COP25: Clima e alterações climáticas discutidas em Madrid

Iniciou-se na última segunda-feira e vai prolongar-se até ao próximo dia 13 a 25ª edição da COP, Cimeira do Clima, em Madrid. Este evento conta com a presença de diversas personalidades e vários agentes governamentais relacionadas com o clima. Acompanhe os desenvolvimentos connosco!

João Tomás João Tomás 04 Dez. 2019 - 22:19 UTC
Consciencialização sobre a problemática das alterações climáticas.

Esta cimeira climática, dinamizada pela Agência da ONU sobre as Mudanças Climáticas e pelos Governos Espanhol e Chileno, tem como principal tema as alterações climáticas. Os países, as suas organizações climáticas e diversos grupos de ativistas do clima, estão juntos em Madrid para delinear estratégias de mitigação.

Coube ao Secretário Geral das Nações Unidas, António Guterres, presidir juntamente com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, a sessão de abertura da COP25. Esta edição tem como lema “É tempo de atuar”. Durante a sessão, o antigo primeiro-ministro português pediu a união de todos os países para o objetivo comum de lutar contra as alterações climáticas. Pediu também esforço e ambição para que o impacto das alterações climáticas no planeta não seja catastrófico.

As alterações climáticas já afetam a saúde humana, segundo a OMS

Na Europa, a Agência Europeia do Meio Ambiente não acredita que as metas climáticas estabelecidas para 2030 sejam cumpridas pelos 28 estados membros. A mesma Agência estima que as emissões de gases de efeito de estufa diminuam cerca de 30% em relação aos valores de 1990, quando a meta estabelecida era de 40% menos emissões. Só com uma maior contribuição de todos os estados membros pode ser possível atingir os objetivos traçados.

Em termos de temperatura, a Organização Mundial de Meteorologia das Nações Unidas (ONU) acredita que os valores de temperatura média durante esta década e na próxima podem bater recordes. Um relatório divulgado na COP indica que a temperatura média tem vindo a aumentar de década para década, uma tendência que se verifica principalmente depois da década de 70 do Séc. XX.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) revelou durante a COP que as alterações climáticas estão já a afetar a vários níveis, a saúde humana. O Relatório de Pesquisa de Saúde e de Mudanças Climáticas, concluído pela OMS em 2018, salienta que o stress térmico, lesões ou morte por eventos climáticos extremos, alimentos, água e doenças transmitidas por vetores, como cólera, dengue ou malária são os fatores de risco climático mais comuns. Este relatório afirma ainda, que a maioria dos países estudados não tem capacidade financeira para aplicar estratégias ou medidas de mitigação como Planos Nacionais de Saúde e Mudança Climática.

Na ligação entre a saúde e as alterações climáticas podem estar as melhores medidas de mitigação contra os efeitos das alterações climáticas. Os países devem sistematizar e priorizar a construção de resiliências do sistema de saúde às mudanças climáticas.

O contributo do Chile, enquanto país que começou por ser o organizador da COP25, tem sido igualmente relevante. Os seus representantes nesta Cimeira do Clima apresentaram uma plataforma de soluções para o Oceano, contendo estratégias para a utilização sustentável dos recursos marítimos, bem como para gestão do possível aumento do nível das águas.

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