Estamos preparados para mais uma temporada de furacões?

Sabendo que se espera um ano de 2021 recheado de fortes ciclones tropicais, uma das áreas mais afetadas durante a época dos furacões está a dinamizar uma semana de preparação. Fique a saber tudo sobre esta semana, connosco!

Efeitos da passagem de um furacão.
O furacão Harvey fustigou o Estado norte-americano do Texas com especial violência em 2017, tendo sido responsável por mais de 100 vítimas mortais.

É essencial que as áreas mais afetadas pelos furacões estejam devidamente preparadas para a chegada destes eventos. Com base nisto, o National Weather Service (NWS), organismo da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), promove durante esta semana um evento de preparação para a época de furacões. Este evento iniciou-se no passado domingo, dia 9 de maio e terminará no próximo sábado dia 15 de maio.

Durante a semana serão desenvolvidas várias ações em variadas temáticas, nomeadamente a questão das evacuações, dos seguros dos imóveis, das listas de compras de emergência e da preparação específica dos imóveis de forma a resistirem a estes eventos, que se prevê que sejam cada vez mais intensos e mais destrutivos.

Uma boa preparação, com a devida antecedência, pode ser a diferença entre ser uma vítima de um furacão ou um sobrevivente do mesmo.

É essencial que a população, principalmente a norte americana, e nomeadamente nos Estados que habitualmente são mais afetados como o Texas, o Louisiana, o Mississípi, o Alabama e a Flórida concluam a sua preparação antes do início oficial da temporada dos furacões do atlântico, a 1 de junho.

De salientar que, tendo em conta a questão pandémica que ainda subsiste, pode ser necessário ajustar algumas ações de preparação tendo em conta as diretrizes das autoridades de saúde e segurança, evitando desta forma que os contágios pelo vírus do SARS-CoV-2 não aumentem substancialmente durante o verão e o outono.

Programa da semana

No primeiro dia desta semana, domingo, foi salientada a importância da prevenção. É sabido que os furacões representam ameaças tanto nas áreas costeiras como nas áreas mais afastadas da costa, portanto é essencial que as comunidades avaliem desde já de que forma se podem proteger e minimizar os impactes no espaço edificado e no número de vitimas.

No segundo dia, promoveu-se a noção da importância da evacuação. Cada indivíduo e cada família devem ter noção se vivem num local que necessitaria de ser evacuado durante a ocorrência de um furacão e também se as suas casas têm capacidade para servir de abrigos. Evacuação não deve ser sinónimo de grandes deslocações. Os habitantes devem pensar seriamente em criar destinos predefinidos de evacuação, por exemplo, para casa de familiares e amigos (pensando nos animais de estimação, que não são permitidos na maioria dos abrigos comunitários).

Já no terceiro e quarto dias, salientou-se a importância de aquando da evacuação, os deslocados estarem preparados para longos períodos de recuperação, que podem durar vários dias ou semanas. É extremamente importante ter comida não perecível, água e medicamentos para no mínimo três dias, para além das lanternas, rádios e carregadores de telemóvel alimentados a luz solar. As redes de distribuição de água e eletricidade podem estar inativas durante longos períodos.

Os seguros são também apresentados como uma solução para minimizar os efeitos dos furacões. Nas áreas mais afetadas é importante ter um seguro que consiga cobrir as despesas de reparação ou mesmo de reconstrução total da habitação.

O dia de hoje, quinta-feira, será dedicado às condições das habitações. É essencial que, para resistir a um evento desta dimensão numa habitação, ela cumpra uma série de requisitos. Por exemplo, as portas e janelas devem ser tapadas com painéis de madeira ou metal e os portões da garagem, identificados como pontos mais fracos da construção, devem estar desenhados para suster os ventos fortes.

Durante o dia de sexta-feira será abordada a questão do impacto de um desastre na comunidade, a forma como os cidadãos afetados podem ajudar e também ser ajudados. Já no último dia, sábado, será possível resumir a semana, mais uma vez focando na importância de planear com antecedência os eventos, criando planos escritos que devem ser cumpridos no seio das famílias. É aconselhado que as famílias comecem a procurar mantimentos desde já, para evitarem as longas filas e o esgotamento de stocks quando são emitidos os alertas de furacão.

Os furacões e a COVID-19

Outro organismo importante neste planeamento é o Centro de Prevenção e Controlo de Doenças. Esta entidade emitiu um conjunto de diretrizes sobre a época de furacões, que decorre em simultâneo com uma pandemia a nível global.

É importante que as populações tenham consciência que todo o processo de preparação pode ser ligeiramente diferente, adaptado às restrições da pandemia. Assim, ganham importância os kits de higiene pessoal, onde se incluem pelo menos duas máscaras por pessoa e o gel desinfetante. Tanto um como outro devem ser utilizados nos transportes públicos que asseguram a evacuação, como nos abrigos comunitários. Estes cuidados aplicam-se igualmente às crianças e aos animais de estimação.

A sociedade norte americana parece cada vez mais sensibilizada para a questão dos furacões, já que são cada vez mais as iniciativas que visam informar a população de forma a criar resiliência e a mitigar os efeitos deste tipo de eventos destruidores. Por exemplo, a iniciativa #HurricaneStrong, parte da Federal Alliance for Safe Homes (FLASH), tem como principais objetivos criar informação digital que seja transmitida por vários canais, chegando ao maior número de pessoas, apostando na segurança e na resiliência das comunidades.