A tempestade Ingrid trouxe chuva e neve? Descubra o que fazer em Lisboa neste fim de semana sem se molhar
A previsão aponta para chuva, vento e frio, mas Lisboa continua cheia de exposições, cinema, experiências imersivas e bons restaurantes para aproveitar sem sair à chuva.

A tempestade Ingrid, que começou na passada quinta-feira (22 de janeiro) a fazer-se notar em Portugal, com chuvas intensas em praticamente todo o território, trouxe um agravamento do estado do mar, um aumento da velocidade do vento e queda de neve, que foi surpreendente nalguns locais.
O IPMA colocou mesmo alguns avisos vermelhos devido à agitação marítima e à queda de neve esperada.
Mas não desanime. Se a previsão aponta para um fim de semana cinzento e chuvoso em Lisboa, nós temos boas notícias. A cidade continua cheia de boas razões para sair de casa, especialmente, se privilegiar programas indoor, mais confortáveis e à prova de mau tempo.
Entre exposições, teatro, experiências imersivas, cafés acolhedores e bons pretextos para se sentar à mesa, há muito para fazer sem molhar os pés.
Por exemplo, os meses de inverno são ideais para voltar aos espaços culturais. E, o melhor é que, neste fim de semana, a capital portuguesa está particularmente bem servida de exposições e espetáculos que convidam a abrandar e a olhar com mais atenção.
Viajar ao Antigo Egito
Um dos destaques passa por uma viagem ao Antigo Egito. A experiência imersiva dedicada à Grande Pirâmide de Gizé, instalada no Fever Hub Lisboa, no Átrio Subterrâneo da Estação de Metro do Terreiro do Paço, recorre a tecnologia de realidade virtual para transportar o visitante até ao Antigo Egito, tal como era há mais de 4.500 anos.
Primeira Exposição de Dino D’Santiago
Ainda no campo das artes visuais, vale a pena passar por Marvila para conhecer a primeira exposição individual de Dino D’Santiago. O músico apresenta um conjunto de obras que cruzam identidade, memória e herança cultural, num registo visual intenso e surpreendente.

O melhor é que a entrada é gratuita, o que torna a visita ainda mais apelativa para um fim de semana chuvoso.
Descobrir uma nova geração de realizadores
O Cinema São Jorge volta a apostar no talento emergente ao abrir as portas da Sala Manoel de Oliveira a uma nova vaga de realizadores. O Ciclope (de 23 a 25 de janeiro) é um festival pensado para dar palco a primeiras obras e a autores em início de percurso, reunindo filmes de diferentes géneros e origens, com especial atenção ao que de mais recente e ousado se faz em Portugal (mas não só).
O programa está organizado em seis sessões distintas, que se distribuem ao longo de vários dias. A sessão de abertura acontece a 23 de janeiro e apresenta trabalhos assinados por jovens cineastas como Joana Carolina, Samanta Velho, Mafalda Jacob, entre outros nomes a acompanhar de perto.
Ao longo do festival, há espaço para projetos com forte ligação comunitária e social. É o caso de Na Batida do Bairro, desenvolvido pelos jovens do Centro de Iniciativa Jovem do Bairro de Lordelo, ou de A Mouraria Cá e Lá, de Hajer Khader, ambos exibidos este sábado, em sessões diferentes.
No encerramento do Ciclope, destacam-se propostas marcantes e politicamente conscientes, como A Liberatory Demand From Queers in Palestine, de Ema Gonçalves, construído a partir de imagens captadas no terreno e de registos de manifestações realizadas em Portugal. Nesse mesmo dia, pode ainda ver Pé-De-Meia, uma curta-metragem de ficção realizada por Joana Salvador, que integra uma das últimas sessões do festival.
O Jardim Botânico Tropical faz 120 anos
Se preferir algo mais tranquilo, aproveite para se juntar à celebração dos 120 anos do Jardim Botânico Tropical, com entrada livre e atividades gratuitas para todas as idades, mediante inscrição prévia obrigatória.

Durante o dia 25 de janeiro será lançado um desafio aos visitantes para fotografarem as suas plantas favoritas do Jardim e partilharem nas suas redes sociais. Pode aceder a todo o programa no site.
Começar o dia devagar (e quente)
Claro que começar o dia em versão lenta e quente também é sempre uma boa opção.
Os pequenos cafés especializados continuam a multiplicar-se na cidade e são ideais para uma manhã de fim de semana sem pressas.
Mesmo quem não é fã das tendências mais verdes encontra alternativas à base de chás torrados, cafés especiais ou bebidas vegetais.
Além disso, muitos destes locais são pequenos, acolhedores e convidam a ficar, seja para ler, conversar ou simplesmente observar a cidade a partir da janela.
Comer bem também é um plano
E se o inverno pede comida de conforto, Lisboa responde à altura. Sopas tradicionais, pratos de tacho e menus pensados para os meses frios fazem parte da oferta de muitos restaurantes da cidade.
Para quem aprecia experiências gastronómicas diferentes, há festivais temáticos a decorrer durante várias semanas, alguns com descontos interessantes sobre produtos normalmente mais exclusivos.
Uma boa sugestão é conhecer a segunda edição do Wagyu Fest. Sim, porque o Grupo Atalho volta a pôr o Wagyu no centro das atenções com mais uma edição do festival dedicado a esta carne de excelência, conhecida pelo seu marmoreado característico e textura especialmente macia.
Ao longo de um mês, os restaurantes do grupo em Lisboa apresentam uma redução de 30% sobre os pratos de Wagyu, criando o pretexto perfeito para uma refeição especial sem formalismos excessivos. A proposta mantém o ambiente descontraído que já é imagem de marca do Atalho, mas com uma oferta difícil de ignorar para quem aprecia boa carne.
O festival acontece nas três moradas do grupo na cidade — no Príncipe Real, em Alvalade e no Cais do Sodré — e está disponível tanto ao almoço como ao jantar. A única exceção acontece às sextas-feiras e aos sábados, entre as 19:00 h e as 22:00 horas, período em que a campanha não se aplica.