150 mil euros para proteger espécies marinhas ameaçadas

A iniciativa da Fundação Oceano vai pela segunda vez, escolher projetos de preservação de espécies marinhas ameaçadas ou em perigo de extinção como o tubarão-branco e o peixe-lua.

Candidaturas abertas até 13 de julho, para projetos de conservação de espécies marinhas. Foto por GEORGE DESIPRIS de Pexels
Candidaturas abertas até 13 de julho, para projetos de conservação de espécies marinhas. Foto por GEORGE DESIPRIS de Pexels

É a segunda edição da iniciativa da Fundação Oceano Azul e do Oceanário de Lisboa, desta vez sob o tema “Espécies Marinhas Ameaçadas da Ciência para a Consciência” e tem como objetivo financiar projetos que se proponham conservar e proteger as espécies marinhas classificadas como em perigo ou em perigo vulnerável, que constam da Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), como é o caso da foca-monge ou do tubarão branco, o grande tubarão-martelo, o peixe-lua e o papagaio-do-mar que se encontram na lista negra dos animais ameaçados.

Segundo os responsáveis do Oceanário de Lisboa e Fundação Oceano Azul, pode ler-se em comunicado, o que se pretende é “elevar a consciência para a importância do equilíbrio do oceano e dos recursos marinhos, partilhando a visão de que a conservação do oceano é uma responsabilidade de todos”. Serão elegíveis todos os projetos que incluam trabalho de campo e assegurem a qualidade científica da informação recolhida e que potenciem a educação. A primeira edição do Fundo para a Conservação dos Oceanos, foi concluída em dezembro de 2017 e concedeu uma verba de 100 mil euros, partilhados por três projetos científicos.

Primeira edição premiou pesquisa sobre pesca aos tubarões e raias

Um dos projetos que ganhou a primeira edição incide sobre as áreas de maternidade de tubarões à volta do arquipélago dos Açores com pesquisa e visualização no mar.

O segundo projeto vencedor, liderado pelo MARE-Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa,com a duração de três anos, pretende procurar tubarões e raias e nos Açores e nas Berlengas, com recurso a um método inovador, que combina a vigilância subaquática com uma técnica de análise ao ADN ambiental.

O terceiro vencedor da edição de 2018, foi liderado pelo Professor Henrique Cabral, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e pretende fazer uma análise exaustiva dos dados sobre a pesca de tubarões e raias na costa portuguesa.

Estão abertas candidaturas até julho, para projetos de conservação de espécies marinhas.
Estão abertas candidaturas até julho, para projetos de conservação de espécies marinhas.

O projeto pretende caracterizar as tendências de pesca, estimar a captura ilegal e identificar os métodos e principais locais da mortandade de tubarões e raias, ao mesmo tempo consciencializar os pescadores para a importância da preservação destas espécies.

Segundo o investigador, estas duas espécies enfrentam muitos problemas e sobretudo os tubarões afirmou Henrique Cabral, “os tubarões têm má fama, mas totalmente infundada.São espécies muito vulneráveis, que fogem de nós, e também por causa disso, pouco estudadas", afirmou.

A segunda edição do Fundo para a Conservação do Oceano foi anunciada este mês e estão abertas as candidaturas até julho, para projetos de conservação de espécies marinhas.