Domingo de madrugada mudamos para a hora de inverno

Chega o momento de dar as boas-vinda ao horário de inverno. Na madrugada do próximo domingo, 27 de outubro, atrasamos o relógio 60 minutos. Com a mudança da hora, começaremos uma época mais fria e invernal que já deu os primeiros sinais. Contamos-lhe aqui todos os detalhes!

Alfredo Graça Alfredo Graça 25 Out. 2019 - 21:37 UTC

Na madrugada do próximo domingo 27, às 02:00 am será 01:00. Ganharemos também uma hora de sono!

No último 23 de setembro, dissemos adeus ao verão e entramos no outono. Precipitação, chuvas torrenciais e descida das temperaturas são três das inúmeras consequências de entrarmos nesta estação, que se inicia com o equinócio de outono. O passo seguinte é ‘abrir alas’ à mudança de hora, que como habitualmente, se realiza no último domingo de outubro. Concretamente na madrugada de sábado 26 para domingo 27.

Porque mudamos o horário?

Este fim de semana faremos a famosa, e criticada por alguns, mudança de hora. Apesar da variedade de propostas contra e das críticas que se debatem perante esta mudança bi-anual, atualmente continua a ser uma realidade que se pratica em quase todo o mundo.

No caso português, no próximo domingo 27 de outubro às 02:00 am atrasaremos o relógio 60 minutos, passando para a 01:00 am (Portugal Continental e Região Autónoma da Madeira), ou seja, ganhamos uma hora de sono. Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita às 01:00 am, passando para a meia-noite. Os smartphones e computadores deverão converter esta mudança automaticamente.

Um olhar sobre a História

Este ritual começou há mais de cem anos, motivado por poupanças energéticas. Mas ao longo deste século, houve exceções à regra e tivemos anos em que o nosso horário ficou alinhado com o resto da Europa. Em Portugal, houve um período de quatro anos em que foi adotada a hora central europeia. Em 1992 não houve mudança para a hora de inverno e durou até 1996. Teve impactos negativos. Ocorreu um aumento de acidentes rodoviários, porque as pessoas saíam de manhã ainda a ‘dormir’ e o consumo de ansiolíticos disparou, provocando grande impacto nas escolas, sobretudo no inverno.

As primeiras ideias para mudar a hora tiveram eco no século XVIII, com Benjamin Franklin a sugerir aos franceses, durante uma estadia em Paris, que acordassem mais cedo para aproveitar a luz solar. Anos mais tarde, em 1895, na Nova Zelândia, George Hudson propôs o adiantamento de duas horas durante o verão. Houve experiências na Inglaterra e no Canadá, mas foi a Alemanha o primeiro país a avançar oficialmente com a mudança de hora.

Foi em 1916 na Primeira Guerra Mundial e a medida foi influenciada pelo esforço bélico e pela poupança de eletricidade. O império austro-húngaro e a Inglaterra aderiram à tendência. Pouco depois, também Portugal acabou por aderir.

A posição oficial de Portugal sobre a mudança da hora

Num inquérito público online sobre a mudança de hora realizado pela União Europeia em 2018, 84 % dum universo de 4,6 milhões de participantes manifestaram-se a favor do fim das mudanças do relógio. Assim, o então presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker. Com base no resultado do inquérito, o então presidente da Comissão Europeia Jean Claude Juncker, anunciou que o organismo iria propôr formalmente o fim da mudança de hora na União Europeia.

Pela voz do primeiro-ministro António Costa, o Governo português anunciou na altura à União Europeia que pretenderia manter a mudança da hora, mostrando-se discordante relativamente à proposta da Comissão Europeia. O objetivo é manter o atual regime bihorário, tendo por base o critério da ciência e o do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL). A última mudança de hora será feita a domingo, 31 de outubro de 2021. Os Estados-Membros têm de optar se querem manter o horário bi-anual ou não e notificar a sua decisão à Comissão até 1 de abril de 2020.

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