Tempestade Helena ameaça Portugal: vendaval, aguaceiros, mar furioso!

Já a meio desta tarde a tempestade Helena finalmente apareceu. Resultado de um sistema de baixas pressões em circulação a sul da Gronelândia, a tempestade está a afetar consideravelmente Portugal Continental. Tome cuidado!

Alfredo Graça Alfredo Graça 31 Jan. 2019 - 12:19 UTC
Período crítico da ondulação que poderá atingir 15 metros de altura será entre as 12h e as 21h de amanhã (1 de fevereiro).

As baixas pressões associadas a superfícies frontais, sobretudo a noroeste do continente estão a criar condições de enorme instabilidade atmosférica, o que resulta segundo as indicações das previsões mais recentes em períodos de chuva forte (aguaceiros), mediados por ventanias fortes que em alguns momentos poderão atingir os 100 km/h e forte agitação marítima.

Tal como referido, sobretudo a norte do rio Tejo, envolvendo boa parte da região Centro e toda a região Norte, embora com maior intensidade no litoral, teremos períodos de chuva mais intensos ao final do dia de hoje bem como ondas a atingir pelo menos 5 metros de altura. Poderá atingir os 7 metros de altura durante alguns momentos a norte do Cabo Raso e no período crítico, ao final da noite atingir os 15 metros.

Prevê-se para o dia de amanhã, no Centro, num começo caótico do mês de fevereiro, a produção de ondulação até 9 metros de altura na costa ocidental portuguesa a norte de Sines, numa direção Oeste-Noroeste. Aquilo que verdadeiramente é assustador e preocupante é a energia associada à ondulação, para além da maré de tempestade, o chamado Stormsurge que poderá contribuir para a elevação do oceano e promover o galgamento das linhas de costa. Algumas praias poderão perder enormes quantidades de areia devido à força e intensidade deste processo.

Prevê-se igualmente um autêntico vendaval, de 70 a 80 km/h e rajadas até 110 km/h na faixa continental que se estende desde Viana do Castelo até Sintra, podendo eventualmente provocar danos típicos destas situações. No que concerne à precipitação, será sob a forma de aguaceiros, prevendo-se a ocorrência de trovoadas estimuladas por oclusão frontal e linhas de instabilidade convectivas associadas.

Devido à oclusão frontal com linhas de instabilidade convectivas associadas, poderá ocorrer trovoada.

Amanhã a situação meteorológica piora

Na ementa atmosférica do primeiro de fevereiro, refira-se ainda o extra da precipitação sob a forma de flocos de neve acima dos 800 metros de altitude no norte do país. A cota da neve descerá para os 700 metros ao início da noite.

Associado a estes fatores, espera-se uma descida da temperatura, que em conjugação com o vento forte contribuirá para a intensificação do desconforto térmico. Nas áreas de litoral a influência desta tempestade depressional e em zonas marítimas, o raio de ação será ainda maior.

O período crítico deverá acontecer entre as 12 e as 21 horas de sexta-feira, 1 de fevereiro, onde os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria e Lisboa irão estar sob aviso vermelho. Nos períodos anteriores e posteriores, o alerta nestes distritos será laranja, mantendo-se assim até sábado, momento em que os efeitos da Helena deverão diminuir consideravelmente. Até lá, resguarde-se e esteja atento à evolução das condições meteorológicas.

Publicidade