Sistema Valorfito recolheu 737,034 toneladas de resíduos de embalagens agrícolas em 2025, mais 26,9% que no ano anterior

Esta semana foram apresentados os resultados da atividade do sistema Valorfito em 2025 e os números são animadores. Registou-se um crescimento significativo - mais 26,9% face a 2024 - nas quantidades recolhidas de resíduos de embalagens agrícolas.

O sistema Valorfito é responsável pela gestão de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos, biocidas, sementes, fertilizantes, rações e batata de semente.
O sistema Valorfito é responsável pela gestão de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos, biocidas, sementes, fertilizantes, rações e batata de semente.

O sistema Valorfito é responsável pela gestão de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos, biocidas, sementes, fertilizantes, rações e batata de semente de utilização profissional em Portugal. Surgiu por iniciativa da Croplife Portugal e da Groquifar para dar resposta à gestão de resíduos de embalagens de produtos fitofarmacêuticos.

Este sistema é gerido pela SIGERU – Sistema Integrado de Gestão de Embalagens e Resíduos em Agricultura, uma entidade gestora criada em 2005, sem fins lucrativos, que tem como objetivo recolher e encaminhar para um destino adequado os resíduos para os quais está licenciado, dando privilégio à reciclagem.

Em 2012, o Valorfito submeteu na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) um caderno de encargos para extensão da então licença à gestão das embalagens vazias de biocidas e de sementes, onde incluiu também a gestão de todas as embalagens de produtos fitofarmacêuticos, sem limite de dimensão.

A resposta positiva chegou em julho de 2017, com a nova licença a vigorar entre janeiro de 2018 e dezembro de 2022.

Em 2024 foi atribuída nova licença que engloba os âmbitos de embalagens primárias e secundárias de produtos fitofarmacêuticos, biocidas, sementes, fertilizantes, rações e batata de semente. É válida entre 1 de Janeiro de 2025 e 31 de Dezembro de 2034.

Mais de 1000 pontos de retoma

O sistema está licenciado no continente, Açores e Madeira, tem mais de 1000 pontos de retoma e abrange 100% do mercado de produtos fitofarmacêuticos a nível nacional. Em apenas 10 anos o Valorfito ultrapassou a barreira dos 50% na taxa de embalagens vazias recolhidas.

Esta semana foram apresentados os resultados de 2025 e os números são reveladores. Foram declaradas ao sistema 3.236,273 toneladas de embalagens, valor que, de acordo com a entidade gestora deste sistema de reciclagem, “reflete o alargamento do âmbito de atuação do Valorfito no primeiro ano da nova licença”. Significa um crescimento de 26,9% face ao ano anterior. Como resultado, a taxa global de retoma situou-se nos 22,8%.

Apesar de se tratar de uma taxa abaixo da reportada em 2024, a Valorfito faz notar que estes resultados resultam de um “contexto particular” do ano de 2025, o primeiro ano de implementação da nova licença do sistema, que veio introduzir alterações relevantes no funcionamento e no universo de resíduos abrangidos.

Esta semana foram apresentados os resultados de 2025 e os números são reveladores. Foram declaradas ao sistema 3.236,273 toneladas de embalagens.
Esta semana foram apresentados os resultados de 2025 e os números são reveladores. Foram declaradas ao sistema 3.236,273 toneladas de embalagens.

Como já se explicou, desde o início de 2025 o Valorfito passou a integrar novos fluxos de embalagens, nomeadamente, como as embalagens secundárias dos fluxos anteriormente abrangidos, as embalagens primárias e secundárias de fertilizantes, as embalagens primárias e secundárias de rações e as embalagens primárias e secundárias de batata de semente.

O encaminhamento das 3.236,273 toneladas de embalagens de resíduos de embalagem para reciclagem e valorização “preveniu a emissão de 636,2 toneladas de CO2 eq. para a atmosfera”, refere a entidade gestora da Valorfito. “Este alargamento representa um passo importante na consolidação de um sistema mais abrangente de gestão de resíduos na agricultura, mas implica também um período natural de adaptação por parte de todos os intervenientes do sistema”, dizem os seus responsáveis.

Certo é que “2025 foi um ano de transformação para o Valorfito. O alargamento do sistema a novos fluxos representa um passo decisivo para uma gestão mais abrangente e responsável dos resíduos gerados na atividade agrícola”, afirma António Lopes Dias, diretor-geral do Valorfito, em comunicado.

Gestão mais abrangente dos resíduos

O gestor explica que, “como é natural, num primeiro ano de implementação, todo o setor está ainda numa fase de adaptação”, desde os agricultores aos pontos de retoma.

O encaminhamento dos resíduos de embalagem para reciclagem e valorização “preveniu a emissão de 636,2 toneladas de CO2 eq. para a atmosfera”, refere a Valorfito.
O encaminhamento dos resíduos de embalagem para reciclagem e valorização “preveniu a emissão de 636,2 toneladas de CO2 eq. para a atmosfera”, refere a Valorfito.

Em todo o caso, “os resultados já demonstram o espaço de crescimento do sistema.” O nosso foco agora é continuar a reforçar a proximidade com os profissionais no terreno e consolidar este novo ciclo, para que possamos aumentar progressivamente as taxas de retoma nos próximos anos”, diz o mesmo responsável.

É expectável que o sistema esteja ainda numa fase de arranque e consolidação, na qual tanto o Valorfito como os agricultores, distribuidores e pontos de retoma se encontram em “processo de adaptação às novas tipologias de resíduos e aos novos procedimentos” de recolha.

Durante este período, o Valorfito diz que tem vindo a trabalhar no reforço da rede operacional, na sensibilização dos utilizadores e na divulgação das novas regras e fluxos abrangidos.

O objetivo é “garantir que todos os intervenientes do setor estejam devidamente informados e preparados para contribuir para o correto encaminhamento destes resíduos”.

A entidade gestora da Valorfito acredita que, “à medida que o sistema se consolide e que o setor se familiarize com os novos fluxos e procedimentos, será possível aumentar progressivamente as quantidades recolhidas e melhorar as taxas de retoma” nos próximos anos.

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