Chuva em Portugal: esta quinta-feira forma-se uma depressão fria que deixará chuva até segunda, 11 de maio

Para a segunda metade da semana, os mapas do melhor modelo de previsão continuam a insistir na chegada de uma depressão fria que traria chuva e rajadas de vento pontualmente fortes a Portugal continental.

Entre segunda e terça-feira, dias 4 e 5 de maio, o estado do tempo manter-se-á relativamente estável em Portugal continental, apesar da ocorrência pontual de aguaceiros fracos e dispersos nas Regiões Norte e Centro.

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Observa-se a evolução de um sistema de baixas pressões vindo de oeste e a afetar o território de Portugal continental na reta final da presente semana. Não é uma depressão atlântica no sentido clássico do termo, mas sim uma depressão fria. Neste mapa de geopotencial a 500 hPa fica demonstrado com clareza como o núcleo de ar frio em altitude se separa do jato polar e coincide com a baixa pressão à superfície.

É expectável que quarta-feira (6) seja um dos dias mais estáveis, com céu geralmente limpo e sem precipitação. Na quinta-feira (7) espera-se chuva fraca a partir do final da manhã no Norte e Centro, bem como um aumento generalizado da nebulosidade. A partir de sexta-feira (8) prevê-se uma alteração considerável das condições meteorológicas, que terão tendência a tornar-se mais instáveis nos dias seguintes de um modo generalizado.

Na quinta-feira 7 os Açores serão a primeira região portuguesa a ser afetada pela depressão

De um modo geral, os primeiros dias da semana neste arquipélago serão relativamente estáveis do ponto de vista meteorológico. No entanto, avizinha-se uma mudança na segunda metade da semana, em concreto a partir de quinta-feira, 7 de maio. A influência de uma depressão nos Açores torna-se cada vez mais provável, de acordo com os mapas do modelo Europeu.

Apesar de não estar previsto que o centro da depressão passe diretamente pelos Açores (circulará a nor-nordeste), o raio de influência desta baixa pressão será amplo o suficiente para produzir linhas de instabilidade irregulares e pouco organizadas, sob a forma de aguaceiros pós-frontais, que atingirão este arquipélago de uma maneira intermitente ao longo de quinta-feira (7), especialmente os Grupos Central e Oriental.

Estão previstas rajadas intensas de vento no arquipélago dos Açores na próxima quinta-feira, 7 de maio.
Estão previstas rajadas intensas de vento no arquipélago dos Açores na próxima quinta-feira, 7 de maio.

Outro dos efeitos meteorológicos adversos expectável nos Açores será o vento forte. Os mapas traduzem a possibilidade de rajadas intensas em todas as ilhas do arquipélago durante a jornada de 7 de maio. Na sua trajetória pelo Atlântico, os bordos ocidental e meridional da depressão, os mais ativos desta baixa pressão, poderão provocar rajadas até 75 km/h, não se excluindo a possibilidade que sejam superiores nalguns locais.

Possibilidade de tempo mais instável em Portugal continental prevista a partir de sexta-feira, 8 de maio

Os mapas de referência da Meteored, baseados no modelo da nossa confiança (Europeu), continuam a insistir há vários dias na possibilidade de formação e desenvolvimento de uma depressão fria a oeste da Península Ibérica. Trata-se do mesmo sistema depressionário que na quinta-feira (7) passará pelo arquipélago dos Açores, a primeira região portuguesa a ser atingida por este episódio meteorológico instável.

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Prevê-se que a depressão fria comece a gerar os primeiros pingos de chuva em Portugal continental entre as últimas horas de quinta (7) e as primeiras horas de sexta-feira (8). Haverá um aumento da nebulosidade no Norte e no Centro, que dará lugar à ocorrência de aguaceiros fracos e dispersos no litoral destas Regiões.

Esperam-se tréguas temporárias da precipitação até que, umas horas mais tarde, já na tarde de sexta-feira (8), poderá dar-se um novo aumento da nebulosidade, especialmente no Norte e no Centro. Poderá cair precipitação novamente, com maior probabilidade no Noroeste e no litoral Oeste.

No sábado, 9 de maio, prevê-se que as frentes em torno do centro da depressão fria ganhem um certo grau de organização, tornando a precipitação mais frequente e generalizada na geografia do Continente.
No sábado, 9 de maio, prevê-se que as frentes em torno do centro da depressão fria ganhem um certo grau de organização, tornando a precipitação mais frequente e generalizada na geografia do Continente.

Entre quinta e sexta-feira, dias 7 e 8, a precipitação assumirá a forma de aguaceiros no Continente, sendo geralmente intermitente, fraca e dispersa. De acordo com os mapas, as acumulações serão pouco expressivas ao cabo destes dois dias, com valores de chuva acumulada a variar entre 1 e 5 mm.

Em algumas zonas do litoral Norte, Centro e Oeste esperam-se valores ligeiramente superiores, entre 5 e 10 mm (distritos de Lisboa, Aveiro e Porto). Somente no Minho, a área mais afetada antes da chegada da depressão fria, é que se vislumbram 20 mm de precipitação acumulada até às 22:00 de sexta-feira (8).

No sábado a instabilidade poderá aumentar, com chuva mais abundante e rajadas até 65 km/h

Para sábado (9) prevê-se a possibilidade de os efeitos meteorológicos adversos gerados pela entrada da depressão fria se intensificarem à escala nacional. Os mapas revelam, de momento, que a precipitação deverá tornar-se mais frequente e organizada na nossa geografia.

As frentes geradas em torno do sistema depressionário serão responsáveis pelo prolongamento da instabilidade para sábado (9) e pela precipitação mais generalizada e frequente.

De um modo geral, o dia de sábado (9) poderá registar acumulados de chuva entre 5 e 20 mm, podendo localmente somar 25 mm em zonas do Minho, e em algumas zonas de outros distritos do Norte e Centro, como Porto, Aveiro e Coimbra, entre outros.

Possível distribuição da chuva acumulada até à 01:00 da madrugada de domingo, 10 de maio.
Possível distribuição da chuva acumulada até à 01:00 da madrugada de domingo, 10 de maio.

A sul do Tejo a precipitação também será significativa, o que denuncia o carácter generalizado da instabilidade. Só no sábado (9), preveem-se valores de precipitação acumulada a variar geralmente entre 5 e 25 mm, em zonas dos distritos de Portalegre, Évora, Setúbal e Faro.

De momento, tudo indica que o distrito de Beja será o menos atingido pela precipitação, estimando-se acumulados geralmente iguais ou inferiores a 10 mm, embora nalguns locais possam ser superados os 15 mm.

De momento, Évora, Beja e Faro são os três distritos potencialmente mais expostos ao vento forte de Oes-Sudoeste no sábado (9) à tarde.
De momento, Évora, Beja e Faro são os três distritos potencialmente mais expostos ao vento forte de Oes-Sudoeste no sábado (9) à tarde.

Além disto, prevê-se que, em simultâneo, ocorra um aumento da intensidade do vento de Sudoeste que acompanhará as frentes que provocarão chuva na geografia do Continente. Para já, vislumbra-se a possibilidade de as regiões a sul do Tejo - grosso modo Alentejo e Algarve - serem as mais expostas ao vento forte de Oes-Sudoeste. Estão previstas rajadas iguais ou ligeiramente superiores a 60 km/h durante toda a tarde de sábado, 9 de maio, possivelmente no período entre as 13:00 e as 19:00.

No entanto, é de sublinhar a elevada incerteza associada a cenários de médio prazo, sobretudo em estações muito dinâmicas e variáveis como a primavera, em que existem ajustes frequentes de última hora nas previsões, inclusive em prazos iguais ou inferiores a 24 horas.

Irá a chuva prolongar-se por mais dias?

A partir de domingo, 10 de maio, a incerteza nos modelos torna-se mais elevada, com um aumento da dispersão nos cenários de previsão. Ainda assim, os primeiros sinais plasmados nos mapas deterministas apostam na continuidade da instabilidade, com uma tendência para novos períodos de precipitação relativamente frequentes e generalizados.

Isto significa que, tanto para domingo (10), como para segunda (11), todo o território do Continente poderá sujeitar-se a uma nova fase de chuva ou aguaceiros relativamente abundantes para a época, algo que converge com o cenário já anteriormente avançado pelo modelo Europeu em relação a uma semana de 4 a 11 de maio marcado por anomalias positivas de precipitação de norte a sul de Portugal continental.

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