Que tempo fará em junho?

Depois de um mês de maio em que quase sempre parecia verão, o que nos reserva o mês de junho? Verão em definitivo ou ainda se vão desenhar traços de uma primavera instável? Contamos-lhe aqui.

Junho começa fresco e ligeiramente chuvoso, projetando-se calor típico do verão para o final do mês.
Junho começa fresco e ligeiramente chuvoso, projetando-se calor típico do verão para o final do mês.

Depois de um mês de maio que terminou com tempo quente e seco de norte a sul do país, que tendências são reveladas pelo modelo ECMWF? Há mudanças no estado de tempo já neste princípio de junho, com particular destaque a partir de terça-feira (4).

Para além do retorno de linhas de instabilidade atmosférica caracterizadas pelo arrefecimento brusco da atmosfera a partir de dia 4, o céu pintará em tons de cinza em quase todo o país, com aglomerados de nuvens a compôr o firmamento. As temperaturas vão cair de forma acentuada numa questão de 24 a 48 horas, causando uma elevada amplitude térmica. Prevê-se também o retorno da chuva nesta primeira semana de junho, em particular na faixa do litoral Norte e Centro, alvo da deslocação de aguaceiros rápidos e de pouca intensidade. No Centro e Sul, especialmente nos territórios do interior, a pluviosidade continuará manifestamente ausente e com remota possibilidade de se desenvolver.

O tempo fresco e húmido caracterizará o tempo em Portugal continental na semana de 3 a 9 de junho. A chuva vai afetar praticamente toda a região Norte e Centro, incidindo com maior intensidade nos dias 4, 6 e 7 de junho. É algo de positivo a registar dado o atual nível de seca que permanece no nosso país. As temperaturas máximas na região Norte vão descer dos 30 ºC para os 15ºC/20ºC ao longo da próxima semana.

Na região Sul as temperaturas máximas descerão dos 38ºC para os 20ºC/25ºC entre terça e sexta-feira. Isto ocorrerá devido à intrusão de uma massa de ar polar frio a partir das latitudes setentrionais que penetrarão o nosso continente a partir do Noroeste minhoto, deslocando-se progressivamente para o interior e para sul. Esta primeira semana de junho terá nortadas como protagonista do tempo, para além do arrefecimento e dos aguaceiros ocasionais.

Anomalia de temperatura prevista pelo modelo ECMWF em Portugal continental na terceira semana de junho.
Anomalia de temperatura prevista pelo modelo ECMWF em Portugal continental na terceira semana de junho.

Tempo ‘bipolar’ nas restantes semanas de junho

A partir da segunda semana, e até ao final do mês, ainda que com cautela na fiabilidade das previsões a médio prazo, desenha-se um cenário que projeta a subida das temperaturas, apesar da nebulosidade densa que surgirá na atmosfera. Será uma semana de cenários meteorológicos mistos, primeiro com aumento de temperatura a partir do dia 10, posteriormente com a formação de nevoeiro nas regiões com vales e montanhas, bem como na linha de costa, junto ao oceano. Ao desenvolvimento de nuvens associar-se-ão possivelmente células convectivas (trovoada). Algo para ir acompanhando. Aliás, as temperaturas poderão novamente atingir 30 ºC.

A terceira semana de junho, enquadrada temporalmente nas festividades dos santos populares será marcada, em princípio, pela intrusão de um padrão de estado de tempo caracterizado pelo calor, seco e abafado, com um elevado grau de humidade associado (ar tropical) e também algum nevoeiro, perspetivando-se que alguns territórios possam desenvolver condições favoráveis à ocorrência de trovoada.

Finalmente, na quarta e última semana de junho, os mapas do tempo revelam que esta poderá ser a mais quente do mês, tendo início o calor estival, típico do verão, pouco depois do início do verão astronómico (21 de junho). A partir do dia 22, as temperaturas deverão subir radicalmente, antecipando-se o possível surgimento de trovoadas. Projetam-se assim probabilidades elevadas para um tempo quente na última semana e meia de Junho.