Feira Nacional de Agricultura arranca em Santarém com destaque aos pequenos frutos. Exportações chegaram aos 398 milhões

Há 10 anos, as exportações do setor dos pequenos frutos representavam uns meros 85 milhões de euros. No final de 2025, as vendas para o exterior atingiram os 398 milhões de euros. São “um dos segmentos mais dinâmicos da agricultura portuguesa”, diz a Lusomorango.

A Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo (FNA26) arranca a 6 de junho e prolonga-se até dia 14 de Junho. A edição deste ano vai dar um especial destaque aos pequenos frutos: mirtilos, morangos, framboesas, amoras e outros.
A Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo (FNA26) arranca a 6 de junho e prolonga-se até dia 14 de Junho. A edição deste ano vai dar um especial destaque aos pequenos frutos: mirtilos, morangos, framboesas, amoras e outros.

A Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo (FNA26), o maior evento do setor em Portugal, arranca no próximo dia 6 de junho e prolonga-se até dia 14 de Junho. A edição deste ano vai dar um destaque especial ao setor dos pequenos frutos: mirtilos, morangos, framboesas, amoras, groselhas, medronhos, entre outros.

Dentro das frutas portuguesas, os pequenos frutos têm “demonstrado um notável dinamismo e um crescente interesse por parte dos consumidores”, derivado ao seu elevado valor nutricional. Com isso, têm assumido “uma importância crescente na agricultura portuguesa”, refere a organização do certame.

A FNA26 é um espaço dedicado a mostrar o que de melhor se faz no setor agrícola, quer na produção de alimentos, quer ao nível da maquinaria, equipamentos, tecnologia agrícola, fatores de produção e serviços. É igualmente um ponto de encontro entre produtores e consumidores, que ali encontram uma vasta oferta de produtos de elevada qualidade.

FNA2026 dá palco aos pequenos frutos

E é ainda um palco privilegiado para o debate sobre os temas mais relevantes do setor agrícola, reunindo especialistas, investigadores e decisores políticos.

Os pequenos frutos têm “demonstrado um notável dinamismo e um crescente interesse por parte dos consumidores”, derivado ao seu elevado valor nutricional.
Os pequenos frutos têm “demonstrado um notável dinamismo e um crescente interesse por parte dos consumidores”, derivado ao seu elevado valor nutricional.

Este ano, a organização vai dar palco aos pequenos frutos, cuja produção tem crescido de forma significativa nos últimos anos e cujas exportações se destacam no comércio internacional de bens nacionais.

Se, há 10 anos, as exportações deste segmento valiam cerca de 85 milhões de euros, no ano passado (2025) foram contabilizadas em 285 milhões de euros.

Médio Oriente entre os destinos de exportação

E o caminho foi consistente ao longo dos anos. Em 2018, as exportações dos pequenos frutos já valiam 200 milhões de euros, em 2022 atingiram os 250 milhões e em 2023 quase chegaram aos 300 milhões de euros. Em 2025, as vendas para o exterior somaram 398 milhões.

Os pequenos frutos são “um dos segmentos mais dinâmicos da agricultura portuguesa”, afirma a Lusomorango, organização de produtores (OP) de pequenos frutos, que estará em destaque na Feira Nacional de Agricultura (FNA 2026), de 6 a 14 de junho, com a organização de um ciclo de debates sobre o futuro da fileira, em conjunto com entidades do setor.

Segundo dados fornecidos à agência Lusa pela Portugal Fresh, no caso da framboesa, o valor das exportações atingiu cerca de 258 milhões de euros em 2025, com um preço médio de 8,65 euros por quilo. Nos mirtilos, o valor exportado atingiu 53 milhões de euros em 2025, com um preço médio de 6,59 euros por quilo. O morango, esse, teve uma expressão residual, entre 1% e 2%, com a produção a concentrar-se sobretudo no sudoeste alentejano.

Os principais mercados de exportação são sobretudo os países da União Europeia. Espanha, França, Alemanha e Países Baixos estão entre os principais países compradores.

Se, há 10 anos, as exportações deste segmento valiam cerca de 85 milhões de euros, no ano passado foram contabilizadas em 285 milhões de euros.
Se, há 10 anos, as exportações deste segmento valiam cerca de 85 milhões de euros, no ano passado foram contabilizadas em 285 milhões de euros.

O Reino Unido é outro dos grandes compradores dos pequenos frutos portugueses, mas os Emirados Árabes Unidos e outros países do Médio Oriente já estão a ganhar relevância nas nossas exportações deste segmento.

Durante a Feira Nacional da Agricultura, além do ciclo de debates sobre inovação, sustentabilidade e impacto económico dos pequenos frutos, vai ser apresentado o estudo “O Impacto Económico do Setor dos Pequenos Frutos em Portugal”, elaborado pela EY Parthenon a pedido da Lusomorango. O evento de apresentação do estudo “O Impacto Económico do Setor dos Pequenos Frutos em Portugal”, que vai ter lugar no dia 12 de junho, pelas 14h30, conta com a intervenção de José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Mar.

Desenvolvido a pedido da Lusomorango pela EY Parthenon, o “relatório analisa de forma aprofundada o contributo económico, social e territorial do setor e da fileira”.~

Durante a sessão, será também “evidenciado o seu papel na criação de riqueza, emprego, exportações e no desenvolvimento das regiões onde se afirma como uma das atividades agrícolas mais dinâmicas do país”, nomeadamente em Odemira.

Em comunicado divulgado esta semana, a Lusomorango explica ainda que, ao longo da FNA 2026, esta OP vai coorganizar, com outros operadores da fileira, um ciclo de debates que reúne representantes da produção, distribuição, investigação, administração pública e organizações setoriais.

O objetivo é analisar temas como “sustentabilidade, eficiência hídrica, organização da produção, mercado e impacto económico”, contribuindo também para uma “reflexão alargada sobre os desafios e oportunidades que marcarão o futuro da agricultura portuguesa” nos próximos anos.

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