Exportações da indústria alimentar e das bebidas crescem 2,03% até março, para 1.964 milhões de euros

O primeiro trimestre de 2026 trouxe boas notícias para a indústria alimentar e das bebidas, que registou um crescimento de 2,03% nas exportações face ao período homólogo de 2025. Foram atingidos 1.964 milhões de euros nas vendas para o exterior.

O primeiro trimestre de 2026 trouxe boas notícias para a indústria alimentar e bebidas, que registou um crescimento de 2,03% nas exportações face ao período homólogo de 2025: 1.964 milhões de euros.
O primeiro trimestre de 2026 trouxe boas notícias para a indústria alimentar e bebidas, que registou um crescimento de 2,03% nas exportações face ao período homólogo de 2025: 1.964 milhões de euros.

No ano de 2025, o setor agroalimentar e das bebidas já tinha atingido um resultado considerado “histórico” nas exportações, registando 10,6 mil milhões de euros de vendas de produtos para o exterior.

Este ano, com os números já conhecidos do primeiro trimestre disponibilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), ficou a saber-se que o total das vendas para o exterior atingiu os 1.964 milhões de euros de janeiro a março. Mais, só no mês de março, esse aumento foi de 10,98% face ao mês homólogo de 2025.

Outro dado relevante mostra que a União Europeia (UE) continua a assumir-se como o principal destino dos produtos alimentares e bebidas oriundos de Portugal, concentrando 1.350 milhões de euros das exportações destas indústrias nos primeiros três meses do ano.

De acordo com os dados do INE, entre os mercados comunitários que mais cresceram destaca-se a evolução positiva da Bulgária (+35,1%), da Irlanda (+27,6%) e dos Países Baixos (+13,7%).

Já os mercados extracomunitários representaram 614 milhões de euros no mesmo período, traduzindo um crescimento de 2,48% face a 2025.

Exportações para o Brasil sobrem 16,4%

Entre os países fora da Europa que mais contribuíram para esta evolução sobressaem os crescimentos de São Tomé e Príncipe (24,3%), Cabo Verde (18,0%) e Brasil (16,4%).

A UE continua a assumir-se como o principal destino dos produtos alimentares e bebidas oriundos de Portugal, concentrando 1.350 milhões de euros das exportações até março.
A UE continua a assumir-se como o principal destino dos produtos alimentares e bebidas oriundos de Portugal, concentrando 1.350 milhões de euros das exportações até março.

Em sentido inverso, as exportações para Marrocos recuaram 21,0% face ao período homólogo de 2025, enquanto as vendas para Angola registaram uma quebra de 4,9%. Para os Estados Unidos a quebra foi de 17,4%, em consequência da introdução de tarifas aduaneiras sobre diversos produtos agrícolas.

Para a Federação das Indústrias Portuguesas Agro-Alimentares (FIPA), estes números oficiais mostram “uma indústria capaz de se adaptar, antecipar tendências e responder às exigências de consumidores cada vez mais informados, ao mesmo tempo que reforça a sua presença em mercados externos”. E tudo isso “contribui para transformar o perfil exportador da economia portuguesa”.

Jorge Tomás Henriques, presidente da FIPA, acredita que, apesar do “contexto marcado por tensões económicas e desafios logísticos”, o setor agroalimentar e das bebidas “continuará a encontrar oportunidades de crescimento”. O responsável defende, por isso, “uma consolidação dos instrumentos ao dispor dos empresários para continuarem a sua afirmação internacional, numa política que vá além do apoio financeiro”.

Com o objetivo de ver o setor “crescer fora da Europa dos 27”, Jorge Henriques sublinha ainda o papel considerado “estratégico” que o Ministério da Economia e a AICEP poderão desempenhar na promoção internacional dos produtos portugueses.

UE: excedente de 24,7 mil milhões de euros

Num contexto mais amplo está o comércio internacional ao nível da União Europeia. E, aí, também há boas notícias.

O presidente da FIPA, Jorge Henriques, sublinha o papel “estratégico” que o Ministério da Economia e a AICEP podem desempenhar na promoção internacional dos produtos portugueses.
O presidente da FIPA, Jorge Henriques, sublinha o papel “estratégico” que o Ministério da Economia e a AICEP podem desempenhar na promoção internacional dos produtos portugueses.

O saldo da balança comercial externa de produtos agrícolas registou um excedente de 24,7 mil milhões de euros na União Europeia (UE) em 2025, abaixo do homólogo, de 39,2 mil milhões, de acordo com os números do Eurostat divulgados no arranque desta semana.

Os dados dos serviços de estatísticas da UE revelam que as exportações europeias para países terceiros tiveram, em 2025, um aumento homólogo de 1,6%, para um total de 238,2 mil milhões de euros. Já as importações aumentaram 9,3%, para 213,5 mil milhões de euros.

Os principais destinos de exportação de bens agrícolas da UE em 2025 foram o Reino Unido (23,3%, 55,6 mil milhões de euros), seguido pelos Estados Unidos (12,0%, 28,5 mil milhões de euros), Suíça (5,7%, 13,5 mil milhões de euros) e China (4,9%, 11,6 mil milhões de euros).

Face ao ano de 2024, o Eurostat destaca que as quotas da maioria dos parceiros apresentaram apenas flutuações menores. Já os Estados Unidos registaram uma queda de 0,9%, em consequência da introdução de tarifas aduaneiras sobre diversos produtos agrícolas.

A maioria das importações da UE teve origem no Brasil (8,5%, 18,2 mil milhões de euros), no Reino Unido (8,0%, 17,1 mil milhões de euros), nos Estados Unidos (6,2%, 13,3 mil milhões de euros) e na China (5,1%, 10,9 mil milhões de euros). A quota de importações da Ucrânia baixou de 6,7% para 5,0%.

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