Vai passar o fim de semana fora? Saiba como contornar o corte da A1
Colapso do dique do Mondego interrompe A1 junto a Coimbra e condiciona deslocações nos próximos dias. Conheça as alternativas e desvios disponíveis.

Estava a pensar juntar a celebração do Dia dos Namorados à do Carnaval para fazer uma escapadinha? Atenção, porque o colapso do dique do Mondego provocou um corte da A1. Mas nem tudo são más notícias. Ainda há alternativas para chegar ao seu destino.
Sim, é verdade. Um dos diques que canalizam o rio Mondego na região do Baixo Mondego colapsou no final da tarde desta quarta-feira, 11 de fevereiro, na zona dos Casais, junto ao viaduto C da autoestrada 1 (A1), quilómetro 191. O episódio aconteceu na sequência da precipitação forte e contínua que tem afetado Portugal desde 28 de janeiro.
A rotura do dique desencadeou cheias e obrigou ao corte daquela que é a principal via rodoviária do país naquele troço. Claro que as consequências foram profundas. O trânsito foi cortado entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul, em ambos os sentidos.
Como solução, para quem necessita de se deslocar nesta zona, e, enquanto o Governo gere as expectativas na velocidade das reparações, a Brisa anunciou itinerários alternativos. Saiba quais são.
Quais as alternativas ao percurso?
A concessionária recomenda que os automobilistas que circulam no sentido norte-sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, sigam através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.

Em caso de dúvidas perante este tipo de situações inesperadas, sugerimos que utilize aplicações de navegação como o Waze. Estas tornam-se particularmente úteis, uma vez que permitem aos condutores adaptar rapidamente os seus percursos perante cortes ou condicionamentos de trânsito.
Como? Porque, além de serem alimentadas por dados oficiais, são também enriquecidas com informações partilhadas em tempo real pela própria comunidade de utilizadores.
Desta forma, poderá viajar de forma mais segura, evitando zonas problemáticas e perdas de tempo.
Autoridades mantêm vigilância após colapso
Segundo informação avançada pela ‘Agência Lusa’ e pelo jornal ‘Público’, a empresa concessionária esclareceu que o abatimento teve origem na rutura do dique, seguida da erosão do aterro junto ao encontro norte do viaduto C do Mondego, numa altura em que o caudal ultrapassava os 2100 metros cúbicos por segundo, um valor considerado excecional.
A Brisa referiu que ainda não consegue apontar uma data para a conclusão da reparação do tabuleiro da A1 que cedeu na sequência desse episódio. A empresa assegura, contudo, que está a mobilizar meios para reduzir os incómodos causados, mantendo equipas no terreno, a realizar inspeções técnicas e a trabalhar em articulação com a Proteção Civil. Já o Governo admite que a intervenção poderá prolongar-se por “várias semanas”.
Na quarta-feira, o ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, reconheceu que a reabertura do troço afetado deverá demorar, sublinhando que não será possível avançar com trabalhos estruturais enquanto o nível das águas não baixar. O mesmo classificou o sucedido como um fenómeno fora do comum, atribuindo-o à força e rapidez do fluxo do rio. Segundo declarações divulgadas pela ‘RTP’, estavam a ser enviados camiões carregados com enrocamento para reforçar a zona fragilizada.
Por agora, as autoridades continuam a acompanhar a evolução do cenário. Aliás, embora o estado do tempo tenha melhorado na região de Coimbra e, de forma geral, no continente, a vigilância mantém-se. De acordo com o Sistema Nacional de Informação de Recursos Hídricos, a barragem da Aguieira registava, ao final da manhã de quinta-feira, 82% da sua capacidade de armazenamento.
Este valor representa uma subida significativa face aos 72% registados na manhã anterior. A cota de cheia da albufeira situa-se nos 126 metros cúbicos, encontrando-se atualmente próxima desse limite, nos 124,5. “Continuam também, na bacia do Mondego, em situação de risco nível vermelho a ponte de Santa Clara, em situação de alerta de nível amarelo a ponte da Conraria, no rio Ceira e a ponte do Cabouco.”
Recorde-se que, na terça-feira, o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente já tinha advertido para a possibilidade de colapso das margens do Mondego, tendo em conta as previsões de precipitação intensa. Alertou ainda para o cenário de uma cheia extensa e difícil de controlar. Também a autarquia de Montemor-o-Velho apelou à população das zonas mais baixas — como Tentúgal, Meãs do Campo, Carapinheira, Montemor-o-Velho e Ereira — para redobrar a atenção. Nesta última localidade, particularmente afetada pelas inundações, alguns residentes ficaram praticamente isolados, sendo obrigados a deslocar-se de barco.
Segundo o comandante nacional da Proteção Civil, a água tem extravasado para os campos agrícolas daquela área, não se registando, até ao momento, danos relevantes em zonas habitacionais.