Cinco plantas que podem crescer na água para dar um toque fresco e arejado aos seus espaços

Raízes à mostra e manutenção mínima: é assim que estas plantas funcionam, encontrando na água uma forma diferente de crescer.

As plantas na água combinam praticidade e estética: raízes à vista e sem terra.
As plantas na água combinam praticidade e estética: raízes à vista e sem terra.

Há plantas que não precisam de terra para crescerem fortes e bonitas. Basta um caule, um pouco de água e um pouco de luz para que comecem a desenvolver novas raízes - visíveis, quase hipnóticas dentro de um frasco.

Não é que elas “vivam do ar”. O que elas fazem é adaptar-se: usam a água como suporte e, se o ambiente for propício, podem manter-se assim durante muito tempo.

Dito isto, nem todas respondem da mesma forma ou indefinidamente. Mas, pelo caminho, trazem a natureza sem a confusão e com uma estética muito mais leve.

Bambu da sorte

O bambu da sorte, que na verdade não é um bambu verdadeiro, mas uma dracaena, é uma das plantas mais associadas ao cultivo na água. Os seus caules retos ou em espiral crescem em recipientes com pedras na base e apenas alguns centímetros de água.

Resistente e minimalista, cresce na água com poucos cuidados e dá um toque limpo e estruturado a qualquer espaço.
Resistente e minimalista, cresce na água com poucos cuidados e dá um toque limpo e estruturado a qualquer espaço.

Tolera espaços interiores com luz moderada e não precisa de sol direto. O fator chave é a qualidade da água. É preferível evitar o cloro ou deixar a água repousar antes de a utilizar. Com mudanças regulares, pode manter-se estável durante muito tempo, crescendo lentamente mas de forma constante.

Lírio da paz

O lírio-da-paz também se adapta à água, embora com um pormenor importante: não cresce assim a partir do zero, mas sim dividindo uma planta já existente para fazer a transição.

As suas folhas brilhantes e flores brancas mantêm um aspeto sereno mesmo quando cultivadas na água.
As suas folhas brilhantes e flores brancas mantêm um aspeto sereno mesmo quando cultivadas na água.

As suas folhas brilhantes e as suas flores brancas tornam-na muito decorativa. Precisa de luz indireta e de água limpa, com mudanças frequentes. É mais sensível do que outras espécies, mas se se adaptar bem, pode durar bastante tempo e manter o seu aspeto elegante.

Filodendro

O filodendro pertence à mesma família que o pothos e partilha a sua natureza de baixa manutenção. As estacas enraízam-se rapidamente na água e podem continuar a desenvolver-se se forem mantidas num ambiente luminoso sem luz solar direta.

Sem vasos ou terra, estas plantas oferecem uma forma mais leve de trazer a natureza para dentro de casa.
Sem vasos ou terra, estas plantas oferecem uma forma mais leve de trazer a natureza para dentro de casa.

É uma planta rasteira com folhas verdes suaves, que fica muito bem em jarras ou vasos transparentes. Tal como outras espécies semelhantes, pode crescer na água durante longos períodos, embora com o tempo se desenvolva melhor no solo.

Tradescantia

A Tradescantia dá cor. As suas folhas combinam tons de verde, prata e púrpura, e mantêm essa intensidade mesmo na água.

O seu enraizamento é rápido, por vezes em poucos dias, e o seu crescimento é bastante rápido com uma boa luminosidade.

Cor e textura num frasco: enraíza-se rapidamente e mantém os seus tons vibrantes com uma boa luz.
Cor e textura num frasco: enraíza-se rapidamente e mantém os seus tons vibrantes com uma boa luz.

No entanto, necessita de mudanças de água frequentes para evitar a sua deterioração. Funciona muito bem em pequenos recipientes ou em frascos reciclados, sobretudo como planta rasteira.

Pothos

O Pothos é o exemplo mais claro de uma planta fácil de lidar. Os seus caules enraízam-se rapidamente na água e podem continuar a crescer sem problemas se receberem luz indireta e se a água for renovada a cada uma ou duas semanas.

Uma das mais fáceis de começar: enraíza-se na água e cresce sem esforço dentro de casa.
Uma das mais fáceis de começar: enraíza-se na água e cresce sem esforço dentro de casa.

Tem folhas em forma de coração e um hábito de crescimento rasteiro que se adapta bem a prateleiras ou móveis altos. Na água, revela também uma rede de raízes que se torna parte da decoração. É uma das espécies mais fiáveis para esta configuração, mesmo para os principiantes.

O que deve saber (e o que raramente é dito)

O cultivo de plantas na água não elimina a manutenção, mas simplifica-a. Existem três princípios básicos:

  • Mude a água regularmente para evitar bactérias ou maus odores.
  • Utilize a luz indireta: o sol direto pode danificar as folhas e aquecer a água.
  • Compreender que não se trata de um sistema infinito: muitas plantas dão-se melhor na água como uma fase prolongada, não necessariamente permanente.

Ao contrário da maioria das plantas, estas espécies podem adaptar-se à água porque as suas raízes não dependem tanto do solo como suporte de vida, mas sim como fonte de oxigénio e nutrientes. Quando colocadas na água, desenvolvem um tipo diferente de raiz - mais fina e mais porosa - capaz de absorver o oxigénio dissolvido diretamente do líquido.

Além disso, como se trata frequentemente de estacas, a planta ativa mecanismos de sobrevivência que promovem a formação rápida de novas raízes. Desde que haja luz, água fresca e alguns nutrientes disponíveis, elas podem manter o crescimento sem solo - pelo menos durante longos períodos.

Desta forma, a planta deixa de esconder as suas raízes e passa a exibi-las. E surge uma forma diferente - mais leve e mais transparente- de trazer o verde para dentro de casa.

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