Primeiras tendências para o início do verão climatológico em Portugal: os mapas pintam tudo de vermelho
O verão climatológico está mesmo a “bater à porta” e o melhor modelo meteorológico de previsão já fornece as primeiras tendências para conhecer a possível evolução do tempo em Portugal.

Nestes próximos dias Portugal continental voltará a testemunhar um novo episódio de temperaturas elevadas para a época do ano. Em breve, várias regiões poderão atingir temperaturas de 36 ºC ou até mesmo 37 ºC, não se excluindo a possibilidade de algumas localidades poderem vir a registar valores próximos aos recordes históricos absolutos de temperaturas máximas registadas num mês de maio.
Falta cada vez menos tempo para o início do verão climatológico, cujo arranque no calendário se irá assinalar na segunda-feira, 1 de junho. Devido às primeiras tendências antecipadas pelo modelo meteorológico global mais credível, o ECMWF, será analisada de seguida a possível evolução do tempo em Portugal ao longo da primeira semana do período meteorológico estival que se aproxima.
Tudo aponta para um domínio das altas pressões, embora subsista alguma incerteza
Ao contrário da precisão do modelo europeu na definição do regime de bloqueio escandinavo que dominará a Europa nos próximos dias, surgem dúvidas quanto ao padrão sinóptico que poderá prevalecer sobre o continente europeu no arranque do verão climatológico. Para a fase inicial da nova estação surgem sinais tímidos de um possível domínio do padrão de crista atlântica, que mais tarde poderá novamente evoluir para um padrão de bloqueio.

Ao analisar o mapa semanal de anomalias do geopotencial a 500 hPa, deteta-se uma grande faixa de valores positivos que se estende desde os Açores até à Europa mais ocidental. Isto indica que poderá existir a possibilidade de esta região ficar sob a influência de massas de ar mais quentes, devido à sua maior expansão na troposfera.
Analisando o que se reflete à superfície em termos de pressão atmosférica (pressão média ao nível do mar), o ECMWF aponta para um possível predomínio de altas pressões nessa mesma zona geográfica, mas com a exceção de que agora haveria uma área marcada por anomalias negativas abrangendo quase todo o território de Portugal continental e até mesmo o arquipélago da Madeira, algo que sugere a possibilidade de pequenas depressões isoladas em altitude (ou bolsas de ar frio/gotas frias) circularem por essa zona.

Não obstante, é importante recordar que, nesta época do ano, isto nem sempre corresponde a instabilidade meteorológica, podendo antes ser depressões térmicas, típicas do verão.
O modelo europeu não deixa margem para dúvidas: Portugal continuará pintado de vermelho
Tudo indica que o nosso território irá enfrentar, durante várias semanas consecutivas, temperaturas invulgarmente elevadas para esta época do ano. Os mapas insistem em revelar Portugal e grande parte da Europa sob uma faixa de tons avermelhados. Estes tons avermelhados expressam anomalias térmicas positivas, que se geram quando a temperatura do ar medida num determinado local e período exibe valores superiores à média climatológica de referência para essas mesmas datas.

No arranque do verão climatológico, o modelo Europeu prevê que o tempo seja mais quente do que o habitual em toda a geografia continental portuguesa. As exceções observadas prendem-se, talvez, e de forma muito localizada, na ilha da Madeira (anomalia térmica negativa localizada).
Para o arquipélago dos Açores não se verificam desvios em relação à média, pelo que, em princípio, as temperaturas irão registar valores enquadrados na normal climatológica de referência. As regiões do interior de Portugal continental, com destaque para o interior Norte, seriam as que sentiriam de forma mais acentuada estas anomalias térmicas tão expressivas para o início do mês de junho.
No que toca à precipitação, verifica-se uma certa coerência com o que o modelo europeu apresentava anteriormente em termos de anomalias da pressão à superfície. Uma pequena faixa do litoral Norte e o arquipélago dos Açores podem vir a registar um estado de tempo mais seco do que o normal, enquanto o interior Norte, as Regiões Centro e Sul de Portugal continental e o arquipélago da Madeira manteriam valores a rondar a média.
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