O ar de origem polar aproxima-se a toda a velocidade: “o pico chegará a Portugal na quinta-feira”, avança Alfredo Graça

Algumas investidas de ar polar vão provocar uma descida das temperaturas em Portugal, embora seja algo passageiro. Na quinta-feira (4) prevê-se a descida de temperatura mais significativa devido à chegada de uma massa de ar frio mais intensa.
Desde o primeiro dia de junho que o estado do tempo já tem vindo a dar sinais de instabilidade no litoral Norte e Centro de Portugal continental (mais vento, nevoeiro, frescura e chuva fraca ou chuviscos), antecipando a mudança um pouco mais brusca e generalizada que ocorrerá durante a segunda metade desta semana, quando uma massa de ar frio de origem polar causar uma descida significativa das temperaturas e tornar a atmosfera algo mais instável, embora de forma breve.
Na primeira metade desta terça-feira (2) a passagem de uma frente fria provocou um aumento da nebulosidade e alguma chuva fraca ou chuviscos nas Regiões Norte e Centro - especialmente no litoral. Na segunda metade do dia a nebulosidade tenderá a diminuir gradualmente, pelo que haverá bons períodos de sol.
A chegada de uma massa de ar polar marítimo, frio e húmido, será responsável por provocar uma descida generalizada e significativa das temperaturas nestes primeiros dias de junho, especialmente entre quinta (4) e sexta-feira (5). Além disso, trará pontualmente chuva fraca ou chuviscos. Não obstante, a frescura será temporária.
A massa de ar quente será completamente renovada pela passagem da frente, gerando-se, deste modo, uma descida significativa das temperaturas em praticamente todo o território de Portugal continental. O dia de hoje - 2 de junho - ainda será quente no Sotavento Algarvio e em alguns locais do Baixo Alentejo, onde se preveem temperaturas máximas a rondar os 30 ºC.
A chegada de novas frentes e linhas de instabilidade trará mais chuva fraca
Após a passagem da frente fria, o céu ficará pouco nublado ou limpo em grande parte da geografia de Portugal nesta quarta-feira, 3 de junho. Porém, no interior Norte, Centro, Alentejo e Sotavento Algarvio prevê-se uma recuperação das temperaturas, pelo que o calor intensificará novamente (máximas entre 28 e 34 ºC nas regiões referidas). Em grande parte do litoral manter-se-á o tempo fresco para a época.

A estabilidade atmosférica no dia de amanhã - 3 de junho - será efémera, dado que uma nova frente fria atingirá o litoral Norte e Centro de Portugal continental a partir das 18:00 (distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra) e o interior Norte (distrito de Vila Real), o que se traduzirá num aumento da nebulosidade e na ocorrência de chuva fraca ou chuvisco.
Nas primeiras horas da madrugada de quinta-feira (4) a mesma frente fria do dia anterior continuará a produzir chuva fraca ou chuvisco nas mesmas regiões, sendo que, ao espalhar-se para leste, abrangerá mais algumas zonas do interior (mais zonas do interior dos distritos de Aveiro e Coimbra, zonas do distrito de Viseu e área da Serra da Estrela).
Algumas horas mais tarde, a partir do meio da manhã de quinta (4), espera-se que uma nova frente alcance o norte da Península Ibérica, e, ao fazê-lo, produzirá outra vaga de chuva fraca e/ou chuviscos no litoral Norte e Centro. Será, de novo, um episódio temporário de precipitação escassa, durando eventualmente até ao meio-dia.
O ar pós-frontal, frio e de origem polar marítima, acabará por entrar no nosso país, provocando uma descida das temperaturas, sobretudo das máximas e durante a segunda metade de quinta-feira (4). As mínimas sofrerão também uma descida na sexta-feira (5), mas as máximas previstas para o 5 de junho traduzir-se-ão em anomalias térmicas positivas, o que evidencia uma recuperação das temperaturas diurnas, em particular nas regiões do interior.
Saiba até quando irá durar a presença do ar polar em Portugal continental
Como já referido anteriormente pela Meteored Portugal, o principal efeito da passagem da frente fria de quinta-feira (4) será a descida generalizada das temperaturas máximas ainda na quinta-feira (4), e das mínimas na sexta-feira (5), uma vez que o ar quente subtropical será substituído por ar frio polar marítimo.

Contudo, a frescura será temporária pois, ainda durante o dia de sexta-feira, 5 de junho, o rápido afastamento para leste do ar polar e a subida em latitude de ar ligeiramente mais quente associado à expansão da crista anticiclónica posicionada entre os Açores e a Madeira, fará com que as temperaturas diurnas recuperem para valores ligeiramente acima do normal.
No sábado (6) espera-se que o tempo anticiclónico se consolide. As temperaturas máximas manterão valores geralmente semelhantes, embora possam ocorrer ligeiras subidas; nesse dia, o calor intenso ficará um pouco atenuado. Já no domingo (7) prevê-se uma subida das temperaturas, com o calor a alastrar-se a mais zonas e a afetar sobretudo as regiões do interior de Portugal continental. No entanto, não se espera que sejam atingidos valores tão elevados como os que forem registados na reta final do mês de maio.
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