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Sismos nos Açores: Porque acontecem?

Recentemente houve vários sismos na Ilha de São Miguel. Entenda o que é um sismo, porque é que ocorrem com frequência no Açores e o que fazer em caso de sismo.

Alfredo Graça Alfredo Graça 14 Fev. 2018 - 15:30 UTC
Um sismo é uma libertação repentina de tensão acumulada por rotura dos materiais que compõem a crosta terrestre.

Um sismo é uma libertação repentina de tensão acumulada por rotura dos materiais que compõem a crosta terrestre. A grande maioria dos sismos são tectónicos e ocorrem devido ao choque entre placas tectónicas, o que acaba por gerar ondas sísmicas. Também podem ter origem vulcânica, relacionada com o magma que se movimenta na câmara magmática ou com a pressão que o magma faz para ascender à superfície. Estes são os tipos de sismos mais frequentes nos Açores.  

O Arquipélago dos Açores é alvo de atividade sísmica regular. Mas afinal, o que está por trás deste processo? Por se localizarem numa zona bastante ativa tectónica e vulcanicamente, as Ilhas reúnem as condições geológicas que favorecem a ocorrência dum evento sísmico.  

No caso da Ilha de São Miguel, os sismos que ocorreram na passada segunda-feira tiveram origem na interação entre o sistema tectónico e o sistema vulcânico. Houve mais de uma centena de sismos e a maioria registou magnitude inferior a 3 na escala de Richter. O epicentro teve origem em terra entre as Lagoas do Fogo e das Furnas, na área central da Ilha. Ao estar na fronteira de uma placa tectónica cuja movimentação nunca cessa, estendendo-se cerca de 4 a 5 milímetros por ano, dá-se uma interação entre os sistemas vulcânicos e tectónicos que provocam a libertação de energia sob a forma de sismos que podem variar na sua intensidade e magnitude.

O epicentro teve lugar entre a Lagoa do Fogo e a Lagoa das Furnas.

A atividade tectónica registada nesta zona enquadra-se no contexto geodinâmico duma região de transição entre duas placas litosféricas. Além disto, esta zona tem sistemas vulcânicos ativos, capazes de gerar energia suficiente para provocar sismos.

Da centena de abalos registados pelos sismógrafos, cerca de 20 foram sentidos pela população, principalmente nas áreas entre Rabo de Peixe e Fenais da Ajuda na costa norte e Água de Pau e Vila Franca do Campo na costa sul. A regularidade dos sismos é um processo relativamente normal e frequente nos Açores do ponto de vista geológico. O que não foi tão normal, foi que na centena de sismos detetados, a maioria estivesse acima dos padrões de referência. Lembre-se aliás que desde as 00h47 de segunda-feira, registaram-se mais de 130 sismos entre os 1.9 e os 3.2 de magnitude na escala de Richter.

Ainda assim, os peritos admitem que estes eventos podem acontecer novamente prolongando-se nos próximos dias ou até meses. Por isto mesmo, prepare-se para a possibilidade de haver um sismo, seguindo as recomendações sugeridas.

O que fazer em caso de sismo?

  • Esteja a par das causas e efeitos de um sismo na sua área de residência;
  • Faça um plano para a sua família em caso de emergência;
  • Nunca utilize elevadores;
  • Afaste-se de janelas e espelhos;
  • Não se dirija para sítios perto de cursos de água nem corra pelas ruas;
  • Permaneça dentro de casa até o sismo cessar;
  • Quando o sismo terminar, conte com a possibilidade de réplicas;
  • Corte a água, o gás e a eletricidade. Pode haver fugas de gás, por isso não fume;
  • Esteja atento ao rádio e às recomendações deixadas pelas autoridades.
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