Alterações no modelo europeu: o bloqueio escandinavo chegará mais cedo do que o previsto; efeitos em Portugal

A atmosfera prepara-se para uma mudança significativa em Portugal nos próximos dias. O bloqueio escandinavo deverá instalar-se mais cedo do que o previsto, alterando a circulação dominante e trazendo instabilidade, com aguaceiros e uma descida das temperaturas após um início de semana mais estável.

De acordo com o modelo europeu, nos próximos dias o estado do tempo em Portugal continental será condicionado por uma alteração relevante no padrão atmosférico à escala europeia, associada ao reforço de um bloqueio escandinavo que deverá instalar-se mais cedo do que anteriormente previsto.

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Até cerca de dia 6, o regime dominante será de NAO+, caracterizado por uma circulação zonal no Atlântico Norte, embora sem impacto direto em Portugal em termos de precipitação.

NAO positiva mantém estabilidade até início da semana

Entre sábado e segunda-feira, prevê-se tempo estável, com céu pouco nublado ou limpo e predomínio de condições anticiclónicas. As temperaturas deverão subir gradualmente, atingindo o pico na segunda-feira, com máximas entre 24 e 29 °C no interior e entre 20 e 25 °C no litoral.

A anomalia térmica positiva evidencia temperaturas claramente acima do padrão habitual para o início de abril, sobretudo no interior, onde o desvio em relação à média é mais pronunciado. A presença de ar mais quente sobre a Península favorece valores máximos elevados, antecipando a aproximação de um período mais fresco nos dias seguintes.
A anomalia térmica positiva evidencia temperaturas claramente acima do padrão habitual para o início de abril, sobretudo no interior, onde o desvio em relação à média é mais pronunciado. A presença de ar mais quente sobre a Península favorece valores máximos elevados, antecipando a aproximação de um período mais fresco nos dias seguintes.

O vento soprará em geral fraco a moderado, inicialmente do quadrante oeste, tornando-se progressivamente variável, com rajadas até 25–30 km/h, mais frequentes nas terras altas.

Bloqueio escandinavo traz instabilidade e descida das temperaturas a partir de dia 7

A partir de dia 7, a ondulação do jato polar dará origem à formação de um cavado sobre a Península Ibérica, em simultâneo com a instalação do bloqueio escandinavo, que desvia a circulação atlântica para latitudes mais elevadas. Esta configuração favorece o aumento da instabilidade atmosférica, com ocorrência de aguaceiros, mais prováveis nas regiões do Centro e Sul. A precipitação deverá ser irregular, com acumulados geralmente baixos, embora localmente possam atingir 5 a 15 mm em curtos períodos.

Os acumulados de precipitação distribuem-se de forma desigual, com os valores mais significativos concentrados no Norte e Centro, onde se esperam aguaceiros de curta duração, mas localmente mais intensos. O litoral apresenta totais mais reduzidos, refletindo a natureza irregular da instabilidade.
Os acumulados de precipitação distribuem-se de forma desigual, com os valores mais significativos concentrados no Norte e Centro, onde se esperam aguaceiros de curta duração, mas localmente mais intensos. O litoral apresenta totais mais reduzidos, refletindo a natureza irregular da instabilidade.

Haverá uma descida das temperaturas, mais evidente no interior e durante o período diurno, uma vez que a evolução da circulação atmosférica favorece a entrada de ar mais frio em altitude. Após o pico registado no início da semana, as máximas deverão descer para valores entre 16 e 22 °C na generalidade do território, podendo ser inferiores em zonas do interior Norte e Centro sob maior influência da instabilidade.

A circulação de oeste intensifica o vento junto à costa, onde se observam rajadas mais fortes sobre o Atlântico. Em Portugal continental o vento mantém‑se geralmente moderado, mas poderá reforçar-se temporariamente ao final do dia nas zonas expostas do litoral e das terras altas. A configuração atmosférica mostra uma aproximação gradual de uma corrente mais ativa vinda do oceano.
A circulação de oeste intensifica o vento junto à costa, onde se observam rajadas mais fortes sobre o Atlântico. Em Portugal continental o vento mantém‑se geralmente moderado, mas poderá reforçar-se temporariamente ao final do dia nas zonas expostas do litoral e das terras altas. A configuração atmosférica mostra uma aproximação gradual de uma corrente mais ativa vinda do oceano.

O vento apresentará um comportamento mais irregular, com predomínio de direções variáveis e períodos de maior intensidade associados às células convectivas, podendo registar rajadas até 40–50 km/h, em especial nas terras altas e durante os episódios de instabilidade. Esta intensificação resulta do aumento da instabilidade atmosférica e da presença de ar mais frio em altitude, que favorece movimentos verticais mais vigorosos.

Tratando-se de um cenário de médio prazo, recomenda-se acompanhar as atualizações nos próximos dias, uma vez que a interação entre o bloqueio e o cavado poderá introduzir alguma incerteza, sobretudo na localização e intensidade da precipitação e na evolução das temperaturas.

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