A corrida para o calor de verão terá início na segunda quinzena de maio, segundo o modelo europeu
O início de maio está a ser caracterizado por temperaturas ligeiramente abaixo da média habitual para esta época, mas o panorama poderá mudar radicalmente em Portugal a longo prazo.

Maio arrancou com um estado do tempo instável, marcado pela chegada de uma depressão (aguaceiros e trovoadas), que favoreceu uma descida de temperatura praticamente generalizada em grande parte de Portugal continental.
O início do quinto mês do ano está a ser caracterizado por temperaturas contidas, inclusive ligeiramente abaixo da média climatológica da época, reforçando a sensação de que o verão ainda está longe.
Maio arranca com uma descida generalizada das temperaturas
À semelhança destes primeiros três dias de maio, o modelo europeu sugere que durante toda a primeira quinzena do quinto mês do ano esta tendência para temperaturas mais baixas poderá prolongar-se, com valores consideravelmente inferiores à média em Portugal continental e Arquipélagos dos Açores e da Madeira (anomalia térmica negativa -1 a -3 ºC, isto é, temperaturas entre 1 e 3 ºC abaixo da normal climatológica de referência).
Somente na segunda semana do mês se espera uma nuance distinta na unidade territorial dos Açores, altura em que a anomalia negativa poderá ser ligeiramente menos expressiva (-1 ºC).

Esta dinâmica insere-se num padrão ainda instável e primaveril, em que as massas de ar ameno não conseguem impor-se de forma evidente, atrasando momentaneamente a chegada de um tempo plenamente quente antes da mudança prevista para meados do mês.
A subida das temperaturas vai ganhar força na segunda quinzena
A partir de meados de maio, os mapas do modelo europeu revelam uma alteração evidente no padrão atmosférico. A tendência dominante passará de um cenário mais instável e fresco para outro progressivamente mais estável, proporcionado pelo reforço das altas pressões.
Uma configuração sinóptica associada ao anticiclone promove a subsidência do ar, sendo por isso expectável uma maior frequência de dias com céu limpo ou pouco nublado, e sobretudo, uma maior eficiência no aquecimento diurno. As anomalias térmicas positivas começarão a surgir de forma quase generalizada, segundo os modelos, primeiro de forma tímida, mas cobrindo uma área geográfica cada vez maior e ganhando intensidade à medida que a segunda quinzena for avançando.

Em Portugal continental, a subida das temperaturas será especialmente expressiva no interior, onde poderão ser registados valores claramente acima do habitual, o que converge com um tempo já mais típico do final da primavera avançada ou mesmo do início do verão. De momento, a Beira Baixa e o Alto Alentejo surgem como as regiões com anomalias térmicas positivas mais acentuadas (+1 a +3 ºC).
Porém, na Madeira e no Grupo Oriental dos Açores, a tendência para temperaturas abaixo do normal (anomalia térmica negativa - 1 ºC) persiste nos mapas do modelo europeu, inclusive durante toda a segunda quinzena de maio, o que significa que no cômputo geral, este poderá ser um mês mais fresco do que o habitual em boa parte da geografia insular portuguesa. Nos Grupos Central e Ocidental dos Açores não se detetam tendências térmicas claras na segunda quinzena, o que acrescenta alguma indefinição à previsão.
Por último, os mapas de pressão reforçam esta previsão para a unidade territorial do Continente, observando-se uma tendência para geopotenciais mais elevados, bem como um padrão mais anticiclónico na nossa latitude, o que tornaria mais difícil a chegada de depressões, bolsas de ar frio ou frentes. Em suma, tudo indica que maio irá evoluir para um cenário crescentemente mais quente, com a mudança de tendência que marca o início da corrida para o calor de verão a poder consolidar-se ao longo da segunda quinzena do mês.
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