Que tempo fará em junho?

Depois de um mês de maio em que quase sempre parecia verão, o que nos reserva o mês de junho? Verão em definitivo ou ainda se vão desenhar traços de uma primavera instável? Contamos-lhe aqui.

Alfredo Graça Alfredo Graça 02 Jun. 2019 - 19:36 UTC
Junho começa fresco e ligeiramente chuvoso, projetando-se calor típico do verão para o final do mês.

Depois de um mês de maio que terminou com tempo quente e seco de norte a sul do país, que tendências são reveladas pelo modelo ECMWF? Há mudanças no estado de tempo já neste princípio de junho, com particular destaque a partir de terça-feira (4).

Para além do retorno de linhas de instabilidade atmosférica caracterizadas pelo arrefecimento brusco da atmosfera a partir de dia 4, o céu pintará em tons de cinza em quase todo o país, com aglomerados de nuvens a compôr o firmamento. As temperaturas vão cair de forma acentuada numa questão de 24 a 48 horas, causando uma elevada amplitude térmica. Prevê-se também o retorno da chuva nesta primeira semana de junho, em particular na faixa do litoral Norte e Centro, alvo da deslocação de aguaceiros rápidos e de pouca intensidade. No Centro e Sul, especialmente nos territórios do interior, a pluviosidade continuará manifestamente ausente e com remota possibilidade de se desenvolver.

O tempo fresco e húmido caracterizará o tempo em Portugal continental na semana de 3 a 9 de junho. A chuva vai afetar praticamente toda a região Norte e Centro, incidindo com maior intensidade nos dias 4, 6 e 7 de junho. É algo de positivo a registar dado o atual nível de seca que permanece no nosso país. As temperaturas máximas na região Norte vão descer dos 30 ºC para os 15ºC/20ºC ao longo da próxima semana.

Na região Sul as temperaturas máximas descerão dos 38ºC para os 20ºC/25ºC entre terça e sexta-feira. Isto ocorrerá devido à intrusão de uma massa de ar polar frio a partir das latitudes setentrionais que penetrarão o nosso continente a partir do Noroeste minhoto, deslocando-se progressivamente para o interior e para sul. Esta primeira semana de junho terá nortadas como protagonista do tempo, para além do arrefecimento e dos aguaceiros ocasionais.

Anomalia de temperatura prevista pelo modelo ECMWF em Portugal continental na terceira semana de junho.

Tempo ‘bipolar’ nas restantes semanas de junho

A partir da segunda semana, e até ao final do mês, ainda que com cautela na fiabilidade das previsões a médio prazo, desenha-se um cenário que projeta a subida das temperaturas, apesar da nebulosidade densa que surgirá na atmosfera. Será uma semana de cenários meteorológicos mistos, primeiro com aumento de temperatura a partir do dia 10, posteriormente com a formação de nevoeiro nas regiões com vales e montanhas, bem como na linha de costa, junto ao oceano. Ao desenvolvimento de nuvens associar-se-ão possivelmente células convectivas (trovoada). Algo para ir acompanhando. Aliás, as temperaturas poderão novamente atingir 30 ºC.

A terceira semana de junho, enquadrada temporalmente nas festividades dos santos populares será marcada, em princípio, pela intrusão de um padrão de estado de tempo caracterizado pelo calor, seco e abafado, com um elevado grau de humidade associado (ar tropical) e também algum nevoeiro, perspetivando-se que alguns territórios possam desenvolver condições favoráveis à ocorrência de trovoada.

Finalmente, na quarta e última semana de junho, os mapas do tempo revelam que esta poderá ser a mais quente do mês, tendo início o calor estival, típico do verão, pouco depois do início do verão astronómico (21 de junho). A partir do dia 22, as temperaturas deverão subir radicalmente, antecipando-se o possível surgimento de trovoadas. Projetam-se assim probabilidades elevadas para um tempo quente na última semana e meia de Junho.

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