Quarta e quinta-feira novas superfícies frontais trarão mais uma “dose” de chuva, vento e agitação marítima a Portugal

Após a passagem da depressão "atípica" para agosto entre domingo (23) e segunda-feira (24), prevê-se um novo agravamento do estado do tempo em Portugal continental em meados da última semana do mês. Saiba os efeitos previstos!
Após a passagem da iminente depressão atlântica, atualmente também monitorizada pelo NHC (Centro Nacional de Furacões dos EUA) e cujos efeitos se traduzirão em chuva, vento forte e agitação marítima entre domingo (23) e segunda-feira (24), sobretudo no Norte e Centro de Portugal continental, espera-se que na terça-feira (25) o tempo no nosso país registe uma melhoria gradual, apesar da persistência de aguaceiros pós-frontais. Não obstante, o modelo Europeu sugere que as “tréguas” do tempo instável serão de curta duração.
Corroborando as previsões anteriormente avançadas pela Meteored Portugal, nas quais mencionávamos a possibilidade do litoral e regiões ocidentais do país serem as primeiras a serem afetadas no domingo (23) e também as mais abrangidas pela instabilidade nesse dia, o IPMA colocou os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria, Lisboa e Setúbal sob aviso amarelo de trovoada entre as 09:00 e as 18:00 de 23 de agosto.

Esta informação converge precisamente com a tal faixa do nosso território continental mais exposta à precipitação neste dia e que em previsões anteriores referíamos como “Para domingo (23) preveem-se períodos de chuva (...) com maior probabilidade na faixa entre Viana do Castelo e Sesimbra”.
Novo episódio de chuva, vento e agitação marítima à vista para quarta 26 e quinta 27
A partir de quarta-feira (26) prevê-se um novo agravamento do estado do tempo em Portugal continental, prolongando-se o período de tempo perturbado, em que a chuva, o vento e a agitação marítima assumirão o protagonismo no estabelecimento das condições meteorológico-oceânicas.

Na origem desta configuração sinóptica estará, de acordo com os mapas de referência da Meteored, um vale depressionário a "esticar-se" entre as Ilhas Britânicas e o Golfo da Biscaia, cujas várias superfícies frontais associadas irão atravessar a nossa geografia entre quarta e quinta-feira, 26 e 27 de agosto, dois dias que se “adivinham” particularmente instáveis.
Quarta 26 e quinta 27 e os possíveis efeitos das superfícies frontais
Tendo em conta que estamos a 4 e 5 dias da ocorrência deste segundo episódio de tempo perturbado protagonizado pela passagem de superfícies frontais pela nossa geografia, a previsão ainda apresenta uma incerteza muito elevada, não no que toca aos fenómenos de chuva, vento e agitação marítima, cuja ocorrência é cada vez mais provável tendo em conta a consistência das últimas saídas do modelo de maior confiança da Meteored, mas sim por causa da distribuição e intensidade dos fenómenos previstos.

Deste modo, não adianta referir com grande precisão as zonas mais afetadas pela chuva, mas é possível avançarmos com uma primeira tendência da potencial distribuição pluviométrica pela nossa geografia.

Embora para quarta-feira (26) já se anteveja uma intensificação relativamente generalizada do vento de Sudoeste, com rajadas pontualmente fortes, na ordem dos 50 a 60 km/h, em particular nas áreas montanhosas do Norte e Centro, é na quinta-feira (27) que os mapas preveem a possibilidade de ocorrer a fase mais agreste do vento.
Perpetiva-se, então, a possibilidade de rajadas mais fortes na quinta-feira (27), de até 75 km/h, e durante um período diurno mais longo, possivelmente mais prováveis nas regiões a norte do rio Mondego, especialmente nas áreas montanhosas.

Quanto à agitação marítima, este é um dos elementos cuja incerteza é maior na previsão, mas as primeiras projeções indicam que o estado do mar poderá revelar-se relativamente revolto, embora provavelmente só a partir de quinta-feira (27), e a abranger principalmente o litoral Norte e Centro, possivelmente com ondas de altura máxima entre 3,5 e 4,5 metros.

Adicionalmente, o já referido vale depressionário, incorporado numa circulação favorável ao transporte de ar mais frio de origem setentrional (polar marítimo ou ártico), arrastará uma massa de ar mais fria até latitudes como a nossa, provocando uma descida das temperaturas bastante significativa, que será sentida especialmente na quinta-feira (27).