Tempo em Portugal na próxima semana: chuva, vento forte e descida das temperaturas antes de nova subida

A última semana de setembro trará uma mudança significativa do tempo em Portugal. Chuva, vento forte e uma descida das temperaturas acompanharão a passagem de uma frente fria entre terça e quarta-feira, dias 28 e 29.
A última semana de setembro ficará marcada por uma mudança significativa no estado do tempo em Portugal continental. Chuva, vento e uma descida das temperaturas serão protagonistas entre segunda e quarta-feira, com a passagem de uma frente fria associada a uma profunda depressão atlântica. Depois, o início de outubro trará maior acalmia e uma recuperação térmica gradual.
Segunda-feira a chuva regressa e temperaturas ficam mais contidas
A segunda-feira, dia 28, já apresentará características mais outonais, com maior humidade, nebulosidade e períodos de chuva em várias regiões do território continental.

Durante a tarde, a precipitação poderá ser fraca a moderada e mais significativa no Sul, abrangendo sobretudo áreas do Alentejo. Com o avançar das horas, a instabilidade deverá estender-se também ao interior das regiões Norte e Centro, embora, em geral, com menor intensidade.

A presença de nebulosidade e precipitação terá reflexos nas temperaturas. Em Beja, por exemplo, os valores máximos poderão rondar apenas 21 ºC pelas 15 horas, precisamente durante a passagem da chuva. Em sentido contrário, Lisboa, Vale do Tejo e algumas áreas do distrito de Santarém poderão aproximar-se dos 30 ºC, caso fiquem à margem da precipitação mais significativa.
Terça-feira (29) aproxima-se uma frente fria bem organizada
Na madrugada de terça-feira, dia 29, poderão ocorrer períodos de chuva pré-frontal, geralmente fraca, sobretudo em áreas do Centro, como os distritos de Leiria, Coimbra, Guarda e Castelo Branco.
No entanto, a alteração mais importante chegará posteriormente. Uma frente fria muito bem organizada, associada a um profundo sistema depressionário no Atlântico Norte, deverá aproximar-se do território continental.

O núcleo desta depressão permanecerá muito longe de Portugal, deslocando-se em direção às latitudes das Ilhas Britânicas. Ainda assim, a sua extensa circulação depressionária terá influência no nosso país através do sistema frontal que se prolongará para sul sobre o Atlântico.
A frente deverá atravessar Portugal de oeste para leste, trazendo chuva mais generalizada e localmente persistente. De acordo com as atuais projeções, o período mais chuvoso poderá concentrar-se entre o final de terça-feira e as primeiras horas de quarta-feira.
O vento será outro elemento a acompanhar. A aproximação frontal favorecerá um reforço temporário do vento de sudoeste, especialmente no litoral.

As rajadas poderão ultrapassar os 70 km/h no extremo Norte, sendo também expectável um aumento da intensidade do vento ao longo de grande parte da faixa costeira.
A mudança do tempo prolongar-se-á pela quarta-feira, dia 30. Durante a madrugada e as primeiras horas da manhã, aproximadamente entre a meia-noite e as 10 horas, a frente fria bem organizada continuará a atravessar Portugal continental, mantendo períodos de chuva generalizada e, pontualmente, mais intensa, à medida que progride de oeste para leste.
Quinta-feira traz acalmia, mas a instabilidade não desaparece totalmente
Na quinta-feira, dia 1 de outubro, prevê-se uma acalmia generalizada da precipitação. O cenário deverá ser bastante menos chuvoso, embora ainda possa persistir alguma instabilidade localizada.
Será, assim, um dia de transição, depois da passagem frontal e da entrada da massa de ar atlântica que marcará o final de setembro.
Sexta-feira, temperaturas recuperam, mas poderá voltar a chover
Na sexta-feira, dia 2, as temperaturas deverão iniciar uma ligeira recuperação, especialmente nas regiões do Sul. Em algumas zonas do interior alentejano, as máximas poderão voltar a aproximar-se dos 30 ºC, enquanto o litoral e as regiões do Norte continuarão mais frescos.

Apesar desta recuperação térmica, poderão surgir novamente alguns sinais de instabilidade, com possibilidade de precipitação sobretudo no interior Centro e nordeste transmontano.