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Perseidas 2022: não perca a mais incrível chuva de estrelas do verão!

As Perseidas, ou “Lágrimas de São Lourenço” são umas das mais populares chuvas de estrelas do verão, visíveis em todo o hemisfério norte. E em 2022, haverá condições meteorológicas ideais para a sua observação? Não perca a oportunidade!

Chuva de meteoros Perseidas
A chuva de estrelas Perseidas é uma das mais populares do hemisfério norte, todos os verões. Será que em 2022 vamos ter sorte com as condições de observação?

As Perseidas são das mais famosas e populares chuvas de estrelas do ano e costumam ser visíveis em todo o hemisfério norte. E neste verão de 2022, haverá condições meteorológicas ideais para a sua observação? Não perca a oportunidade!

Também conhecidas como “Lágrimas de São Lourenço” devido à proximidade cronológica com as festas litúrgicas católicas que se celebram a 10 de agosto em honra ao mártir cristão São Lourenço (Lourenço de Huesca), e porque ocorrem entre os dias no quais é possível observar uma maior intensidade e número de estrelas cadentes (Perseidas) a cruzar o zénite nas noites temperadas do verão.

Para conseguirmos detetar e perceber o movimento destes meteoros no céu noturno, há, primeiro que tudo, que escolher o local ideal para a sua observação e saber exatamente em que direção olhar no firmamento estrelado. Mas afinal, qual é a origem destes meteoros?

O que são as estrelas cadentes Perseidas?

Em primeiro lugar, as Perseidas são consideradas a chuva de estrelas mais popular e por isso, a mais esperada do ano, porque este evento astronómico de grande atratividade coincide com a época estival no hemisfério norte, que geralmente oferece noites limpas, temperadas e em geral agradáveis, enquadrando-se para além disso no período de férias da maior parte das pessoas.

Segundo, a “chuva de estrelas” Perseidas, ilumina o céu noturno dos meses de verão há mais de dois mil anos, dado que é nesta estação do ano que a órbita terrestre se cruza com o rasto das poeiras e partículas de gelo de tamanho ínfimo procedentes da cauda do cometa 109P/Swift-Tuttle. Este nome foi designado graças aos astrónomos Lewis Swift e Horace P. Tuttle, os descobridores da sua presença e órbita em 19 de julho de 1863.

Anualmente, a Terra passa por este rasto e uma parte dos fragmentos rochosos entram na nossa atmosfera gerando a chuva de estrelas. O 109P/Swift-Tuttle orbita em redor do Sol, completando uma volta a cada 133 anos, e sendo a sua órbita muito excêntrica – vai para além da órbita de Plutão - a sua última passagem pelo Sistema Solar interno foi em 1992.

Este fenómeno é visível entre o dia 17 de julho e o dia 24 de agosto e o pico de atividade máxima das Perseidas está a aproximar-se, prevendo-se o auge para as noites de 12 e 13 de agosto de 2022, dentro de pouco mais de uma semana! O radiante desta chuva de meteoros, ou seja, o ponto de onde parecem sair os traços das suas estrelas cadentes, está localizado na constelação do Perseu.

Como se formam os meteoros ou estrelas cadentes que tanto admiramos?

Quando as poeiras cósmicas interagem com a atmosfera terrestre dão origem aquilo a que designamos por meteoros. Estas poeiras, de pequenas dimensões, atravessam as camadas externas da nossa atmosfera a velocidades de cerca de 59 km/s, ou seja, superiores a 200.000 km/h, desintegrando-se e tornando-se incandescentes. O rasto, ou as linhas de luz daí resultante são o que tornam este fenómeno astronómico observável e o transformam num espetáculo digno de registo!

Durante as próximas semanas, mas sobretudo nas noites de 12 e 13 de agosto de 2022, o céu noturno será “trespassado”, em média, por 110 meteoros por hora das Perseidas. A taxa máxima de atividade poderá mesmo atingir os 200 meteoros por hora!

Pensa-se que as moléculas se dissolvem a cerca de 100 quilómetros sobre a superfície terrestre, muito longe do observador. A fricção com os gases atmosféricos incendeiam e vaporizam os meteoros que emitem um grande flash numa questão de frações de segundo. Portanto, não são estrelas na verdadeira aceção da palavra, mas sim partículas de poeira incandescentes.

Local de observação, fase lunar e condições meteorológicas

Para desfrutar da chuva de estrelas é aconselhável deslocar-se a um lugar escuro, longe da poluição luminosa das cidades. Espere algum tempo de modo a que os seus olhos se adaptem à escuridão. Evite sítios com muitas árvores, edifícios ou montanhas pois a visibilidade do fenómeno astronómico pode ficar comprometida.

Tendo encontrado o local ideal e adequado para uma frutífera observação, chega o momento de se deitar, esperar pelo menos até à meia-noite e direcionar a observação para as áreas mais escuras do céu, na direção oposta à da Lua, normalmente para nordeste. O melhor horário para contemplar as Perseidas será entre as 00:00 e as primeiras luzes do amanhecer.

Por último, convém que a fase lunar e as condições meteorológicas favoreçam a sua observação. O ideal é que esteja Lua Nova e tempo de céu limpo. Infelizmente, em 2022, vai coincidir justamente com a fase Lua Cheia. Mas mesmo assim, não deixe de se aventurar na natureza na tentativa de captar uma estrela cadente que desafie o brilho da Lua! Consulte as nossas previsões do estado do tempo para estar sempre a par da atualidade meteorológica.