Sismo de magnitude 6.1 provoca vários mortos nas Filipinas

As Filipinas foram atingidas nos últimos dias por dois fortes sismos: o primeiro provocou 11 vítimas no norte do país. Em Manila, os arranha-céus oscilaram imenso e algumas horas depois, outro sismo atingiu o centro da cidade.

Lorenzo Pasqualini Lorenzo Pasqualini Alfredo Graça 23 Abr. 2019 - 17:15 UTC


As Filipinas foram atingidas nas últimas horas por uma série de sismos. O primeiro sismo ocorreu a 22 de abril e teve magnitude 6.1. Atingiu o norte do país e provocou 11 vítimas. O sismo teve epicentro a cem quilómetros de Manila e hipocentro a 20 km de profundidade na região de Luzon Central. Na capital das Filipinas, o sismo foi fortemente sentido e os arranha-céus oscilaram imenso. A água das piscinas situadas nos telhados de alguns arranha-céus escorregou para o vazio depois do forte 'abanão', originando uma cascata. Impressionantes são também as fotografias que mostram as enormes oscilações dos arranha-céus.

Posteriormente, um novo sismo sacudiu as Filipinas, desta vez mais a Sul: o novo sismo de magnitude 6.3 desta feita atingiu o centro do país, o epicentro teve lugar a 13 km da cidade de Tutubigan, enquanto o hipocentro teve profundidade de 70,2 km. A profundidade deste novo sismo provavelmente evitou mais danos.

O sismo de magnitude 6.1 que atingiu o Norte, particularmente a região de Luzon Central, causou imensos danos. De momento, já subiu para 16 o número de mortos. Durante a noite, na verdade, equipas de resgate encontraram os corpos de algumas pessoas soterrados nos destroços na província de Pampanga, a norte de Manila. As Filipinas localizam-se numa área de elevada sismicidade devido ao choque de várias placas tectónicas. Elas dispõem-se ao longo do "Anel de Fogo" do Pacífico, o grande anel que rodeia o Oceano Pacífico, e onde a atividade tectónica provoca sucessivos sismos e erupções vulcânicas.

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