IV Congresso da Portugal Nuts debate em Beja o crescimento e os desafios do setor dos frutos secos
O congresso será “um dia de partilha, reflexão e debate" sobre os principais temas e desafios do setor dos frutos secos, "com intervenções de quem o conhece por dentro”, afirma Nuno Russo, diretor executivo da Portugal Nuts.

Há exatamente um ano, o III Congresso da Portugal Nuts – Associação de Promoção de Frutos Secos reuniu em Beja mais de 400 participantes. No próximo dia 21 de maio, o Teatro Municipal Pax Julia, naquela cidade, volta a ser palco deste evento anual do setor.
O Congresso Portugal Nuts 2025 é o principal encontro nacional dedicado ao setor dos frutos secos. Reúne produtores, investigadores, decisores políticos e empresas para debater os desafios e oportunidades da fileira.
Tendências mercado e consumo
A edição de 2025 vai discutir questões como a inovação agrícola, a gestão sustentável da água, as tendências de mercado e de consumo e, ainda, o papel estratégico dos frutos secos na economia e na alimentação e na soberania alimentar de Portugal.
Entre os vários participantes, está o presidente da Associação, Tiago Costa, que intervirá na abertura do evento, lado o lado com o presidente da Câmara de Beja, Paulo Arsénio.

Bárbara Oliveira, Diretora dos Serviços de Meios de Defesa Sanitária da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) é outra das participantes, integrando uma mesa redonda para debater o tema “Proteção de Culturas – Tendências e Projeções Futuras”.
Os associados da Portugal Nuts têm a área dos seus amendoais repartida da seguinte forma: 73% no Alentejo, 15% na Beira Interior e 7% no Ribatejo e a dos seus nogueirais está situada 70% no Alentejo e 25% no Ribatejo.
522 postos de trabalho fixos
Estas áreas contribuíram com 7.900 toneladas de miolo de amêndoa e 1.246 toneladas de noz em casca. O estudo divulgado o ano passado apurou que os associados da Portugal Nuts eram responsáveis por 522 postos de trabalho fixos nas suas atividades ligadas aos frutos secos.
Há um ano, a Portugal Nuts já alertava que “metade” da área de amendoal ainda não tinha começado a produzir em 2023, visto serem plantações novas com menos de três anos e ainda estão em formação.
O então diretor executivo da Portugal Nuts, António Saraiva, frisou, aquando do IIO Congresso da Portugal Nuts, que “a cultura do amendoal deve ser reconhecida como de importância estratégica para o país”.

Mais, Saraiva deixava o repto para que as autoridades ligadas ao setor e a Administração Pública assumissem se há “um claro apoio para o seu crescimento", nomeadamente ao nível das dotações de rega adequadas, soluções fitossanitárias para fazer face à diminuição dos riscos de pragas e doenças e regras do seguro de colheitas adaptadas às características desta cultura.
Recorde-se que a Portugal Nuts – Associação de Promoção de Frutos Secos (APFS) passou a integrar, a partir de 13 de março, o Conselho para o Acompanhamento do Regadio de Alqueva, um órgão de consulta da tutela política do Ministério da Agricultura e Pescas que tem como objetivo acompanhar a exploração da componente hidroagrícola do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva face à relevância do desenvolvimento do regadio na competitividade do setor agrícola.
A Associação de Promoção de Frutos Secos assume que passa, agora, a “ter uma voz própria neste órgão de consulta, em matérias tão técnicas como é o caso do impacto de uma dotação de rega nos níveis de produtividade alcançáveis” na produção do setor.