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Fim de semana traz frio, vento e muita chuva

Às portas para o fim de semana, terá início novo episódio de instabilidade. Entre a chegada de ar polar e a invasão de tempestades atlânticas, o agravamento do tempo é inevitável. Onde e quando choverá mais? Saiba tudo aqui!

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A instabilidade que afetou o sul do país seguirá para norte, antecipando-se mais uns quantos dias húmidos e instáveis. Onde terá mais impacto?

Tal como previsto há alguns dias atrás, esperava-se um agravamento do tempo em parte da geografia continental a partir desta quinta-feira (4), com a chegada de precipitação, possivelmente acompanhada de trovoada no sul do país, que em algumas localidades, efetivamente se concretizou nas primeiras horas de hoje. Foi mais visível nas regiões do Algarve, do Alentejo e do Vale do Tejo.

Nas próximas horas desta quinta-feira, devido ao carácter variável pelo qual fevereiro é tão conhecido, a chuva voltará inevitavelmente a descarregar, anunciando a continuidade da instabilidade para os dias vindouros. Tudo devido a uma depressão que se encontra num lento processo de cavamento com origem a sudoeste de Sagres, prevendo-se que se desloque para norte ao longo dos próximos dias.


O pico da passagem da depressão será esta sexta-feira

A partir de amanhã, sexta-feira (5), a instabilidade em território continental incrementará de forma significativa, manifestando-se sob a forma de chuva que se alargará para o interior das regiões Norte e Centro, numa orientação sul-norte e do interior para o litoral. Como a precipitação tem sido abundante nas últimas semanas, existe risco de saturação dos solos e de inundação ou transbordamento de rios ou barragens que apresentem caudais bastante volumosos.

A precipitação surgirá sob a forma de neve na Serra da Estrela, bem como em sistemas montanhosos do Norte a partir dos 1200 metros de altitude. Ainda na sexta-feira, prevê-se vento com direções muito variáveis mas, apesar disso, com um abrandamento da intensidade. Além da neve, atenção ao risco de formação de gelo nas terras altas do interior Norte e Centro. Não esquecer também a agitação marítima com ondas de noroeste até 5 metros de altura no litoral Centro.

A melhoria do tempo será ‘sol de pouca dura’

No sábado ainda estaremos sob o domínio da depressão em cavamento oriunda do Atlântico. Nas primeiras horas do dia, a precipitação continuará a surgir, ainda que visivelmente mais debilitada, devido à lenta evolução que a depressão terá ao progredir por Portugal continental, nesse momento numa orientação norte-sul.

Prevê-se o arrefecimento do estado do tempo provocado pela chegada de uma massa de ar ainda mais fria canalizada pelo vento Norte. Assim, as temperaturas vão descer gradualmente durante os próximos dias, especialmente as mínimas. A jornada de sábado deverá ser a mais fria dos próximos dias, prevendo-se mínima de 0 ºC na Guarda e de 5 ºC no Porto. O Algarve terá mínima de 10 ºC, o equivalente à temperatura máxima de vários territórios mais a norte. Já para Lisboa, prevê-se temperatura máxima de 13 ºC e mínima de 9 ºC.

No entanto, estima-se uma melhoria gradual do estado do tempo a partir da tarde de sábado, surgindo períodos nublados nas horas seguintes. Todavia, por poucas horas já que no domingo chegará um novo sistema frontal.

Se as previsões se confirmarem, este sistema frontal poderá desencadear o início de um novo ‘comboio’ de tempestades atlânticas(...) estará a tempestade Karim à vista?

Novo sistema frontal chega no domingo

Para domingo (7), prevê-se que a partir do meio-dia chegue um novo sistema frontal que deixará precipitação em todo o país. Inicialmente em regime suave, tenderá a aumentar de ritmo e intensidade com o decorrer das horas. Confirmando a típica variabilidade do mês de fevereiro, o vento voltará a mudar de direção passando a soprar moderado a forte, de Sudoeste.

Se as previsões do nosso modelo de maior confiança, o ECMWF, se confirmarem, esse sistema frontal poderá representar o início do desencadear de um novo comboio de tempestade atlânticas, parecidas às que nos afetaram durante o mês de janeiro. Estará a tempestade Karim à vista?