Depressão atlântica aproxima-se dos Açores: chuva intensa, vento forte e mar agitado entre terça e quarta-feira

Entre terça e quarta-feira, os Açores deverão enfrentar chuva persistente, rajadas até 80 km/h e ondulação até 4 metros, sobretudo no Grupo Central, devido à aproximação de uma depressão atlântica que deverá agravar significativamente o estado do tempo no arquipélago.

A aproximação de uma frente associada a uma depressão atlântica deverá provocar um agravamento gradual do estado do tempo nos Açores durante os próximos dias, com destaque para o Grupo Central, onde se prevê precipitação frequente e localmente intensa entre terça-feira, 19 de maio, e quarta-feira, 20 de maio.

Seja o primeiro a receber as previsões graças ao nosso canal do WhatsApp. Siga-nos e ative as notificações.

Numa primeira fase, entre domingo e segunda-feira, a chuva deverá surgir de forma dispersa e geralmente fraca, com acumulados pouco significativos na maioria das ilhas. Ainda assim, este será o primeiro sinal da aproximação de uma massa de ar mais húmida e instável sobre o Atlântico central.

Grupo Central deverá registar os maiores acumulados

A partir de terça-feira, o cenário muda significativamente. A intensificação do fluxo de sudoeste e a maior proximidade da depressão deverão aumentar a frequência e intensidade da precipitação, sobretudo no Faial, Pico e São Jorge. Os mapas de precipitação acumulada apontam para valores superiores a 40 mm em algumas áreas do Grupo Central, podendo localmente atingir 70 a 80 mm nas zonas montanhosas e vertentes mais expostas ao fluxo húmido marítimo

O mapa de precipitação acumulada previsto para a noite de quarta-feira destaca o agravamento do estado do tempo nos Açores, sobretudo no Grupo Central. Os maiores acumulados poderão ocorrer no Pico, Faial e São Jorge, com valores localmente próximos ou superiores a 80 mm devido à persistência da chuva e ao efeito do relevo montanhoso.
O mapa de precipitação acumulada previsto para a noite de quarta-feira destaca o agravamento do estado do tempo nos Açores, sobretudo no Grupo Central. Os maiores acumulados poderão ocorrer no Pico, Faial e São Jorge, com valores localmente próximos ou superiores a 80 mm devido à persistência da chuva e ao efeito do relevo montanhoso.

O relevo das ilhas terá um papel importante neste episódio. Quando o ar húmido marítimo encontra as áreas montanhosas do Pico e do Faial, é forçado a subir, arrefece e favorece uma condensação mais intensa, aumentando os acumulados de precipitação. Por essa razão, os valores previstos tendem a ser superiores nas zonas altas e encostas voltadas a sudoeste.

Rajadas até 80 km/h e ondas até 4 metros entre terça e quarta-feira

Além da precipitação, espera-se também um aumento gradual do vento e da agitação marítima. O período mais crítico deverá ocorrer entre a noite de terça-feira e a manhã de quarta-feira, altura em que as rajadas poderão atingir 70 a 80 km/h nas ilhas do Grupo Central e Ocidental.

O Grupo Central deverá registar os valores mais elevados, com rajadas localmente próximas dos 80 km/h no Pico e Faial, associadas à intensificação do fluxo de sudoeste e à aproximação de uma superfície frontal atlântica.
O Grupo Central deverá registar os valores mais elevados, com rajadas localmente próximas dos 80 km/h no Pico e Faial, associadas à intensificação do fluxo de sudoeste e à aproximação de uma superfície frontal atlântica.

O vento deverá soprar predominantemente de sudoeste, rodando gradualmente para oeste com a deslocação da depressão para nordeste.

O estado do mar deverá agravar-se nos Açores durante quarta-feira devido à intensificação do vento e à passagem da superfície frontal associada à depressão atlântica. A ondulação mais forte deverá atingir os grupos Ocidental e Central, sobretudo nas costas expostas a oeste e noroeste
O estado do mar deverá agravar-se nos Açores durante quarta-feira devido à intensificação do vento e à passagem da superfície frontal associada à depressão atlântica. A ondulação mais forte deverá atingir os grupos Ocidental e Central, sobretudo nas costas expostas a oeste e noroeste

A agitação marítima deverá igualmente aumentar durante este período. As ondas poderão atingir 3 a 4 metros no Grupo Ocidental e 2 a 3 metros no Grupo Central, sobretudo entre terça à noite e quarta-feira. O mar ficará progressivamente mais cavado nas ilhas mais expostas ao fluxo atlântico.

No Pico e no Faial, a chuva poderá cair durante várias horas consecutivas, reduzindo a visibilidade e originando acumulação temporária de água nas vias e pequenas inundações localizadas. O Grupo Oriental deverá permanecer relativamente mais protegido, embora São Miguel possa ainda registar chuva moderada e rajadas próximas dos 50 km/h durante a madrugada de quarta-feira.

Não perca as últimas notícias da Meteored e desfrute de todo o nosso conteúdo no Google Discover totalmente GRÁTIS

+ Siga a Meteored