Neste domingo, dia 1, chegará a próxima tempestade com chuvas fortes e generalizadas

Portugal continua sob a influência de um Atlântico muito ativo: após várias tempestades consecutivas, a chuva não dá tréguas e uma nova depressão chegará no domingo, trazendo precipitação forte e generalizada, sobretudo na madrugada de segunda-feira.

Depois das tempestades Ingrid, Joseph e da mais recente e destruidora Kristin, o Atlântico não dá tréguas, mantendo o país num padrão persistente de chuva frequente e, por vezes, intensa.

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Até ao final da tarde desta quinta-feira, a precipitação continuará a afetar grande parte do território continental, com intensidade fraca a moderada.

Os distritos de Portalegre, Santarém e Évora serão os mais expostos nesta fase, embora sem acumulados horários expressivos. Durante a noite, o centro e a região da Grande Lisboa poderão registar períodos de abertas, situação que se estenderá pontualmente ao Alentejo durante a madrugada.

Sexta-feira: agravamento da chuva e regresso da instabilidade

A trégua será curta. A partir das 7h da manhã de sexta-feira, a nebulosidade volta a aumentar em todo o território. No Norte, a madrugada será marcada por chuva fraca nos distritos costeiros de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro e Coimbra. A partir das 9h, a precipitação intensifica-se e avança para o interior Norte e Centro, com acumulados horários que localmente poderão ultrapassar os 7 mm/h.

Quando a chuva alcançar as latitudes da Serra da Estrela, por volta das 14h, existe probabilidade de queda de neve acima dos 1100/1200 metros. Os valores horários de queda de neve podem ultrapassar os 6 cm.

Episódio de neve na Serra da Estrela na tarde de sexta-feira, com acumulações significativas acima dos 1200/1300 m.
Episódio de neve na Serra da Estrela na tarde de sexta-feira, com acumulações significativas acima dos 1200/1300 m.

No Alentejo, a chuva também marcará presença durante a tarde, embora de forma fraca e irregular, com valores geralmente inferiores a 2,5 mm/h, sobretudo no distrito de Portalegre.

Durante a tarde de sexta-feira, o vento irá intensificar-se. São esperadas rajadas até 100 km/h na Serra da Estrela, enquanto toda a faixa costeira do Norte e Centro poderá registar rajadas próximas ou superiores a 70 km/h.

Rajadas de vento muito fortes na tarde de sexta-feira, com valores a rondar os 100 km/h no Centro e Norte.
Rajadas de vento muito fortes na tarde de sexta-feira, com valores a rondar os 100 km/h no Centro e Norte.

Durante a noite, à medida que a chuva continuar a afetar o Norte, a neve voltará a cair nos distritos de Vila Real, Braga e Viana do Castelo, podendo prolongar-se até às primeiras horas de sábado.

O primeiro dia de fevereiro traz uma nova tempestade

A partir das 7h da manhã de sábado, a precipitação tende a diminuir de forma significativa, fazendo deste um dos dias menos chuvosos das últimas semanas.
No entanto, a estabilidade será temporária.

Durante a madrugada e manhã de domingo, um novo sistema frontal trará novamente chuva a Portugal. A partir das 17h, uma nova tempestade começa a fazer-se sentir, inicialmente no Algarve, estendendo-se depois ao resto do território.

Embora chegue no domingo, será durante a madrugada de segunda-feira que esta tempestade terá o seu maior impacto, com chuvas fortes e generalizadas, acompanhadas de vento mais intenso, marcando o início de mais um episódio meteorológico adverso em Portugal continental.

Madrugada de segunda-feira marcada pelo pico da tempestade: isóbaras muito juntas revelam vento forte e chuva generalizada, com o núcleo depressionário a noroeste a impulsionar precipitação intensa sobre Portugal continental.
Madrugada de segunda-feira marcada pelo pico da tempestade: isóbaras muito juntas revelam vento forte e chuva generalizada, com o núcleo depressionário a noroeste a impulsionar precipitação intensa sobre Portugal continental.

A imagem evidencia o momento de maior impacto da tempestade. É possível observar um núcleo depressionário muito bem definido a Noroeste da Península Ibérica, com isóbaras extremamente próximas, sinal claro de um gradiente de pressão acentuado. Esta configuração traduz-se em vento muito forte e numa circulação intensa de oeste/sudoeste, canalizando grandes quantidades de humidade atlântica para Portugal continental.

A precipitação surge generalizada e organizada em bandas ativas, afetando praticamente todo o território, com maior intensidade no litoral e regiões do Norte e Centro.