Tempo no inverno 2025-2026 em Portugal: zonas onde poderá chover e estar mais frio que o normal, segundo o melhor modelo

Na segunda-feira, 1 de dezembro, arranca o inverno climatológico em Portugal. O modelo de referência da Meteored acaba de atualizar as suas tendências para o próximo trimestre: estarão à vista meses frios, com chuva abundante e queda de neve?

Dentro de poucas horas arranca o inverno climatológico e o nosso modelo de confiança revela as primeiras tendências para Portugal, ainda pouco fiáveis.

O inverno climatológico, que se estende de 1 de dezembro a 28 de fevereiro, está prestes a arrancar e o modelo europeu acaba de atualizar as suas primeiras tendências para o próximo trimestre. Estarão à vista vagas de frio na nossa geografia? São expectáveis episódios de chuva abundante e nevões? Analisamos o que dizem os mapas para já.

Eis as situações meteorológicas mais comuns no inverno

Como foi acima referido, o inverno climatológico abrange os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, que se caracterizam por serem os meses mais frios do ano.

É a estação mais chuvosa em grande parte da geografia portuguesa, tanto no Continente como nos Arquipélagos, embora nos últimos anos, segundo a normal climatológica 1991-2020, a diferença de precipitação entre inverno e outono climatológico tenha diminuído no Continente, sendo que nos Açores e Madeira verifica-se uma grande variabilidade interanual, isto é, há anos em que chove mais no outono climatológico e outros em que chove mais no inverno climatológico.

O inverno climatológico continua a ser a estação mais chuvosa em grande parte da geografia portuguesa, porém, os dados climatológicos mais recentes salientam que a diferença de precipitação face ao outono diminuiu.

No inverno pode ocorrer uma grande variedade de situações meteorológicas na nossa geografia, mas as mais comuns são as calmarias anticiclonais, com dias de grandes amplitudes térmicas, sol, geada e poluição; e os fluxos de Oeste, com a passagem de depressões e/ou frentes atlânticas. Com menos frequência, também podem ser registadas grandes entradas de ar frio (massas de ar polar marítimo ou continental) ou a passagem de depressões isoladas em altitude.

Será um trimestre com chuva abundante, ou até mesmo queda de neve, no nosso território?

As primeiras tendências do modelo de confiança utilizado pela Meteored indicam, para já, que neste próximo trimestre os valores de precipitação poderão ser superiores à média em zonas do interior Norte e Centro, Barlavento Algarvio e arquipélago da Madeira. É importante salientar que estas são aproximações muito gerais para um longo período de tempo, pelo que a fiabilidade da previsão é baixa.

As primeiras tendências sugerem um inverno instável no sul da Europa, em contraste com o que poderá acontecer na Europa Central ou nas redondezas do Mar do Norte.

Para o resto da nossa geografia não se perspetiva atualmente uma tendência significativa, mas é bem provável que esta situação se altere. O modelo Europeu continua a apostar na possível e frequente formação de bloqueios entre a Europa Central e a Escandinávia, o que forçaria as depressões e bolsas de ar frio a circular pelo flanco meridional das altas pressões.

Se este cenário se cumprir, não significa que iremos assistir à mesma situação durante três meses: haverá que contar também com a chegada de frentes atlânticas e ainda outros panoramas meteorológicos, tais como massas de ar polar impulsionadas pelos ventos de Norte ou até mesmo advecções provenientes do quadrante Sul.

Será que este inverno vai registar alguma vaga de frio em Portugal?

No que diz respeito às anomalias térmicas, é muito provável que as temperaturas se situem acima da média trimestral em todo o país, especialmente no Algarve e nos arquipélagos dos Açores e da Madeira. Esta situação poderá estender-se ao resto da Europa, com maior incerteza em várias regiões do centro do continente.

Neste momento, é impossível saber se iremos viver (ou não) alguma vaga de frio no inverno 2025/2026 em Portugal. Se não ocorrer nenhuma, será o terceiro inverno consecutivo sem um episódio de frio persistente, dado que os dois últimos invernos foram classificados pelo IPMA como quentes ou muito quentes em relação à temperatura do ar.

Neste momento, parece muito provável que as temperaturas registem valores acima da média para a estação em Portugal, de acordo com o modelo europeu.

Mas, de momento, as tendências são mais otimistas do que as do inverno passado. Além disso, este ano, os primeiros dias de dezembro poderão registar alguma neve em algumas serras do extremo Norte e na Serra da Estrela, ao contrário de outros anos recentes.