como objetivo financiar projetos que se proponham conservar e proteger as espécies marinhas classificadas como em perigo ou em perigo vulnerável, que constam da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), como é o caso da foca-monge ou do tubarão branco, o grande tubarão-martelo, o peixe-lua e o papagaio-do-mar que se encontram na lista negra dos animais ameaçados.

Segundo os responsáveis do Oceanário de Lisboa e Fundação Oceano Azul, pode ler-se em comunicado, o que se pretende é “elevar a consciência para a importância do equilíbrio do oceano e dos recursos marinhos, partilhando a visão de que a conservação do oceano é uma responsabilidade de todos”. Serão elegíveis todos os projetos que incluam trabalho de campo e assegurem a qualidade científica da informação recolhida e que potenciem a educação. A primeira edição do Fundo para a Conservação dos Oceanos, foi concluída em dezembro de 2017 e concedeu uma verba de 100 mil euros, partilhados por três projetos científicos.

Primeira edição premiou pesquisa sobre pesca aos tubarões e raias

Um dos projetos que ganhou a primeira edição incide sobre as áreas de maternidade de tubarões à volta do arquipélago dos Açores com pesquisa e visualização no mar.

O segundo projeto vencedor, liderado pelo MARE-Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa,com a duração de três anos, pretende procurar tubarões e raias e nos Açores e nas Berlengas, com recurso a um método inovador, que combina a vigilância subaquática com uma técnica de análise ao ADN ambiental.

O terceiro vencedor da edição de 2018, foi liderado pelo Professor Henrique Cabral, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e pretende fazer uma análise exaustiva dos dados sobre a pesca de tubarões e raias na costa portuguesa.

Estão abertas candidaturas até julho, para projetos de conservação de espécies marinhas.

O projeto pretende caracterizar as tendências de pesca, estimar a captura ilegal e identificar os métodos e principais locais da mortandade de tubarões e raias, ao mesmo tempo consciencializar os pescadores para a importância da preservação destas espécies.

Segundo o investigador, estas duas espécies enfrentam muitos problemas e sobretudo os tubarões afirmou Henrique Cabral, “os tubarões têm má fama, mas totalmente infundada.São espécies muito vulneráveis, que fogem de nós, e também por causa disso, pouco estudadas", afirmou.

A segunda edição do Fundo para a Conservação do Oceano foi anunciada este mês e estão abertas as candidaturas até julho, para projetos de conservação de espécies marinhas.

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